terça-feira, 8 de abril de 2008

Operação Pechisbeque: PF de Londrina desmantela quadrilha que distribuía notas falsas

A Polícia Federal em Londrina (DPF/LDA/PR) desmantelou na manhã desta terça-feira (08/04/2008) uma quadrilha que distribuía cédulas de dinheiro falsas em Londrina e região, no norte do Paraná. Na Operação Pechisbeque que durou cerca de três horas, foram detidas oito pessoas e apreendidos R$ 3.500,00 em notas falsas. Segundo a PF, entre os oito detidos, está um pai e um filho e dois deles foram presos em flagrante.
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Na operação desta manhã, também foi apreendido a moto que foi utilizada por Reginaldo Guilhermino da Silva, 28 anos, preso no início do mês passado quando transportava R$ 25 mil notas falsas. Além da moto, foi apreendido um computador e um colete balístico, furtado de uma agência bancária de Londrina.
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A PF acredita que o dinheiro falso era adquirido no interior de São Paulo. Trabalharam na operção 47 policiais federais para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.
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A PF voltou a alertar a população para que fique atenta no momento de receber notas de dinheiro. É importante a verificação de itens de segurança como a marca d'água.
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Todos os presos estão recolhidos na carceragem da PF e podem pegar de três a 12 anos de reclusão.
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A palavra "Pechisbeque" significa liga de cobre ou zinco, que imita ouro falso.
Marilayde Costa - Redação Bonde

segunda-feira, 7 de abril de 2008

'Osama Bin Laden está planejando algo para a eleição americana'

