terça-feira, 20 de março de 2012

Privataria Tucana - O Telefonema de Cachoeira


O Telefonema de Cachoeira

Lembrei-me do episódio que narro em seguida depois de ver o nome de Carlinhos Cachoeira de volta ao noticiário, no caso envolvendo o senador Demóstenes Torres.

Partindo de onde partiu, resolvi por as "barbas de molho". Por quê? Explico.

Era 2004. Trabalhava na TV Globo, em São Paulo.

Um deputado estadual do Rio, não me lembro mais quem, havia passado para o Fantástico a gravação que incriminava Waldomiro Diniz, então assessor da Casa Civil do primeiro governo Lula.

O "furo" da Revista Época (leia-se Editora Globo), em fevereiro daquele ano, abriu caminho para a CPI dos Bingos, na Câmara Federal e excitou a mídia, que festejava a descoberta do caixa dois da campanha do PT à presidência.

De quebra, enfraquecia o principal artífice do projeto político ora no poder: José Dirceu.

Luiz Carlos Azenha e eu fomos incumbidos, em São Paulo, de produzir uma reportagem especial esmiuçando a gravação entre Cachoeira e Diniz a procura de desdobramentos.

Produzimos um vt de quase 8 minutos. A princípio seria para o JN (duvidávamos, por causa da longa duração), depois passaram para o Fantástico e, por fim, reeditamos para o Jornal da Globo, depois de cortes e mais cortes.

A certa altura da edição, toca o telefone na minha mesa. Pasmo, atendo, do outro lado da linha, Carlos Augusto Ramos, Carlinhos Cachoeira, o próprio. Pergunto aos meus botões: como foi que ele descobriu a produção da nossa reportagem? E mais, quem teria dado o meu ramal a ele?

Conversamos com franqueza e cordialidade. Ele desqualifica a reportagem que estamos fazendo e diz (numa tentativa de barganhar a seu favor) que tem como nos dar com exclusividade o caminho para o caixa dois do PSDB (seria uma isca?).

Digo a ele que não tenho poder para mudar o trabalho em curso, mas sugiro que me explique qual é a denúncia exatamente, para encaminhar à direção.

Ele me conta que o negócio de caça-níqueis, bingos e loterias deixou de ser rentável e que migrou para o ramo de medicamentos genéricos, mais "limpo" e atrativo. Estava disposto a contar "em off" como era o esquema na Anvisa para liberação das fórmulas.

Era denúncia grave. Envolvia o ex-ministro da Saúde e candidato derrotado à presidência, José Serra, e o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que, segundo meu interlocutor, teria até participado de um encontro com ele, Cachoeira, e outros na base aérea de Anápolis, quando de um evento da aeronáutica.

Desligo o telefone, consulto o arquivo e bingo! Temos a imagem do então presidente desembarcando e sendo recebido na pista da base aérea de Anápolis, no dia apontado por Cachoeira. Peço para "descer" a imagem e conto para o Azenha.

Decidimos fazer uma menção discreta dentro da reportagem, para não chamar a atenção da nossa chefia, e que, indo ao ar, poderia servir de pista para repórteres investigativos, cujos veículos fossem mais isentos e independentes.

Diante desta nova bomba, que poderia equilibrar o jogo em favor do governo Lula que, àquela altura, estava imobilizado nas cordas, apanhando sem parar, apresentei um relatório à chefia e fui pessoalmente contar ao chefe de reportagens especiais, Luiz Malavolta, o que tínhamos em mãos.

"Pode esquecer", disse o Mala. "Denúncia contra o Serra a casa não vai dar". Dito e feito. Até hoje ninguém abriu a caixa preta da indústria farmacêutica dos genéricos. Ou será que o Amaury Ribeiro Jr. não desvendará esse mistério para nós em: A Privataria Tucana 2?

Por isso, quando ouço falar de Carlinhos Cachoeira, Revista Época, Globo e congêneres já fico com uma preguiça danada.

