segunda-feira, 31 de março de 2008

Lixo espacial polui órbita do planeta

Esta semana, uma bola de metal, com um metro de diâmetro, caiu pertinho de uma casa em Goiás. Veio do espaço e faz parte do chamado lixo espacial.

De vez em quando, uma dessas peças abandonadas desaba do céu. O objeto mais recente do lixo espacial a despencar na Terra é uma esfera que caiu perto do município de Montividiu, no interior de Goiás.

domingo, 30 de março de 2008

História de um Opala 77

Depois de procurar a polícia para comunicar o furto de seu Chevrolet Opala Comodoro ano 1977, na semana passada, o metalúrgico Valdeir Martins, de 36 anos, teve uma surpresa neste fim de semana. No sábado (29/03/2008), o velho carro foi devolvido pelo suposto assaltante, que o rebocou até o lugar de onde tinha sido levado, na frente de um condomínio de prédios populares no Jardim Guadalajara, em Sorocaba, a 100 km de São Paulo.
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Martins mora num dos prédios e deixa o carro na rua porque está sem bateria. A lataria também está em mau estado. O homem apontado como autor do furto, um pintor de 25 anos, disse que pensou que o veículo tivesse sido abandonado e, por isso, o levou, de acordo com a polícia. O pintor trabalhava numa escola nas proximidades e viu moradores de rua usando o carro para dormir. "Eu tinha a idéia de dar um trato nele e usar para trabalhar", afirmou o rapaz. Aconselhado por amigos que souberam que o carro tinha dono, ele decidiu fazer a devolução.
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O pintor usou seu próprio carro, um Chevette azul também velho, para rebocar o Opala. Ele só foi identificado porque, ao colocar o carro no local de onde o tinha levado, esqueceu o celular no banco. Quando voltou para pegar o aparelho, acabou surpreendido pelo dono, que chamou a polícia. O suspeito negou a intenção do furto, alegando que fez a retirada e a devolução em plena luz do dia. O eventual crime será investigado por policiais do 9º Distrito Policial. Para o dono do carro, o caso está encerrado. "Como o carro foi devolvido, ficou tudo bem." Agora, o metalúrgico pensa em arrumar o Opala.

PF procura US$ 35 milhões

A Secretaria Antidrogas de Curitiba divulgou nesta quarta-feira (26/03/2008) fotos de quatro colombianos que podem estar guardando US$ 35 milhões (em notas de dólares e euros) do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía. A quantia pode estar escondida em São Paulo, Curitiba ou Porto Alegre, conforme declarou, em entrevista coletiva, o secretário Antidrogas de Curitiba, delegado federal Fernando Francischini.
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Abadía foi detido no dia 7 de agosto de 2007 num condomínio de luxo na região metropolitana de São Paulo. No fim do ano passado, ele ofereceu os US$ 35 milhões, além de delatar alguns parceiros, em troca de uma série de benefícios, como a extradição para os Estados Unidos. A oferta não foi aceita pela Justiça Federal.
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Mas a extradição foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste mês, todavia, sem a entrega da fortuna. A única condição é que os americanos se comprometam a trocar uma eventual condenação à pena de morte ou à prisão perpétua por uma pena máxima de 30 anos, conforme prevê a legislação brasileira.
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Segundo Francischini, o objetivo de divulgar as informações como as fotos e os nomes dos colombianos é estimular denúncias da população. A idéia é achar a fortuna que o traficante guarda dentro de uma caminhonete Toyota, cor preta. O dinheiro estaria com os comparsas Victor Manoel Moreno Ibahara, Cesar Daniel Amarilla (que também usa o nome de Frank Arias Zambrano), Eduardo José Terrada Rubio e Henry Edval Lagos.
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A extradição de Abadía ainda depende de sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que seria um alto negócio para o traficante. “Além de ele poder ganhar a liberdade no futuro, o tráfico colombiano ficaria com um caixa de US$ 35 milhões aqui no país”, disse Francischini. “O presidente precisaria pelo menos condicionar a saída do Abadía à entrega do dinheiro.”
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As fotos dos suspeitos são de investigações feitas pela Polícia Federal em aeroportos e shoppings da capital. Eles estiveram na cidade nos anos de 2006 e 2007. O traficante tinha uma casa no Mossunguê (Zona Oeste) e negócios na cidade, como uma imobiliária usada na lavagem de dinheiro obtido a partir do tráfico de drogas.
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‹ Serviço: Informações sobre os colombianos, que estariam usando documentos da Venezuela, podem ser passadas para o site www.antidrogas.curitiba.pr.gov.br, ao telefone 181 ou à Polícia Federal.