O autor americano Steve Coll passou anos investigando a família de Osama Bin Laden. Agora, seu novo livro fornece uma visão única do clã. A "Spiegel" falou com ele sobre onde o terrorista pode estar escondido, como o pai dele deu início à sua fortuna e os romances singulares de um de seus irmãos
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Erich Follah
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Spiegel - Sr. Coll, Osama Bin Laden rompeu recentemente um longo silêncio. Ele ameaçou a Europa e pediu pela "libertação" da Faixa de Gaza. Quão seriamente devemos tratar estas mensagens? Elas dizem algo a respeito dele ou sobre onde poderia estar?
Steve Coll - Bin Laden há muito formula suas mensagens de forma a tocarem em eventos atuais. Não é difícil imaginar que esteja escondido em algum ponto na fronteira do Afeganistão, assistindo a "Al Jazeera" ou a "CNN" e fazendo anotações para seu próximo comunicado. Eu acho que seus comentários sobre a Europa foram um esforço para chegar às manchetes -escritos após tomar conhecimento das novas reproduções das caricaturas de Maomé. Mas também poderia ser indício de que soube de um plano em desenvolvimento na Europa. Nos últimos dois anos, nós encontramos conexões entre esses planos e os quartéis-generais da Al Qaeda. Sua menção de Gaza é típica de sua tentativa de exercer um papel nos eventos atuais. Ele apenas quer mostrar que ainda está vivo e em dia com os fatos no mundo muçulmano.
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Spiegel - O candidato presidencial democrata Barack Obama acusa o governo Bush de ter negligenciado perigosamente a caçada pelo terrorista mais procurado do mundo. Ele está certo?
Coll - Era possível a eliminação de Osama Bin Laden especificamente entre 1998 e 2001, antes do 11 de Setembro. Nós tínhamos agentes no local na época e eles deram a Clinton (o ex-presidente) três chances de atacar. Em uma das vezes ele decidiu contra um ataque com míssil, por não estar disposto a aceitar a morte de crianças. Era possível ver um balanço na imagem por satélite da base de Bin Laden, perto de Kandahar. Provavelmente também seria possível cercar o campo com Forças Especiais e capturá-lo. Mas aquelas não eram as prioridades políticas na época. Mas mesmo depois do 11 de Setembro, houve uma oportunidade. O próprio Bin Laden escreveu posteriormente sobre quão desesperadora era sua situação durante o bombardeio pesado a seu esconderijo em uma caverna em Tora Bora, perto da fronteira do Paquistão, em dezembro de 2001. Ele conseguiu escapar no último minuto. Se alguns dos soldados afegãos que avançaram com os soldados americanos até as montanhas foram indiferentes ou realmente o ajudaram a escapar, é difícil dizer. De qualquer forma, nós fomos negligentes ao não usarmos a Décima Divisão de Montanha, que é especializada neste tipo de combate e estava parcialmente estacionada no Uzbequistão na época. Foi uma decisão ruim.
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Spiegel - Onde Bin Laden está agora?
Coll - Eu estou firmemente convencido de que ele está em solo paquistanês e até me aventuraria a dizer onde: na região montanhesa do Waziristão do Norte, perto da cidade de Miram Shah. Bin Laden conhece a área como a palma de sua mão. Ela é controlada pelo clã Haqqani, com o qual ele tem profundas raízes. O exército do Paquistão não ousa entrar na região.
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Spiegel - Você acha que ele está em algum tipo de campo da Al Qaeda, onde possa ser capaz de coordenar as atividades do grupo?
Coll - Osama provavelmente se desloca de um lugar para outro, protegido por amigos -o que não significa que alguém não possa traí-lo algum dia. E ele aparentemente tem acesso a meios modernos de comunicação, como TV por satélite. A região de Miram Shah, diferente do Afeganistão rural, é mais desenvolvida neste sentido do que o Ocidente geralmente presume. Eu imagino que Ayman Al Zawahiri, seu vice, não esteja no mesmo local que Bin Laden.
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Spiegel - Por precaução ou por motivos táticos?
Coll - Provavelmente ambos. Mas nos últimos dois ou três anos, os dois recuperaram tanta confiança que ouvi dizer que até se reúnem nas Shuras, as consultas em grupo da liderança da Al Qaeda. Nós não sabemos se o próprio Bin Laden emite os comandos para realização dos ataques terroristas. Mas é praticamente certo que ele tem conhecimento da maioria das operações da Al Qaeda.
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Spiegel - Você dedica grande parte do seu novo livro à família dele e suas origens. Por quê?
Coll - Eu acredito que Osama Bin Laden e as amplas contradições entre religião, tradição e modernidade no Oriente Médio, com a hostilidade em relação ao Ocidente de um lado e a atração por suas idéias e modo de vida do outro, são melhor entendidos pelo prisma deste clã.
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Spiegel - Você vê os Bin Laden como um clã terrorista? Ou são apenas uma boa família com uma ovelha negra famosa?