Foi o que disse ao meu sobrinho dia desses: "Toda denúncia serve ao interesse de alguém." No caso desta última, envolvendo o senador por Goiás, a quem interessa?

Fonte: DoLaDoDeLá (Blog de Marco Aurélio Mello - Jornalista formado pela Metodista de SBC. Aluno convidado do curso de Comunicação de Massa e Sociedade Moderna da Universidade de La Crosse, Wisconsin, USA. Bolsista do 1º Curso de formação de Governantes da Fundação Escola de Governo. Há mais de 20 no ar).

domingo, 11 de março de 2012

CPI do bicheiro Carlinhos Cachoeira e senador Demóstenes Torres

Protógenes: 'CPI do Cachoeira sai esta semana'

Deve sair do papel nesta semana (12 a 16/03/2012) a CPI do Cachoeira, proposta para investigar as ligações políticas do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, garantiu o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). A coalizão patrocinada por PT, PMDB, PDT e PR conseguiu, até sexta, 136 das 171 assinaturas necessárias para protocolar a CPI. A base governista vislumbra a oportunidade de enfraquecer o DEM nas campanhas municipais, em razão de seu maior nome no Congresso, o senador Demóstenes Torres (GO), ser um dos alvos das investigações.

Fonte: Congresso em Foco

sábado, 10 de março de 2012

Cigarros em ônibus de turismo | Polícia Federal Londrina/PR

PF apreende falso ônibus de turismo com 340 caixas de cigarros contrabandeados

A Polícia Federal de Londrina apreendeu um carregamento de 340 caixas de cigarro contrabandeadas, na manhã desta sexta-feira (09/03/2012). O material estava em um falso ônibus de turismo, usado por quatro homens para tentar fazer o transporte.

O flagrante foi feito quando o veículo passava pelo trecho entre Mandaguari (68 km de Londrina) e Arapongas (37 km), na PR-444, Km 12. Os cigarros estavam escondidos pelo ônibus, embaixo de bancos e estofamentos.

Por volta das 10h30, a Polícia Federal escoltava os presos e o veículo até a sede da Receita Federal de Londrina. Os nomes dos detidos e para onde levariam a carga ainda não foram divulgados.

Fonte: O Diario

terça-feira, 6 de março de 2012

Ligações Perigosas: senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira


O bicheiro, o senador e o grampo falso da Veja

Autor:
Luis Nassif

A revelação das relações entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira reabre as feridas da Operação Satiagraha e do grampo falso plantado pela revista Veja para reavivar a CPI do Grampo e matar as investigações.

Na série “O Caso de Veja”, que escrevi em 2008, um dos capítulos tem por título “O araponga e o repórter” (clique aqui).

Nele, se mostram as relações incestuosas entre Carlinhos Cachoeira e a sucursal brasiliense da revista. Coube a Carlinhos indicar o araponga que, contratado pelo chefe de uma das gangues que dominava os Correios, em aliança com o repórter da revista, deflagrou o escândalo da propina dos R$ 3 mil. O escândalo derrubou o esquema comandado pelo deputado Roberto Jefferson, permitindo a retomada do controle das negociatas pelos parceiros de Carlinhos. Tempos depois, a Policia Federal deflagrou a operação que desarticulou a quadrilha e a revista não deu uma linha sobre o ocorrido.

A cumplicidade era total. O araponga grampeava, o jornalista analisava se o grampo estava bom ou não. Depois, dava um tempo para que, de posse do grampo, o sujeito que contratou o araponga pudesse agir.

Tem-se, portanto, a ligação entre os grampos da revista e Carlinhos Cachoeira.

Tem-se, também, Demóstenes Torres se prestando ao grampo armado, naquela conversa com o presidente do STF Gilmar Mendes. O arquivo de som jamais apareceu para não revelar as fontes. A atuação de Demóstenes no grampo parece com a de uma senhora que, sabendo de antemão que será filmada, trata de vestir sua melhor roupa. A conversa é estudada e consagradora para Demóstenes, que se apresenta como um senador defensor dos bons costumes. É o primeiro caso de grampo a favor da vítima.