Polícia Federal entra no caso dos desaparecidos

A Polícia Federal deverá participar da força-tarefa que está sendo organizada pelo Ministério da Defesa para tentar identificar, localizar e resgatar os restos mortais dos 58 guerrilheiros do PC do B mortos durante a Guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1975. A proposta foi feita, ontem, durante encontro entre os ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Defesa, Nelson Jobim.
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– Temos experts na Polícia Federal para colocarmos à disposição do Ministério da Defesa para o cumprimento fiel da sentença judicial – disse Genro.
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O ministro se refere à decisão da juíza federal de Brasília, Solange Salgado, já definitiva, que determina a abertura dos arquivos das Forças Armadas e a busca de informações junto aos militares que participaram da repressão apontando possíveis locais onde foram sepultados os guerrilheiros.
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Restos mortais
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Pelo menos três peritos da Polícia Federal estarão à disposição para análises dos documentos que estão sendo organizados pelo Exército, Marinha e Aeronáutica sobre as circunstâncias em que os guerrilheiros foram mortos e os possíveis locais onde se encontrem seus restos mortais.
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Tarso Genro disse que a Polícia Federal vai colaborar na montagem da força-tarefa e que poderá também participar de uma expedição, em data ainda não definida, na região onde houve o conflito, sob a coordenação da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.
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O laboratório do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal é considerado um dos mais modernos e eficientes do mundo tanto na análise de documentos quanto em morfologia ou DNA.
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Na questão dos desaparecidos políticos a PF – a corporação policial mais capacitada e aparelhada do país em investigação – tem apenas atendido requisição para cumprir tarefas pontuais: em 2006 fez buscas no Araguaia para tentar, sem sucesso, encontrar as ossadas da guerrilheira Helenira Rezende e, este ano, tomou o depoimento, em Marabá, de um ex-guia do Exército, Vicente Taveira de Oliveira, que estava de posse de um fuzil calibre 22 usado na guerrilha e de onde teria partido o tiro que matou a guerrilheira Valquiria Afonso da Costa.
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As buscas foram feitas em período das chuvas, que é inadequado, e o depoimento do ex-guia não foi além de um registro formal de entrega da arma. A direção da PF sempre se prontificou a colaborar, mas a Comissão de Mortos e Desaparecidos, vinculada a SEDH, se recusava sob o argumento de que o órgão havia integrado as forças da repressão à esquerda armada. Em vez de usar o laboratório da PF, a SEDH contratou um laboratório particular, o americano Genomic Engenharia Molecular, para realizar exames de DNA em ossadas de supostos desaparecidos.
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Em entrevista ao Jornal do Brasil, na semana passada, o tenente da reserva José Vargas Jiménez disse que os guerrilheiros presos ou mortos durante o período em que ele comandou um dos Grupos de Combate, entre outubro de 1973 e fevereiro de 1974, eram levados para as bases militares de Bacaba, em São Domingos do Araguaia, Casa Azul (área onde atualmente está o Denit), em Marabá, ou em Xambioá.
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Fonte: Jornal do Brasil