Coll - Ela é uma família bem grande. Só o Osama conta com 24 irmãos e 29 irmãs, e os Bin Laden sempre foram um clã que abrange uma variedade espantosa de ideologias -desde a de seus membros completamente mundanos, como o "bon vivant" Salem Bin Laden, um fã de Beatles e playboy, às de seus fanáticos religiosos. Esta diversidade também esteve evidente naquele dia fatídico nos Estados Unidos. Quando os terroristas arremessaram seu avião seqüestrado da American Airlines contra o Pentágono, Shafiq Bin Laden, o meio-irmão de Osama, estava em uma conferência com investidores no Ritz Carlton Hotel em Washington, a poucos quilômetros de distância. A conferência era patrocinada pelo Carlyle Group, da qual tanto os Bin Laden quanto a família Bush são acionistas.
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Spiegel - Assim como a maioria dos clãs familiares de sucesso do mundo, os Bin Laden também ascenderam graças a um patriarca poderoso.
Coll - Realmente. Mohammed, o pai de Osama, foi um homem que venceu por esforço próprio e que se transformou de um filho analfabeto e simples de agricultor em um multimilionário. Ele veio da inóspita Hadramaut, uma região terrivelmente pobre na Arábia Saudita, cujo nome não poderia ser mais apropriado. Hadramaut significa "a morte está entre nós". Aos 14 anos, Mohammed assumiu as rédeas de seu destino. Em 1925, ele cruzou o Mar Vermelho para o norte em um "dhow" (embarcação típica) de madeira lotado, caminhou semifaminto pelo deserto e conseguiu chegar até Jidda, uma cidade deplorável e sufocantemente pequena na época. Mas o pai de Osama ignorou a pobreza e viu uma oportunidade.
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Spiegel - O que ele conseguiu fazer que outros não fizeram?
Coll - Ele tinha visto os notáveis altos prédios de tijolos que os sauditas tinham construído em Hadramaut. Ele queria se tornar um construtor, demolir casas e construir torres. Torres, e posteriormente aeronaves, determinariam, em variações surpreendentes, o destino desta família.
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Spiegel - Onde Mohammed Bin Laden conseguiu o capital inicial para seus negócios?
Coll - Ele dormia em uma cavidade na areia, trabalhava meio expediente em uma loja para peregrinos, cozinhava, trabalhava em uma pedreira e economizava cada centavo. Ele abriu uma empresa em 1931 e logo se envolveu na construção de casas. Nos dias do primeiro boom do petróleo, ele empregou ambição, trabalho árduo e bons contatos para se tornar o principal construtor da família real saudita. Logo, além de edifícios, ele estava construindo represas e estradas. Ele se tornou rico.
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Spiegel - Muitas pessoas eram ricas. De onde veio a influência dele?
Coll - O dinheiro não podia mudar sua posição social na Arábia Saudita, apesar de ter recebido uma posição ministerial em 1955. A família real saudita apreciava a honestidade e confiabilidade dele, mas nunca permitiria que suas filhas se casassem com ele ou com algum de seus filhos. Se Mohammed quisesse assegurar melhores oportunidades para seus filhos -e isso era algo que ele queria mais do que qualquer outra coisa- uma educação de primeira classe era fundamental.
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Spiegel - Ele devia ter seus favoritos, entre os 54 filhos de suas 22 esposas. Osama era um desses favoritos?
Coll - Mohammed Bin Laden se divorciou rapidamente da mãe de Osama, uma mulher síria da cidade portuária de Latakia. Mas tudo sugere que o pai foi um modelo importante para Osama. Quando era garoto, ele acompanhou seu pai a Meca e Medina, onde Mohammed concluiu uma ampla obra de restauração, como fez na Mesquita de Al Aqsa em Jerusalém, um importante local religioso para os muçulmanos. Mohammed Bin Laden era um homem devoto e estes projetos nos locais mais sagrados do Islã foram de grande importância pessoal para ele. Mas ele não era um fanático e era surpreendentemente cosmopolita para um homem de sua origem. Ele era um modernizador.
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Spiegel - Como é possível dizer?
Coll - Ele também empregou cristãos e outros "infiéis" em sua obra em Jerusalém, comprou mais de meia dúzia de Packards modernos de dois assentos dos Estados Unidos e foi o primeiro cidadão privado na Arábia Saudita a ter seu próprio avião, que era mantido pela TWA. Um piloto americano é que conduzia o avião da família Bin Laden quando este caiu em um dia de setembro, em 1967.
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Spiegel - O patriarca tinha uma sucessão clara estabelecida? Osama exerceu um papel?
Coll - Osama, filho número 17, tinha apenas 10 anos quando seu pai morreu. Como outros herdeiros do sexo masculino, ele recebeu uma participação acionária de 2,3% da empresa, enquanto as filhas receberam apenas 1%. Este dinheiro e os juros sobre os lucros anuais da empresa -investidos, contrariando as regras do Islã, em bancos ocidentais- tornaram Osama um homem rico. Ele era um milionário, mas não valia 300 milhões como foi alegado. Após um período de transição, no qual o rei Faisal assumiu um papel de guardião, Salem Bin Laden se tornou chefe da empresa da família. Ele era pelo menos 10 anos mais velho que seu irmão Osama e tinha freqüentado um internato britânico.
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Spiegel - Alguns dos irmãos receberam sua educação no Ocidente ou em Beirute, a capital libanesa, que era bastante liberal na época, enquanto outros permaneceram na Arábia Saudita. Osama não quis se aventurar pelo mundo?