Agora, aparecem as relações entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira.

É mais um capítulo sobre as relações terríveis entre crime organizado, jogo político e mídia.

No caso do grampo, houve a tentativa (bem sucedida) de envolver a mais alta instância do Poder Judiciário.

NAVALHA

Com um grampo sem áudio da Veja, Gilmar Dantas (*) e Nelson Johnbim deram um Golpe de Mestre: demitiram Protógenes Queiroz da Satiagraha, removeram Paulo Lacerda para Lisboa e deram alforria ao banqueiro apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas, flagrado no ato do suborno em vídeo exibido pelo jornal nacional.

Salvaram mais do que Dantas.

Salvaram o pescoço da Privataria Tucana.

Por algum tempo, apenas, porque o Amaury contou tudo.

Será por isso que o Luiz Fernando Correa, o diretor geral da PF que substituiu Lacerda e passou a perseguir Protógenes, tinha tanta dificuldade para achar o áudio do grampo ?

Porque, se achasse, macularia supremas reputações ?

Viva o Brasil !

Nem Al Capone !

Paulo Henrique Amorim

Fonte: Conversa Afiada

domingo, 4 de março de 2012

Senador Demóstenes Torres e Carlos Augusto Ramos | Ligações Perigosas

Ligações entre Demóstenes e Cachoeira seriam para resolver questão amorosa

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) conversaram por telefone 298 vezes entre fevereiro e agosto de 2011, como mostram as transcrições feitas pela Polícia Federal (PF) para a Operação Monte Carlo. O empresário da jogatina e o senador trocaram, em média, 1,4 ligação por dia no período. Falavam-se diariamente, até mais de uma vez por dia. Ao Correio, Demóstenes deu uma justificativa de cunho sentimental para a proximidade ao empresário — ou “professor”, conforme expressão usada pelo parlamentar para se referir ao contraventor: “A mulher do meu suplente (Wilder Pedro de Morais) o deixou e passou a viver com Cachoeira. Eu e minha mulher tivemos de resolver esse problema. Por isso houve tantas ligações e encontros”.

Os policiais federais que fizeram as transcrições das conversas telefônicas, cuja quebra de sigilo foi autorizada pela Justiça Federal de Goiás, encontraram referências aos presentes dados por Cachoeira ao senador e ao prefeito de Águas Lindas de Goiás, Geraldo Messias (PP). Demóstenes ganhou do bicheiro uma cozinha importada dos Estados Unidos, com fogão e geladeira, avaliada em US$ 27 mil (R$ 46,7 mil, pela cotação do dólar de sexta-feira), 02/03/2012). A constatação do presente aparece numa fala de Cachoeira, dizendo ao senador que enviaria a cozinha. “Minha mulher é advogada e boa cozinheira. Nos casamos em 13 de julho do ano passado (2011), e a mulher de Cachoeira nos prometeu um bom presente”, justifica o senador. O prefeito de Águas Lindas foi agraciado com uma viagem a Las Vegas, nos Estados Unidos, conforme as transcrições feitas pela PF. Geraldo Messias confirmou ao Correio que fez a viagem, em maio de 2011, com a mulher, e disse que o hotel foi pago pelo bicheiro. “Ele não pagou a viagem, mas deu para nós a estadia. O hotel é de uma pessoa ligada a ele.”

A matéria completa você lê na edição impressa do Correio Braziliense deste domingo (4/2/2012).

Fonte: Correio Brasiliense

"Fala, professor, melhorou?"

Era assim que o senador moralista Demóstenes Torres (DEM/GO) se dirigia ao mafioso Carlinhos Cachoeira nas conversas telefônicas grampeadas pela PF; entre fevereiro e agosto de 2011, foram 298 ligações, mais de uma por dia; inquérito já foi encaminhado ao STF; e agora, Demóstenes?