quarta-feira, 26 de março de 2008

Avião da FAB com dois ministros faz pouso forçado em Recife

O avião da FAB (Força Aérea Brasileira), modelo Learjet 35, que transportava os ministros das Comunicações, Hélio Costa, e da Integração Social, Geddel Vieira Lima, além do superintendente da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), Paulo Fontana, fez um pouso forçado no início da tarde de hoje, 26/03/2008, logo após decolar do aeroporto de Recife.
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Os ministros acompanhavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um evento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Estado e retornavam para Brasília.
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Segundo a FAB, a aeronave apresentou problemas em seu trem de pouso logo após a decolagem e teve que retornar ao aeroporto de Recife.
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Em nota, a FAB informou que os pilotos adotaram os procedimentos de segurança e, após o toque normal na pista, o trem de pouso do lado esquerdo recolheu involuntariamente, fazendo com que o avião saísse para a lateral e parasse sobre a grama. Tripulantes e passageiros nada sofreram, informa a nota.
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Os ministros voltaram para Brasília em outro avião. Segundo o comando da Aeronáutica, o incidente será investigado.

terça-feira, 25 de março de 2008

Labrador surfista vira atração em praia catarinense

Os surfistas da Praia do Rosa, em Santa Catarina, ganharam uma inusitada concorrente, que se destaca pela coragem no mar e a habilidade com a prancha. É a cachorra Cher, da raça labrador e de 45 quilos.
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Ela aprendeu a surfar há 10 anos com o dono, o artesão gaúcho Néri Prux, de 55 anos. Em 1998, quando pegou as primeiras ondas, Cher tinha pouco menos de 1 ano de vida.
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Segundo o artesão, a cadela foi trazida de Porto Alegre como forma de suprir a perda da cachorra Lua, que também surfava e praticou o surfe durante um ano, até morrer envenenada.
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"Fiquei muito triste. Meu filho me trouxe a Cher e ela pegou a primeira onda de maneira bem inesperada. Eu estava na praia, veio uma onda forte e, para proteger a cachorra, a coloquei em cima da prancha. Ela surfou direitinho até chegar à areia", disse Prux.
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Para ir de casa até a praia, o artesão improvisou uma estrutura na moto que lhe permite transportar a prancha e Cher. Ansiosa, a cachorra chega primeiro ao mar e aguarda o companheiro para pegar as melhores ondas.
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Sentada e com as patas dianteiras bem colocadas para se equilibrar, Cher desfila na prancha de focinho erguido. Ela se tornou a principal atração da praia e é fotografada por muitos turistas e banhistas da Praia do Rosa.
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Para o dono da cachorra, Cher tem estilo. "Os surfistas perdem algumas ondas, se desequilibram e erram algumas manobras. Cher pega todas as ondas e vai com perfeição até a prancha encalhar na areia", disse o artesão.
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O único problema, após tanta diversão, é levar a cachorra de volta para casa. Um tanto teimosa, Cher prefere as ondas ao quintal de casa, mas acaba subindo na moto de Prux e encerrando mais um dia de surfe.