Coll - Ele certa vez visitou Beirute, mas aparentemente considerou a vida lá mais alienante do que fascinante. Às vezes ele assistia séries de TV americanas como "Bonanza" e "Fury¬ -O Cavalo Selvagem", e às vezes jogava futebol, mas sempre de calça comprida. Mas Osama, que era mais um menino tímido, procurava por um modelo, uma nova figura paterna, em outro lugar. Ele foi profundamente influenciado por um professor que promovia as idéias da Irmandade Muçulmana fundamentalista. A radicalização de Osama não era direcionada contra a família. Ele aceitava a autoridade de Salem sem objeção, apesar de provavelmente desaprovar seu hábito de beber, seu estilo de vida de playboy e seu apreço pela música pop Ocidental. Mas inicialmente o zelo religioso e revolucionário de Osama não contradizia de modo algum as políticas da família real saudita, especialmente quando se tratava de questões como o chamado para "libertar" Jerusalém e, posteriormente, a luta contra a ocupação soviética no Afeganistão, na qual mergulhou com entusiasmo.
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Spiegel - Os outros Bin Laden admiravam Osama ou o viam como um excêntrico?
Coll - Eles consideravam estranha a intensidade e rigor com que vivia sua fé. Por exemplo, ele proibia sua jovem esposa de beber com canudinho e seus filhos de beber direto da garrafa por considerar estas coisas não-islâmicas. Mas de forma alguma o viam como um estranho sectário. Assim como antes era habitual nas famílias da nobreza européia um dos filhos optar pelo sacerdócio, eles consideravam normal que um deles resolvesse seguir o chamado da religião.
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Spiegel - Logo se tornou mais do que isso.
Coll - Sim. Osama se radicalizou em 1979, com o ataque aos radicais islâmicos na Grande Mesquita de Meca, a revolução iraniana e a invasão soviética ao Afeganistão. Seu ego e sua ambição cresceram quando, na cidade paquistanesa de Peshawar, ele distribuiu dinheiro, grande parte dele doado por sua família, para os rebeldes afegãos e então se juntou aos mujaheddin em sua guerra santa.
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Spiegel - Como a família conseguiu manter esta divisão entre Meca e o Ocidente?
Coll - Salem foi bem-sucedido como chefe da família e empresário. Ele sabia quão importante eram as doações para o movimento de resistência afegão. Sob conselho de seus amigos americanos politicamente influentes, ele também ajudou a financiar a campanha da CIA contra os Contras na Nicarágua. Mas acima de tudo, Salem Bin Laden vivia seu sonho americano, que incluía quintas, carros e aviões particulares. Ele gostava de viajar e adorava cantar para uma platéia. Ele certa vez cantou canções folclóricas da Baviera em uma Oktoberfest em Munique, após pagar US$ 2 mil em dinheiro para comprar um espaço em uma tenda de cerveja lotada. Sua vida amorosa era particularmente excêntrica.
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Spiegel - De que forma?
Coll - Ele tinha cinco namoradas preferidas: uma americana, uma inglesa, uma francesa, uma dinamarquesa e uma alemã. Certo dia ele fez com que todas fossem levadas de avião para Londres, as apresentou umas às outras e anunciou que queria casar com cada uma delas e daria uma quinta para cada uma delas. A única condição era de que estariam disponíveis para ele o tempo todo -e que teriam suas respectivas bandeiras nacionais tremulando em suas propriedades e um carro fabricado em seu respectivo país estacionado em frente da porta. Ele sonhava em ter sua própria ONU particular. A alemã, apelidada de "meu Panzer", partiu imediatamente, enquanto as demais bancaram a difícil. Salem no final se casou com a britânica.
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Spiegel - Mas foi incapaz de desfrutar sua boa fortuna por muito tempo.
Coll - Isso mesmo. Pouco tempo depois, em maio de 1988, ele decolou em um ultraleve do Kitty Hawk Field of Dreams em San Antonio e, apesar de ser um piloto experiente, atingiu inexplicavelmente as linhas de força e caiu. Foi outra morte ligada à aviação e novamente ligada aos Estados Unidos. O irmão que então assumiu como chefe da empresa, Bakr Bin Laden, era um homem moderadamente religioso, internacionalmente experiente e cosmopolita.
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Spiegel - Como ocorreu a ruptura entre Osama e a família?
Coll - Osama encontrou um novo mentor na região de fronteira paquistanesa-afegã. Abdullah Azzam, um estudioso palestino da Irmandade Muçulmana, expôs a ele o conceito da jihad internacional. Novas armas, pagas com dinheiro saudita e entregues pelos Estados Unidos, mudaram a guerra a favor dos mujaheddin. Após a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão e seu retorno para casa, para a Arábia Saudita, Osama começou a procurar por novos projetos. Quando os iraquianos invadiram o Kuwait em 1990, ele ofereceu seus combatentes árabes para a família real para uma expedição punitiva contra Saddam Hussein, bancando o líder guerrilheiro islâmico leal a serviço da monarquia. Mas para sua grande decepção, os governantes em Riad optaram por depositar suas esperanças nos americanos e concordaram em permitir que os americanos estacionassem um grande número de tropas na Arábia Saudita.
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Spiegel - Mas a família Bin Laden não ganhou dinheiro com o acordo?