247 – Dias piores virão para o senador Demóstenes Torres (DEM/GO). Catão da República e amigo do peito do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que está detido num presídio de segurança máxima em Mossoró (RN), acusado de comandar um esquema de jogos ilegais e fraudes em licitações, com fortes ramificações no governo goiano, do tucano Marconi Perillo, Demóstenes pode se transformar em réu no Supremo Tribunal Federal.

A Polícia Federal acaba de encaminhar ao STF as transcrições das 298 ligações telefônicas trocadas entre o senador Demóstenes e o bicheiro Carlinhos Cachoeira entre fevereiro e agosto de 2011 – na média, 1,4 telefonema por dia. “Fala, professor, melhorou?” Era assim que Demóstenes se dirigia ao contraventor.

Ora, mas professor de quê, senador? Carlinhos Cachoeira há anos é conhecido como um dos mais notórios empresários da contravenção no Brasil, muito embora o senador goiano tenha declarado que pensava que o mesmo havia abandonado o crime (leia mais aqui).

Na maior parte das conversas, Demóstenes e Cachoeira marcam jantares. Algumas vezes falam da necessidade de conversar com urgência urgentíssima. O senador ganhou do bicheiro uma cozinha importada dos Estados Unidos avaliada em US$ 27 mil. No entanto, ele não vê problemas nisso. Diz que não se incomoda por ter recebido presentes de “uma pessoa considerada limpa”.

Na tribuna

Demóstenes diz que irá à tribuna do Senado nesta semana para se defender. Afirma, ainda, que descobriu que Carlinhos Cachoeira é um contraventor apenas na última semana. Segundo o senador Walter Pinheiro (PT-BA), os petistas “não farão com eles o que fizeram com a gente”. Mas afirmou que “uma ligação com Carlos Cachoeira nunca é boa”.

Fonte: Brasil 247

“Pensei que ele tivesse abandonado o crime”

Não é piada. Foi isso o que disse o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), um dos principais moralistas do Congresso, sobre suas relações com Carlinhos Cachoeira, o mais destacado mafioso brasileiro; o bicheiro dava até presentinhos ao senador

247 – Ex-promotor, o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) se especializou nos últimos anos em posar como eterno paladino da ética, pronto a assinar qualquer pedido de CPI e a prestar declarações a todo órgão de imprensa disposto a repercutir escândalos de corrupção. Até aí, tudo bem. Esse é o papel democrático da oposição. O que não se sabia – e se sabe agora – é que Demóstenes Torres é amigão do peito do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso ontem na Operação Monte Carlo da Polícia Federal. Questionado sobre suas relações com o Don Corleone brasileiro (leia mais aqui), Demóstenes soltou uma pérola: “Pensei que ele tivesse abandonado a contravenção e se dedicasse apenas a negócios legais”.

Não, Demóstenes.

Impossível. O Brasil inteiro sabia das atividades ilegais de Carlinhos Cachoeira. Especialmente em Goiás, onde ele administrava uma rede de cassinos ilegais. O que o Brasil não sabia – e sabe agora – é que Cachoeira dava as cartas no governo de Goiás, nomeando delegados e técnicos de várias áreas do governo (leia mais aqui).

O que o Brasil também não sabia – e sabe agora – é que Cachoeira dava presentinhos ao senador mais moralista da República. No casamento do senador, o presente dado pelo bicheiro foi uma cozinha completa. “Sou amigo dele há anos. A Andressa, mulher dele, também é muito amiga da minha mulher”, declarou Demóstenes.

Além de desmoralizar o senador goiano, a Operação Monte Carlo também pode arruinar a carreira política do governador Marconi Perillo, do PSDB, que entregou a segurança pública do seu estado a um dos maiores contraventores do País.

