segunda-feira, 4 de maio de 2009

Perseguição ? Contra quem ?

DIREITOS HUMANOS
Estado brasileiro é responsável por perseguição política na ditadura, diz STJ
Da Redação - 04/05/2009


O Estado brasileiro é responsável pelas conseqüências de prisões e perseguições políticas ocorridas durante o regime militar e a ação para reparar esses danos é imprescritível.

A decisão histórica partiu da 1ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ao manter sentença que condenou a União a indenizar em R$ 100 mil a família de um ex-vereador do município de Rolândia (PR), preso e encarcerado durante meses pelo Dops (Delegacia de Ordem Política e Social), em 1964.

De acordo com informações do STJ, o julgamento do recurso contra a condenação foi marcado pelo debate sobre o respeito aos direitos humanos. O ministro Luiz Fux destacou que a proteção à dignidade da pessoa humana é um fundamento da República, que deve ser defendido enquanto ela existir.

“O reconhecimento da dignidade humana é fundamento da liberdade, da justiça e da paz, razão por que a Declaração Universal inaugura seu regramento superior estabelecendo no art. 1.º que ‘todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos’”, afirmou o ministro.

Fux destacou que, por esse motivo, não há como se falar em prescrição, uma vez que a Constituição não estabeleceu qualquer prazo relativo ao direito inalienável à dignidade.

O relator, que teve seu voto seguido pela maioria dos ministros, também considerou inquestionável a responsabilidade da União pelas consequências da prisão política. Mesmo não cabendo ao STJ reavaliar provas em recurso especial, Fux fez questão de ressaltar que a decisão da Justiça Federal do Paraná está bem fundamentada.

A ação foi movida pelas filhas de um médico eleito duas vezes vereador do município de Rolândia, no interior do Paraná. Em 1964, um ano após sua reeleição, ele foi preso por agentes do Dops e mantido em um quartel do Exército em Londrina.

Depois de solto, passou a sofrer depressão, abandonou manifestações políticas e cedeu ao alcoolismo, que levou a sua desmoralização e morte, em 1984.

Fonte: Última Instância

terça-feira, 7 de abril de 2009

Palavras do General Mourão na década de 70 !

"Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".
(Olympio Mourão Filho. Memórias: a verdade de um revolucionário. Porto Alegre, L&PM, 1978, pág. 16.)

terça-feira, 31 de março de 2009

31 de Março - Aniversário da Revolução Democrática de 1964

PARABÉNS AOS HERÓIS MILITARES PELO DIA 31 DE MARÇO DE 1964, DATA DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA, A SER COMEMORADA EM TODAS AS UNIDADES MILITARES DO BRASIL, ESPECIALMENTE NO CLUBE MILITAR - RJ, PRESIDIDO PELO GEN GILBERTO FIGUEIREDO.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Morte de Policial Federal na Bahia

Cinco homens foram mortos em confrontos a tiros com policiais na comunidade Nova Divinéia, IAPI, pouco mais de uma hora depois de o Policial Federal Leonardo Maia Fonseca, 30 anos, ter sido assassinado por integrantes de uma quadrilha de traficantes de drogas, na tarde de quarta-feira, dia 04/03/2009. A morte do Agente de Polícia Federal levou um aparato de 120 policiais civis, militares e federais a efetuar incursões pela região em busca dos homicidas.

Segundo o Delegado Nilton Borba, que representou o Departamento de Crimes contra o Patrimônio (DDCP), da Polícia Civil, na procura de suspeitos, Fonseca foi ao local, acompanhado de dois outros Agentes Federais, para entregar uma intimação “referente a crime eleitoral”, por volta de 16 horas. Ao subir uma viela, três bandidos teriam avistado o policial com uma arma na cintura, atirando contra ele.

Fonseca foi atingido duas vezes no tórax, mas conseguiu alvejar um dos atiradores, conforme informação do delegado Borba. Identificado apenas como Poliana, o baleado foi levado ao Hospital Geral do Estado por uma guarnição da PM, mas chegou morto à unidade. Socorrido pelos colegas, que também abriram fogo contra os criminosos, Fonseca deu entrada já sem vida no Hospital Ernesto Simões, no Pau Miúdo.