Coll - A empresa, sob liderança de Bakr, construiu uma base para pouso de helicópteros para o Exército americano. Tudo aquilo era demais para Osama: a humilhação resultante da rejeição ao seu apoio, assim como os certificados de apreço que o general americano Norman Schwarzkopf entregou para cada um dos executivos dentro do Bin Laden Group por seu "apoio inestimável". Ele afiou o tom de seus discursos políticos e então pegou suas quatro esposas e muitos filhos para viver em exílio no Sudão. Após o primeiro ataque ao World Trade Center em 1993, quando Osama Bin Laden e sua organização Al Qaeda se tornaram suspeitos, a família oficialmente o renegou.
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Spiegel - Todos os contatos foram realmente cortados?
Coll - Não. O primogênito de Osama, Abdullah, já tinha abandonado o pai antes dele se mudar para o Afeganistão e se tornar cada vez mais envolvido em terrorismo. Mas nós sabemos que a mãe e vários outros membros da família viajaram para Kandahar para o casamento do segundo filho mais velho, Mohammed, em janeiro de 2001.
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Spiegel - Carmen Bin Laden, uma cunhada dos Osama e que viveu na Arábia Saudita por muito tempo, disse à "Spiegel" que ela acredita que os "Bin Laden nunca renegaram Osama; nesta família, um irmão continua sendo um irmão, independente do que tenha feito". Você tem evidência que apóie esta alegação?
Coll - Nenhuma evidência direta. Um dos membros da família, Saad Bin Laden, está sob prisão domiciliar em Teerã como suspeito de terrorismo. E há transações financeiras por membros individuais da família que são difíceis de rastrear e, portanto, são suspeitas, mas nenhuma grande evidência. Bakr Bin Laden e a empresa globalizada da família são dependentes demais da aceitação internacional para permanecerem em contato com Osama, independente do que pensem a respeito dele. Após a declaração de Osama de guerra contra os Estados Unidos, a família contratou um ex-jornalista do "Wall Street Journal" como consultor de relações públicas. E com a exceção de apenas um, todos os Bin Laden que viviam nos Estados Unidos deixaram o país logo depois do ataque.
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Spiegel - E agora a família está espalhada pelo globo. É possível nos dar um breve resumo?
Coll - Yeslam Bin Laden garantiu os direitos de uso do nome da família para sua Bin Laden Fashions, que ele abandonou diante dos protestos. Abdullah é dono de uma agência de promoção de eventos em Jidda. Hassan é um dos principais acionistas do Hard Rock Café Oriente Médio. Outros membros da família financiam filmes de Hollywood, são donos ou foram donos de presídios privatizados e de um aeroporto nos Estados Unidos. Bakr e o Bin Laden Group estão participando da licitação para a construção do prédio mais alto do mundo em Dubai. Ele tem relações estreitas com o príncipe Charles, George Bush pai e Jimmy Carter. Ele também fez curso de pilotagem e pilota pessoalmente seu jato privado.
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Spiegel - E Osama.
Coll - Não é de forma alguma o caipira, fundamentalista fanático, como às vezes é retratado no Ocidente. Ele vê a si mesmo como mestre das mudanças globais e suas tecnologias. Ele acredita, de forma não totalmente incorreta, que tem usado a mídia moderna de forma mais eficaz do que seus adversários americanos. Após ter sua identidade saudita roubada, em casa na jihad internacional, Osama, como suas mensagens mais recentes de seu esconderijo mostram, vê a si mesmo como um verdadeiro cidadão mundial.
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Spiegel - Ele enviou uma mensagem aos candidatos da campanha presidencial americana há quatro anos, pouco antes da eleição.
Coll - E os democratas e (o ex-candidato presidencial) John Kerry vêem isto como um dos principais motivos por trás de sua derrota. Eu acredito que ele também queira influenciar os americanos desta vez. Há uma ameaça de ataque terrorista em solo americano que a Al Qaeda alerta há muito tempo. Osama Bin Laden está planejando algo para a eleição americana.
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Spiegel - Ele poderia prejudicar os democratas, que há muito lideram as pesquisas de opinião, mas são vistos como menos competentes quando se trata de combater o terror. Será que Osama poderia ser a última esperança dos republicanos?
Coll - Este é o ano dos democratas, a menos que haja um desastre imenso.
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Spiegel - Sr. Coll, obrigado por esta entrevista.
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Tradução: George El Khouri Andolfato
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QUEM É STEVE COLL
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Steve Coll é considerado um dos mais importantes escritores de não-ficção nos Estados Unidos. O ganhador de dois prêmios Pulitzer foi correspondente do Sudeste Asiático e posteriormente co-publisher do "Washington Post". Atualmente ele escreve para a revista "New Yorker". Em julho do ano passado, Coll, 49 anos, se tornou presidente da New America Foundation, um instituto de políticas públicas não-partidário em Washington, D.C. Seu novo livro, "The Bin Laden´s: An Arabian Family in the American Century", que envolveu anos de pesquisa sobre Osama Bin Laden e sua família, está nas livrarias. Nos Estados Unidos, ele é publicado pela Penguin Press, na Alemanha ele chega pela editora "Deutsche Verlags- Anstalt".
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sábado, 5 de abril de 2008