Fonte: Brasil 247

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Operação Monte Carlo | Polícia Federal | Brasil

Operação Monte Carlo
PF e MPF desmontam quadrilha de jogo ilegal em Goiás

Em 29/02/2012, o Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) e a Polícia Federal no Distrito Federal (PF/DF), com auxílio do Escritório de Inteligência da Receita Federal em Brasília, deflagraram uma operação contra a máfia dos caça-níqueis com atuação no Estado de Goiás e mais cinco Estados da Federação. O esquema, que funcionava há mais de 17 anos, segundo a investigação, seria coordenado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que contaria com a conivência de algumas autoridades da segurança pública. A operação, batizada Monte Carlo, cumpriu oito mandados de prisão preventiva, 27 prisões temporárias, 10 ordens de condução coercitiva e buscas e apreensões em diversas localidades. Cachoeira foi preso em Goiânia e levado a Brasília, junto com toda a cúpula da organização. Após serem ouvidos, os suspeitos serão levados a um presídio federal.

Além de Cachoeira, o empresário e ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladmir Garcez, também foi preso. Ele prestou depoimento nesta manhã na Polícia Federal em Goiânia. A informação foi confirmada pelo advogado de Garcez, Neiron Cruvinel. Ele afirmou que pedirá a anulação da prisão do empresário. Caso o pedido seja negado, ele deve ser transferido para Brasília.

A investigação durou 15 meses e identificou 44 integrantes infiltrados na área de segurança pública: dois delegados de Polícia Federal de Goiânia, seis delegados da Polícia Civil de Goiás; três tenentes-coronéis, um capitão, um major, dois sargentos, quatro cabos e 18 soldados da Polícia Militar (PM) de Goiás; um auxiliar administrativo da PF em Brasília; um policial rodoviário federal, um agente da polícia civil de Goiás e um agente da polícia civil de Brasília; um sargento da Polícia Militar de Brasília, um servidor da Polícia Civil de Goiás; um servidor da Justiça Estadual de Valparaíso de Goiás.

Cartel

Segundo a PF, a quadrilha contava com operadores diretos de pontos de jogo ilegal em Goiânia e Valparaíso de Goiás. Os “cassinos” funcionavam em galpões, onde as máquinas eram instaladas. As investigações apontam que o esquema funcionava como um cartel e era operado a partir de um centro de comando, localizado em Goiânia e liderado por Carlinhos Cachoeira. Segundo a PF, era ele quem determinava o fechamento e abertura de casas de jogos no território de seu domínio.

Verificou-se também que, por meio dos integrantes da quadrilha infiltrados na polícia, Cachoeira controlaria a abertura de pontos de jogos concorrentes dentro de seu território. Caso alguém ousasse abrir cassinos clandestinos no território dominado pelo grupo, policiais eram demandados a fechar tais casas. Esses policiais também agiam como informantes, passando informações sobre operações realizadas pelos órgãos de segurança pública, dando tempo ao grupo para que as máquinas fossem transferidas.

Segundo os procuradores da República, Daniel de Resende Salgado, Lea Batista de Oliveira e Marcelo Ribeiro de Oliveira, o grupo funcionava como uma empresa, com estrutura organizacional piramidal, onde cada membro tinha funções muito bem definidas. Segundo a PF, o valor das propinas dependia do posto que o membro da organização ocupava e variava de R$ 200 a R$ 4 mil por mês. As investigações apontam também que apenas um dos pontos de jogo tinha rendimento médio mensal de R$ 3 milhões.

Infiltrados

Os procuradores afirmam que a existência da quadrilha por quase duas décadas deu tempo para que ela montasse uma estrutura estável, com larga influência em vários órgãos do Estado. A participação da Polícia Federal do DF é uma prova da influência do grupo sobre o Poder Público no Estado. Os agentes da sede da PF na capital Federal tiveram de ser usados para que servidores infiltrados em Goiás não denunciassem as investigações.

“O recrutamento do braço armado do Estado pelo crime como instrumento de cobertura e proteção ostensiva ou velada dos estabelecimentos de jogos e da prática delitiva controlada por um poder centralizado e hierarquizado, foi capaz de gerar a desarticulação do Estado no enfrentamento à criminalidade. Tornou, em outras palavras, o Estado e a própria sociedade mais vulnerável”, afirma o parecer dos procuradores.