domingo, 23 de março de 2008

Traficante morre na cela da PF

O traficante internacional de drogas, João Mendonça Alves, 38, morreu depois de ser encontrado ferido no pescoço e desacordado na sede da Polícia Federal de São Paulo na tarde deste sábado (22/03/2008). Ele estava preso desde sexta-feira (21), depois que a Polícia Federal apreendeu 1.230 Kg de cocaína em Itatiba, a 84 km de São Paulo. A Polícia Federal instaurou inquérito e trabalha com a hipótese de suicídio.
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Segundo informações da PF, o brasileiro estava preso sozinho em uma cela separada, chamada de inclusão, o que é um procedimento comum com os presos recém-chegados. Ele foi encontrado por volta das 16h de sábado, com três ferimentos no pescoço e bastante sangramento, "possivelmente feito com a faca da refeição". O traficante chegou a ser socorrido no hospital mais próximo (Hospital Sorocabano), mas morreu.
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Ainda segundo a PF, o local passou por uma perícia preliminar neste domingo (23/03/2008). Os outros dois homens do Suriname, que também faziam parte do esquema e foram presos na sexta-feira (21), continuam detidos na carceragem da PF em São Paulo.
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De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, a Polícia Civil instaurou um inquérito no 7º Distrito Policial para investigar as causas da morte.
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O corpo do traficante foi retirado do Instituto Médico Legal (IML) pela família na manhã deste domingo (23) e foi levado para o cemitério Primavera 1, em Guarulhos, onde será sepultado às 16h. Ainda não há data para conclusão do laudo apontando a causa da morte.
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Apreensão
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Na sexta-feira, além de Álves, também foram presos dois surinameses. De acordo com o delegado de combate ao crime organizado da Polícia Federal em São Paulo, Mário Menin Junior, o esquema era investigado havia cerca de dois meses.
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Segundo Menin Junior, a cocaína chegava a um galpão em Itatiba escondida em baterias automotivas de grande porte. Lá, os traficantes transferiam pacotes da droga para caixas de papelão de álcool em gel que, depois, eram exportadas para a Polônia e a Holanda.
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No galpão foram presos os dois surinameses. Na seqüência, o brasileiro foi preso em casa, em Itaquera (zona leste de São Paulo). Conforme as investigações, ele era o responsável pela logística de importação da droga --cuja origem ainda não foi confirmada.

sexta-feira, 21 de março de 2008

PF apreende quase uma tonelada de cocaína no interior de SP

A Polícia Federal apreendeu nesta sexta-feira (21/03/2008) aproximadamente uma tonelada de cocaína em Itatiba, a 84 km de São Paulo. A droga, que ainda não foi totalmente pesada pelos policiais, chegava ao Brasil escondida em baterias de caminhão importadas e seria embarcada para Polônia e Holanda. A PF prendeu três pessoas.
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A droga estava em um galpão onde seria enrolada em mantas de chumbo para não ser detectada na alfândega pelos aparelhos de raio-x. No galpão a cocaína era embarcada em contêineres. Dois carregamentos seguiriam na próxima semana para a Europa pelo Porto de Santos.
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Um dos três homens presos cuidava da logística e foi surpreendido pelos policiais federais na zona Leste de São Paulo. Outros dois são do Suriname e eram responsáveis pela segurança do galpão. A Polícia Federal ainda investiga se a cocaína vinha da Bolívia ou da Colômbia. A quadrilha tinha notas de importação das baterias.