Trio com 5 kg de cocaína tentaria vender droga na ExpoLondrina

Dois homens e uma mulher de Londrina foram presos em flagrante na madrugada desta sexta-feira (04/04/2008) na PR-323 (divisa Paraná-São Paulo), a caminho do norte do Estado, com cerca de 5 quilos de cocaína escondidos na lateral do veículo conduzido por eles, um Gol, placas AJI-5203, de Cambé.
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A apreensão ocorreu durante uma barreira de rotina da Polícia Federal em um posto fiscal. Os três detidos seriam moradores do Jardim Alpes, na zona norte de Londrina (próxima ao Estádio do Café).
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Com eles foram encontrados ingressos para a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina) - onde os policiais suspeitam que o trio tentaria vender a droga.
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Na mesma madrugada, outra equipe de policiais federais de Londrina/PR apreendeu, em Diamante do Norte, duas carretas Scania que estavam transportando cigarros contrabandeados do Paraguai.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Quadrilha rouba carro-forte em rodovia no Paraná

Cerca de 10 homens fortemente armados assaltaram um carro-forte na manhã desta terça-feira (1º/04/2008) na rodovia PR-323, na divisa entre os municípios de Jussara e Doutor Camargo, a 40 quilômetros de Maringá, região Noroeste do Estado. Nenhum dos assaltantes foi preso até o momento. As informações são do site do Jornal Diário do Norte do Paraná.
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Informações preliminares da 3ª Companhia de Polícia Militar de Cianorte, do 11º Batalhão de PM de Campo Mourão (11º BPM), são de que a quadrilha levou mais de R$ 600 mil do carro-forte. O roubo ocorreu na ponte do Rio Ivaí.
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Os bandidos, em um VW Gol e em um Chevrolet Blazer, pararam o carro-forte a tiros. Os funcionários da empresa de segurança não revidaram. Ninguém ficou ferido, conforme a PM.
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A Blazer foi encontrada pela polícia abandonada em uma área rural às margens do Rio Ivaí. O veículo está sem placas. A polícia acredita que a quadrilha deixou o carro no local e fugiu em alguma embarcação.
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Dezenas de policiais militares do 11º BPM, do 4º BPM (Maringá), do 8º BPM (Paranavaí) e policiais civis de várias cidades da região trabalham para capturar os integrantes da quadrilha.

segunda-feira, 31 de março de 2008

PF apreende 300 quilos de cocaína em Itatiba

A Polícia Federal apreendeu um carregamento de 300 quilos de cocaína e um fuzil de calibre 7,62 mm que vinham da Bolívia para o interior de São Paulo. A rota é a mesma usada por traficantes de drogas ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), como parte do esquema de envio de cocaína boliviana negociado pela facção criminosa com traficantes daquele país ligados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A PF não confirmou nem desmentiu a ligação do carregamento da droga com o PCC.
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O Estado revelou ontem que a cúpula do PCC enviou em janeiro dois emissários para Puerto Quijaro e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para fazer um acordo comercial que garantisse o envio de uma tonelada de cocaína de alta qualidade por mês, além de fuzis e explosivos para atentados. O relato da viagem foi apreendido com Wagner Roberto Raposo Olzon, preso pela Polícia Militar e autuado em flagrante pela PF sob a acusação de tráfico internacional de drogas.
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A PF divulgou anteontem que a ação de seus agentes que levou ao carregamento de cocaína foi resultado de uma investigação que já durava seis meses. A operação contou com homens da Coordenação Policial de Repressão a Entorpecentes de Brasília e da Superintendência do Mato Grosso do Sul.
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PRISÕES
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Quatro homens - cujas identidades não foram reveladas - foram presos em flagrante na operação. Os federais monitoraram a droga desde a saída do carregamento da Bolívia. A cocaína veio em um avião que decolou da Bolívia. O piloto levou a droga até uma pista clandestina em uma cidade do sul de Minas Gerais, onde foi transferida para o porta-malas de uma picape Explorer para ser trazida a São Paulo. O destino do carregamento seria um sítio na região de Itatiba, onde o entorpecente deveria ser guardado antes de ser misturado com cafeína, lidocaína e outras substância para aumentar o peso e os lucros da organização. Só então seria distribuído nas bocas de fumo.
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Os federais acompanharam a Explorer até as proximidades do sítio, quando o motorista desconfiou e tentou fugir. Os agentes iniciaram a perseguição. Houve tiroteio. Os homens da PF conseguiram acertar vários disparos nos pneus do veículo para obrigar o motorista a parar. O homem, que estava armado com o fuzil, acabou perdendo o controle da direção e caiu em uma ribanceira. Apesar do tiroteio e do acidente, ninguém ficou ferido.
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A droga foi apreendida e levada para a sede da Superintendência da PF em São Paulo, na Lapa, zona oeste da cidade. Em seguida, os agentes entraram no sítio e detiveram o homem que estava aguardando a chegada do carregamento de cocaína em Itatiba. O próximo passo da PF foi ir atrás do avião que transportou a cocaína.
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PILOTOS
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Localizado pela Aeronáutica, o avião pousou em Campo Grande (MS), onde agentes da superintendência daquele Estado aguardavam a aeronave. Tanto o piloto como o co-piloto foram autuados em flagrante por tráfico internacional de drogas. O motorista da Explorer responderá ainda pela acusação de porte ilegal de arma.
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Além da cúpula do PCC, documentos apreendidos pela PF com Olzon mostram que outros traficantes ligados à facção já foram à Bolívia negociar a compra de cocaína. Mas eram negócios particulares desses "irmãos" - criminosos filiados à organização, chamada de "família" pelos bandidos.