Fonte: O Popular

PF prende 20 em operação contra esquema de jogos ilegais

A PF (Polícia Federal) prendeu nesta quarta-feira, 29/02/2012, 20 pessoas sob suspeita de integrar uma quadrilha especializada em explorar máquinas caça-níqueis. Segundo a investigação, o grupo atuava havia 17 anos.

De acordo com a polícia, o esquema de jogos ilegais acontecia em Goiás, mas as prisões aconteceram em Goiás, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro e Tocantins.

Policiais e servidores públicos faziam parte da quadrilha, de acordo com a PF. Entre eles estão dois policiais federais que vazavam informações sobre investigações, seis delegados da polícia civil, um policial rodoviário federal e 29 policiais militares, entre soldados e oficiais, como major, capitães e tenentes.

Eles prestavam serviços como de proteção à quadrilha ou faziam investigações para fechar os negócios ilegais de adversários do grupo. Também foi preso um auxiliar administrativo da PF no Distrito Federal e um servidor da Justiça de Goiás.

As propinas eram pagas para os policiais e variavam de R$ 200 por serviço prestado a R$ 4.000 mensais.

O líder do grupo, segundo a PF, é o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que ficou conhecido em 2004 após divulgação de vídeo que o flagrou oferecendo propina a Waldomiro Diniz, ex-assessor de José Dirceu. O caso foi o primeiro escândalo de corrupção do governo Lula.

A Operação Monte Carlo foi desencadeada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, com auxílio da Receita Federal. Foi encontrada uma contabilidade da quadrilha. Apenas uma casa de jogo teve lucro líquido de R$ 3 milhões em seis meses.

Ao todo, a operação busca cumprir 35 mandados de prisão, 37 de busca e apreensão e dez ordens de condução coercitiva (quando a pessoa é encaminhada para depoimentos), em cinco Estados.

Fonte: Folha UOL

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Força Aérea dos Estados Unidos cancela compra do Super Tucano A-29

WASHINGTON, 28 Fev 2012 (Reuters) - A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que está cancelando contrato de US$ 355 milhões para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, da Embraer (EMBR3), citando problemas com a documentação.

A Força Aérea disse que vai investigar e refazer a licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft. O contrato havia sido concedido pela Força Aérea dos EUA para a Embraer e a parceira Sierra Nevada Corp.

"Apesar de buscarmos a perfeição, nós as vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção", disse o secretário da Força Aérea, Michael Donley, em comunicado. "Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor.

Procurada pela Reuters, a Embraer não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

O comandante da área de materiais da Força Aérea dos Estados Unidos, Donald Hoffman, ordenou uma investigação sobre a situação, afirmou o porta-voz da Força Aérea.

Em 30 de dezembro, a Força Aérea dos Estados Unidos definiu que a Sierra Nevada e a Embraer tinham obtido o contrato para venda de 20 aviões Super Tucano A-29, assim como treinamento e suporte. Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro, quando a Hawker Beechcraft entrou na Justiça questionando a decisão.

No ocasião, a Força Aérea disse que acreditava que a competição e a avaliação para seleção do fornecedor tinham sido justas, abertas e transparentes.

O Super Tucano A-29 foi desenvolvido para missões de contra-insurgência e atualmente é usado por cinco forças aéreas, e ainda existem outras encomendas, segundo a Embraer.

Fonte: UOL

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Operação Água Verde | Polícia Federal | Foz do Iguaçu/PR

Operação Água Verde prende traficantes de armas e drogas em Foz do Iguaçu

Uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas e munições foi desmontada pela Polícia Federal (PF), em Foz do Iguaçu/PR. A Operação Água Verde deflagrada nesta terça-feira (14/02/2012), permitiu à PF chegar até o grupo criminoso, que atuava na região da fronteira com o Paraguai, e era baseado nas cdades de Foz do Iguaçu, Missal e Itaipulândia.