Investigação diz que Colômbia lançou 10 bombas de alta tecnologia no Equador

Quito, 21 mar 2008 (EFE). - No ataque colombiano ao acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador, em 1º de março de 2008, foram utilizadas dez bombas de alta tecnologia, segundo uma investigação da Força Aérea equatoriana, publicada hoje pelo jornal local "El Comercio".
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Em 6 de março, especialistas em armas da Força Aérea equatoriana iniciaram uma perícia sobre o bombardeio em Angostura, onde estava o acampamento das Farc e onde morreu o porta-voz internacional da organização, "Raúl Reyes", e mais de 20 guerrilheiros.
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De acordo com o relatório dos peritos, foram utilizadas 10 bombas GBU 12 Paveway II de 227 kg, que deixaram crateras de 2,40 metros de diâmetro por 1,80 metro de profundidade, publicou o jornal equatoriano.
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O jornal ainda afirmou que, segundo as especificações do fabricante da bomba GBU 12, a Texas Instruments, o explosivo pode ser guiado por laser, GPS ou tecnologia intersensorial.
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O relatório da FAE diz também que foram encontradas cápsulas de projéteis de calibre 0,50 no setor sul do acampamento, disparadas por metralhadoras de helicópteros que, segundo a Força Aérea equatoriana, fizeram a segurança dos soldados que realizaram a infiltração.
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As bombas utilizadas no ataque são do mesmo tipo que as usadas durante a operação americana Tempestade do Deserto, no Iraque.
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De acordo com o relatório, a maioria das bombas caiu na área de dormitórios e de doutrinamento do acampamento, enquanto as zonas de lavanderia e de treinamento ficaram intactas.Um guia de identificação de armas da Organização do Tratado do Atlântico do Norte (Otan) diz que as bombas GBU 12 podem ser transportadas apenas por aviões A7, A10, B52, F111, F117, F15, F16, F/A 18 C/D, F14 e A6, diz o "Comercio".
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O Ministério da Defesa colombiano afirmou que a Operação Fênix, como foi chamado o ataque à base das Farc em Angostura, usou aviões Super Tucano. No entanto, segundo a Otan, estes aparelhos não estão incluídos entre os que podem levar bombas GBU 12.
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Em dezembro de 2006, a Colômbia comprou - como parte do processo de modernização de sua Força Aérea - 25 aviões Super Tucano fabricados pela brasileira Embraer.
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De acordo com o relatório da Força Aérea equatoriana, o manual de fabricação dos aviões A-29B Super Tucano diz pode levar armas convencionais e inteligentes, como, por exemplo, o míssil Python III, a bomba guiada por laser Griffin ou toda a família de bombas MK 82.
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Além disso, os aviões podem também carregar metralhadoras de calibre 0,50 dentro das asas, assim como os aviões da Segunda Guerra Mundial.
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A Força Aérea equatoriana também descartou de maneira definitiva que no ataque tenham sido usados aviões Kfir, e afirmou que continuará investigando para determinar que tipo de aeronave foi utilizado no ataque.
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Segundo dados da Inteligência Naval, um avião HC-130 saiu da base de Manta (Base Americana), às 19h local de 29 de fevereiro e retornou às 16h30 do dia seguinte, publicou o "Comercio".
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Na base de Manta operam, desde 1999, soldados americanos no centro de operações para a luta contra o narcotráfico na região.
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O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou que não renovará em 2009 o contrato que permite aos Estados Unidos permanecer na base de Manta.