Lixo espacial polui órbita do planeta

Esta semana, uma bola de metal, com um metro de diâmetro, caiu pertinho de uma casa em Goiás. Veio do espaço e faz parte do chamado lixo espacial.

De vez em quando, uma dessas peças abandonadas desaba do céu. O objeto mais recente do lixo espacial a despencar na Terra é uma esfera que caiu perto do município de Montividiu, no interior de Goiás.

domingo, 30 de março de 2008

História de um Opala 77

Depois de procurar a polícia para comunicar o furto de seu Chevrolet Opala Comodoro ano 1977, na semana passada, o metalúrgico Valdeir Martins, de 36 anos, teve uma surpresa neste fim de semana. No sábado (29/03/2008), o velho carro foi devolvido pelo suposto assaltante, que o rebocou até o lugar de onde tinha sido levado, na frente de um condomínio de prédios populares no Jardim Guadalajara, em Sorocaba, a 100 km de São Paulo.
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Martins mora num dos prédios e deixa o carro na rua porque está sem bateria. A lataria também está em mau estado. O homem apontado como autor do furto, um pintor de 25 anos, disse que pensou que o veículo tivesse sido abandonado e, por isso, o levou, de acordo com a polícia. O pintor trabalhava numa escola nas proximidades e viu moradores de rua usando o carro para dormir. "Eu tinha a idéia de dar um trato nele e usar para trabalhar", afirmou o rapaz. Aconselhado por amigos que souberam que o carro tinha dono, ele decidiu fazer a devolução.
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O pintor usou seu próprio carro, um Chevette azul também velho, para rebocar o Opala. Ele só foi identificado porque, ao colocar o carro no local de onde o tinha levado, esqueceu o celular no banco. Quando voltou para pegar o aparelho, acabou surpreendido pelo dono, que chamou a polícia. O suspeito negou a intenção do furto, alegando que fez a retirada e a devolução em plena luz do dia. O eventual crime será investigado por policiais do 9º Distrito Policial. Para o dono do carro, o caso está encerrado. "Como o carro foi devolvido, ficou tudo bem." Agora, o metalúrgico pensa em arrumar o Opala.

PF procura US$ 35 milhões

A Secretaria Antidrogas de Curitiba divulgou nesta quarta-feira (26/03/2008) fotos de quatro colombianos que podem estar guardando US$ 35 milhões (em notas de dólares e euros) do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía. A quantia pode estar escondida em São Paulo, Curitiba ou Porto Alegre, conforme declarou, em entrevista coletiva, o secretário Antidrogas de Curitiba, delegado federal Fernando Francischini.
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Abadía foi detido no dia 7 de agosto de 2007 num condomínio de luxo na região metropolitana de São Paulo. No fim do ano passado, ele ofereceu os US$ 35 milhões, além de delatar alguns parceiros, em troca de uma série de benefícios, como a extradição para os Estados Unidos. A oferta não foi aceita pela Justiça Federal.
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Mas a extradição foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste mês, todavia, sem a entrega da fortuna. A única condição é que os americanos se comprometam a trocar uma eventual condenação à pena de morte ou à prisão perpétua por uma pena máxima de 30 anos, conforme prevê a legislação brasileira.
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Segundo Francischini, o objetivo de divulgar as informações como as fotos e os nomes dos colombianos é estimular denúncias da população. A idéia é achar a fortuna que o traficante guarda dentro de uma caminhonete Toyota, cor preta. O dinheiro estaria com os comparsas Victor Manoel Moreno Ibahara, Cesar Daniel Amarilla (que também usa o nome de Frank Arias Zambrano), Eduardo José Terrada Rubio e Henry Edval Lagos.
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A extradição de Abadía ainda depende de sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que seria um alto negócio para o traficante. “Além de ele poder ganhar a liberdade no futuro, o tráfico colombiano ficaria com um caixa de US$ 35 milhões aqui no país”, disse Francischini. “O presidente precisaria pelo menos condicionar a saída do Abadía à entrega do dinheiro.”
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As fotos dos suspeitos são de investigações feitas pela Polícia Federal em aeroportos e shoppings da capital. Eles estiveram na cidade nos anos de 2006 e 2007. O traficante tinha uma casa no Mossunguê (Zona Oeste) e negócios na cidade, como uma imobiliária usada na lavagem de dinheiro obtido a partir do tráfico de drogas.
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‹ Serviço: Informações sobre os colombianos, que estariam usando documentos da Venezuela, podem ser passadas para o site www.antidrogas.curitiba.pr.gov.br, ao telefone 181 ou à Polícia Federal.