Utilizando-se de barcos que cruzavam o Lago de Itaipu, a quadrilha trazia grande quantidade de drogas e munições vindas do Paraguai, que eram posteriormente transportadas às diversas regiões do país, geralmente escondidas em cargas de produtos lícitos.

As investigações sobre a organização já são feitas pelos policiais do Núcleo de Operações da DPF/FIG/PR investigaram a organização há aproximadamente dez meses. Durante esse período, forma apreendidas cerca de vinte toneladas de maconha, 14 kg de crack e 12.500 munições de calibres restritos, inclusive de fuzil. 15 pessoas foram presas em flagrante.

Com a Operação Água Verde, 24 prisões preventivas foram expedidas e estão sendo realizadas buscas em 19 endereços, em cumprimento a mandados do Juizado da 3ª Vara Federal Criminal de Foz do Iguaçu/PR.

Fonte: Banda B

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Operação Quebrando a Banca | Polícia Federal | Londrina/PR

PF de Londrina prende envolvido em quadrilha de jogos eletrônicos ilegais

Uma pessoa foi detida em Londrina na Operação Quebrando a Banca, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em todo o Brasil, na manhã desta sexta-feira (25/11/2011). Além do mandado de prisão, foi cumprido um de encaminhamento coercitivo (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento, mas é liberada logo em seguinte) de um morador da zona leste.

A operação quer desarticular uma estrutura criminosa ligada ao jogo eletrônico ilegal, principalmente no estados do Pará e Bahia. A PF de Londrina não soube informar qual o papel que o londrinense teria dentro da organização, também não soube dizer o nome do acusado até às 11h22 desta sexta-feira (25/11/2011).

No Paraná, além de Londrina, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um de prisão em Maringá (a 96 km). Na cidade estaria parte dos responsáveis pela produção e distribuição das máquinas de jogo eletrônico.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Marabá (PA).

Fonte: O Diario

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Operação Láparos | Polícia Federal | Guaíra/PR

PF do Paraná deflagra “Operação Láparos” e cumpre mandados em MS e mais 5 Estados

A Operação “Láparos” da Polícia Federal de Guaíra (PR) foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (17/11/2011) com objetivo de combater crimes de contrabando e corrupção policial. A PF vai cumprir 258 mandados em seis Estados incluindo Mato Grosso do Sul.

Nesta fase da operação a PF vai cumprir 150 mandados de busca e apreensão e 108 ordens de prisão preventiva, das quais 43 em desfavor de policiais.

As investigações demonstraram ainda o envolvimento, com a organização criminosa, de 13 policiais estaduais civis e 29 militares do Paraná e um policial rodoviário federal.

Segundo informações da PF, os envolvidos recebiam vantagens econômicas para informar sobre as ações da PF contra o contrabando, garantindo ainda a livre circulação de veículos usados pela quadrilha para distribuir cigarros e agrotóxicos contrabandeados.

Todas as ordens foram expedidas pela Justiça Federal em Guaíra e em Umuarama, instâncias que desenvolveram as investigações policiais ao longo de 14 meses. Durante as investigações, foram presas em flagrante 202 pessoas e apreendidos mais de três milhões de pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai, 6,5 toneladas de agrotóxicos de mesma origem, 109 caminhões, 76 automóveis e 13 embarcações.

As ações repressivas da Polícia Federal acontecem hoje em 38 cidades do Paraná, quatro em São Paulo, três em Mato Grosso do Sul, três em Minas Gerais, um em Rondônia e um no Mato Grosso.

O número de cidades, segundo a polícia, demonstra a ampla ramificação da organização criminosa desarticulada, que multiplicava rapidamente a capacidade de ação da quadrilha. A agilidade deu nome à operação, “Láparos”, que significa filhote de coelho.

O Ministério Público Federal do Paraná em Cascavel, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná e a Corregedoria Regional da PRF colaboraram com as investigações.