Posição geográfica coloca Curitiba na rota do tráfico internacional

A posição geográfica do estado do Paraná colocou a cidade de Curitiba - reconhecida como capital ecológica - na rota internacional do tráfico de drogas. Em menos de uma semana a capital paranaense foi alvo de três ações policiais que resultaram em prisões de mais de 10 traficantes e apreensão de grande quantidade de droga - principalmente sintética (LSD e ecstasy).
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A proximidade com o Paraguai e a Argentina e a divisa com as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste deixam o Paraná vulnerável às ações criminosas dos traficantes de drogas. As polícias Federal e Civil têm intensificado o combate ao tráfico, mas o obstáculo está justamente no fácil acesso pelas fronteiras e divisas. E mais recentemente por via aérea.
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Essa é a avaliação dos delegados que coordenaram as recentes operações na cidade e que foram ouvidos pela reportagem. O delegado federal Wágner Mesquita de Oliveira, responsável pela Coordenação de Operações Especiais de Fronteira (Coesf), acredita que além da posição geográfica a tendência é um aumento no consumo das drogas sintéticas - não só em Curitiba. "Curitiba é uma das cidades que tem se mostrado um forte mercado consumidor desse tipo de drogas. As facilidades são inúmeras: alta rentabilidade, o processo fácil destas drogas (até num banheiro) e o fácil transporte", explica Mesquita, que comandou no fim de semana a Operação Alpes - que desarticulou uma rede de internacional de tráfico de drogas chefiada por um paranaense.
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O delegado Cassiano Alfiero, do Núcleo de Repressão ao Tráfico de Drogas, é mais específico: "Claro que a questão geográfica influi, e o consumo no Paraná é cada vez maior, mas as constantes festas de música eletrônica realizadas no estado contribuem para a venda da droga - principalmente ecstasy e LSD". Os locais de venda não se restringem somente as raves. "Já localizamos como pontos de venda bares e casas noturnas, lugares freqüentados por jovens de classe média e alta, que são os maiores consumidores das drogas sintéticas", afirma Alfiero, que coordenou a ação "Conexão Barcelona", na qual foram presas seis traficantes que moravam em bairros nobres da capital.
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Logística da droga
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O delegado da PF e hoje secretário Antidrogas de Curitiba, Fernando Francischini, um dos responsáveis pela prisão do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía, justifica a inclusão de Curitiba no cenário do tráfico internacional de drogas por causa da estrutura da cidade. "Temos um Aeroporto Internacional (Afonso Pena), a proximidade com três dos principais portos do país (Santos, Paranaguá e Itajaí), grandes rodovias que cortam o Brasil que dão acesso aos países de fronteira (Paraguai, Bolívia) e no interior do Paraná temos cravejados aeroportos clandestinos", descreve. A tendência do uso de drogas sintéticas, dita por Mesquita, é compartilhada pelo secretário. "Curitiba é uma cidade rica. Essa droga é consumida pela classe média e alta", completa.
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O Chefe do Departamento de Repressão a Entorpecentes da PF do Paraná, delegado federal Jonathan Trevisan Júnior, acompanhou de perto a ação da PF que resultou na segunda maior apreensão de LSD no Brasil. Ele "desenha", em linhas gerais, o mapa da entrada da droga no Paraná. "O LDS e o ecstasy vem de fora, da Europa. São drogas sintéticas que, até onde a PF sabe, não são fabricadas no Brasil", explica. Já a maconha e a cocaína costumam entrar no Paraná principalmente pela fronteira do Paraguai, pelas divisas com as regiões Sul e Centro-Oeste. "Na região Norte do Paraná e em Mato Grosso há fazendas onde um avião de pequeno porte pode pousar carregado de droga", exemplifica Mesquita.
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"A maconha do Paraguai não é de boa qualidade. A boa vem da fronteira com a Bolívia, dos Andes e do Vale do São Franciso, no Norte do país - conhecido como polígono da maconha", conta Trevisan, citando que a partir daí o transporte é feito via terrestre até Curitiba.
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Os três delegados convergem quando descrevem o perfil dos traficantes que agem no Paraná e no exterior. "Os grandes chefões costumam ficar na Europa, onde a droga é produzida", afirma Mesquita. "E é para prender eles que a PF está trabalhando", completa. Os contatos no Brasil, então, vão até o velho continente para adquirir a droga. "Eles compram em dinheiro ou, em algumas vezes, trocam a droga sintética por maconha e cocaína", diz Alfiero. Francisquini, no entanto, relembra a vida levada por Abadía. "Ele tinha residências em diversas capitais. Inclusive em Curitiba".
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Combate ao tráfico
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Nas três operações deflagradas em Curitiba, a polícia acredita ter desfalcado - tanto em pessoal quanto na questão de drogas - as quadrilhas que atuavam no estado. Para o delegado Alfiero, o comércio de drogas sintéticas é um comércio fechado na capital paranaense. "Acredito ser poucas as organizações especializadas no tráfico internacional de drogas. Para se ter uma idéia, em 2007 a Divisão de Narcóticos (Dinarc) prendeu seis traficantes de LSD e ecstasy. Antes da ação, o LSD era vendido por até R$ 25. Depois da ação, com a apreensão da droga, o preço foi para até R$ 60", diz.
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Tanto a Polícia Federal quanto a Polícia Civil do Paraná garantem estar de olho nesta mais nova modalidade do crime praticada no Paraná. "As fiscalizações, claro, vão ser intensificadas. Mas o foco da PF são os grandes chefões. Você prende o usuário e no dia seguinte ele é 'substituído', o que não acontece na outra ponta da cadeia", conclui Mesquita.