Polícia Federal entra no caso dos desaparecidos

A Polícia Federal deverá participar da força-tarefa que está sendo organizada pelo Ministério da Defesa para tentar identificar, localizar e resgatar os restos mortais dos 58 guerrilheiros do PC do B mortos durante a Guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1975. A proposta foi feita, ontem, durante encontro entre os ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Defesa, Nelson Jobim.
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– Temos experts na Polícia Federal para colocarmos à disposição do Ministério da Defesa para o cumprimento fiel da sentença judicial – disse Genro.
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O ministro se refere à decisão da juíza federal de Brasília, Solange Salgado, já definitiva, que determina a abertura dos arquivos das Forças Armadas e a busca de informações junto aos militares que participaram da repressão apontando possíveis locais onde foram sepultados os guerrilheiros.
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Restos mortais
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Pelo menos três peritos da Polícia Federal estarão à disposição para análises dos documentos que estão sendo organizados pelo Exército, Marinha e Aeronáutica sobre as circunstâncias em que os guerrilheiros foram mortos e os possíveis locais onde se encontrem seus restos mortais.
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Tarso Genro disse que a Polícia Federal vai colaborar na montagem da força-tarefa e que poderá também participar de uma expedição, em data ainda não definida, na região onde houve o conflito, sob a coordenação da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.
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O laboratório do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal é considerado um dos mais modernos e eficientes do mundo tanto na análise de documentos quanto em morfologia ou DNA.
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Na questão dos desaparecidos políticos a PF – a corporação policial mais capacitada e aparelhada do país em investigação – tem apenas atendido requisição para cumprir tarefas pontuais: em 2006 fez buscas no Araguaia para tentar, sem sucesso, encontrar as ossadas da guerrilheira Helenira Rezende e, este ano, tomou o depoimento, em Marabá, de um ex-guia do Exército, Vicente Taveira de Oliveira, que estava de posse de um fuzil calibre 22 usado na guerrilha e de onde teria partido o tiro que matou a guerrilheira Valquiria Afonso da Costa.
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As buscas foram feitas em período das chuvas, que é inadequado, e o depoimento do ex-guia não foi além de um registro formal de entrega da arma. A direção da PF sempre se prontificou a colaborar, mas a Comissão de Mortos e Desaparecidos, vinculada a SEDH, se recusava sob o argumento de que o órgão havia integrado as forças da repressão à esquerda armada. Em vez de usar o laboratório da PF, a SEDH contratou um laboratório particular, o americano Genomic Engenharia Molecular, para realizar exames de DNA em ossadas de supostos desaparecidos.
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Em entrevista ao Jornal do Brasil, na semana passada, o tenente da reserva José Vargas Jiménez disse que os guerrilheiros presos ou mortos durante o período em que ele comandou um dos Grupos de Combate, entre outubro de 1973 e fevereiro de 1974, eram levados para as bases militares de Bacaba, em São Domingos do Araguaia, Casa Azul (área onde atualmente está o Denit), em Marabá, ou em Xambioá.
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Fonte: Jornal do Brasil

quarta-feira, 26 de março de 2008

Avião da FAB com dois ministros faz pouso forçado em Recife

O avião da FAB (Força Aérea Brasileira), modelo Learjet 35, que transportava os ministros das Comunicações, Hélio Costa, e da Integração Social, Geddel Vieira Lima, além do superintendente da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), Paulo Fontana, fez um pouso forçado no início da tarde de hoje, 26/03/2008, logo após decolar do aeroporto de Recife.
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Os ministros acompanhavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um evento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Estado e retornavam para Brasília.
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Segundo a FAB, a aeronave apresentou problemas em seu trem de pouso logo após a decolagem e teve que retornar ao aeroporto de Recife.
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Em nota, a FAB informou que os pilotos adotaram os procedimentos de segurança e, após o toque normal na pista, o trem de pouso do lado esquerdo recolheu involuntariamente, fazendo com que o avião saísse para a lateral e parasse sobre a grama. Tripulantes e passageiros nada sofreram, informa a nota.
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Os ministros voltaram para Brasília em outro avião. Segundo o comando da Aeronáutica, o incidente será investigado.