Fonte: R7

PF realiza operação contra o contrabando e corrupção policial em Londrina

Ação é desenvolvida em 38 cidades do Paraná. Em Londrina, estão sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão. Quarenta e três policiais estariam envolvidos com a quadrilha

Uma megaoperação da Polícia Federal (PF) contra o contrabando e corrupção policial está sendo realizada nesta quinta-feira (17/11/2011) em 38 cidades do Paraná. Na região Norte do estado, a PF informou que devem ser cumpridos sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão nas cidades de Londrina, Lidianópolis e Faxinal.

Os policiais que participam da Operação Láparos cumprem 150 mandados de busca e apreensão e 108 mandados de prisão, sendo 43 contra policiais. Conforme a PF, 13 policiais civis, 29 militares e um rodoviário federal estariam envolvidos com a quadrilha.

Em nota, a PF informou que a ação é resultado de 14 meses de investigações e as ordens foram expedidas pela Justiça Federal de Guaíra e Umuarama. Durante as investigações, foram presas 202 pessoas em flagrante e apreendidos mais de 3 milhões de pacotes de cigarros, além de 109 caminhões, 76 automóveis e 13 embarcações.

A operação também é realizada em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rondônia.

Uma entrevista coletiva com os resultados está programada para às 15h na Delegacia de Guaíra.

Fonte: Jornal de Londrina

43 policiais são suspeitos de facilitar o contrabando na região de fronteira

Eles e outras 65 pessoas são o alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Federal, nesta quinta-feira, em seis estados: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia

Quarenta e três policiais são suspeitos de facilitar o contrabando de carros usados na região de fronteira. Eles e outras 65 pessoas são o alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (17/11/2011). A Operação Láparos visa combater o contrabando e a corrupção policial. Os veículos são utilizados no contrabando de cigarros.

Vinte e duas pessoas foram presas no Paraná até as 10 horas. Não foi informado em quais cidades do estado essas prisões foram efetuadas. A assessoria de imprensa da PF também não soube relatar quantos policiais já foram detidos. Cerca de 600 policiais federais do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e São Paulo participam da operação.

O órgão informou que 150 mandados de busca e apreensão e 108 de prisão serão cumpridos nesta quinta-feira. A Operação Láparos é liderada pela PF de Guaíra, no Oeste do Paraná.

A operação da PF ocorre em seis estados: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Segundo a PF, os mandados devem ser cumpridos em 38 cidades paranaenses.

No Paraná, a operação é desencadeada nos seguintes municípios: Guaíra, Terra Roxa, Francisco Alves, Iporã, Mercedes, Vera Cruz do Oeste, Umuarama, Cruzeiro do Oeste, Tuneiras do Oeste, Icaraíma, Cafezal do Sul, Tapejara, Douradina, Ivaté, Londrina, Lidianópolis, Faxinal, Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Missal, Medianeira, Matelândia, Maringá, Doutor Camargo, Terra Boa, Santa Fé, Astorga, Cianorte, Paiçandu, Cascavel, Assis Chateubriand, Corbélia, Formosa do Oeste, Tupassi, Toledo, Ubiratã, Marechal Cândido Rondon e Ouro Verde do Oeste.

As investigações da PF duraram 14 meses e dão conta do envolvimento de 43 policiais paranaenses: 29 PMs, 13 policiais civis e um da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A PF contou o apoio do Ministério Público do Paraná (MP-PR), da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná e da Corregedoria Regional da PRF.

Durante as investigações, 202 pessoas foram presas. Houve também a apreensão de 3 milhões de pacotes de cigarros, 6,5 toneladas de agrotóxicos contrabandeados do Paraguai, 19 caminhões, 76 veículos e 13 embarcações.

Os detalhes da operação serão divulgados em uma coletiva em Guaíra, no Oeste do Paraná, às 15 horas desta quinta-feira.

Fonte: Gazeta do Povo