Com a notícia do óbito, o cerco policial foi montado em toda Nova Divinéia. Travessas que ligam o fim de linha do IAPI à Avenida San Martin, como a 3 de Junho e Bom Jesus da Lapa, foram tomadas por militares de diversas companhias e do Batalhão de Choque, Policiais Civis de delegacias especializadas e de outros bairros e uma equipe com pelo menos 20 Policiais Federais. Um helicóptero da PM também foi empregado na ação.

Com armamento pesado, os policiais fecharam becos e invadiram casas, realizando uma verdadeira varredura na área. Visivelmente assustados, moradores buscaram se recolher em suas residências, limitando-se a acompanhar o fluxo de policiais de armas em punho por trás das grades das janelas. Em pouco mais de uma hora de incursões, os policiais já haviam baleado mais quatro suspeitos.

Segundo o delegado Borba, um deles foi identificado como Tadeu Silva Nunes, que seria o líder do tráfico de drogas na Nova Divinéia. “Tadeu foi um dos que atiraram no Federal. O irmão dele, Adriano Silva Nunes, está sendo conduzido para prestar esclarecimentos e já confirmou que o irmão atirou na vítima”, atestou o delegado. Outros dois mortos foram identificados apenas como Joilson e Neto.

O quinto morto nos alegados tiroteios foi identificado, de forma extraoficial, como Welington Santos Nunes. Por volta de 19 horas, uma mulher chegou ao Hospital Ernesto Simões gritando e dizendo ser mãe de Welington – que, segundo ela, “estava em casa e foi morto sem ter nada a ver”. A mulher não se identificou e chegou a ameaçar profissionais de imprensa de agressão.

Fonte: A Tarde

terça-feira, 3 de março de 2009

Oficiais do Exército ? Será ?

Oficiais do Exército podem estar envolvidos em contrabando de armas

Passava pouco das 11 horas da Quarta-feira de Cinzas (25/02/2009) quando um tiro de pistola 9 milímetros ecoou no corredor do 3º andar do prédio do Comando do Exército, em plena Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Sobre o piso de madeira, caiu o corpo do Subtenente José Ronaldo Amorim, 46 anos completados na semana anterior. Para a Polícia Civil do Distrito Federal, chamada minutos depois, não há dúvida: foi suicídio. O Subtenente Amorim, como era conhecido, disparou contra a própria cabeça, com a arma oficial que usava em serviço.

À primeira vista, poderia parecer mais um entre os recorrentes casos de suicídio nas fileiras do Exército. Mas não era. O Subtenente Amorim respondia a um inquérito policial militar explosivo. A investigação, que corre em segredo, destina-se a mapear o funcionamento de uma máfia, com personagens de dentro e de fora do Exército, montada para desviar armas que deveriam estar bem protegidas nos depósitos da corporação.

As armas desviadas, em sua maioria, são aquelas recolhidas nas campanhas de desarmamento promovidas pelos poderes públicos. Por lei, elas devem ser entregues ao Exército para ser destruídas. O problema é que nem todas são inutilizadas. A máfia em atuação na caserna arquitetou um eficiente esquema para retirar armas dali e repassá-las para o mercado negro, em troca de dinheiro. É um desvio duplamente perigoso. As armas deveriam sair de circulação, contribuindo para a redução da violência. Mas acabam voltando para as ruas – e muitas delas vão para as mãos de traficantes de armas que abastecem o mundo do crime.

ÉPOCA ouviu militares que conhecem por dentro o funcionamento da máfia, que teria a participação também de oficiais. Dentro do Exército, o esquema tem como endereço as seções do SFPC, sigla que denomina o Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados. Espalhadas por todo o país, essas seções têm a tarefa de orientar, controlar e fiscalizar desde a fabricação até o transporte de armas, munições e explosivos em geral – atribuições exclusivas do Exército.

O desvio se dá em duas frentes. Uma delas é a retirada, pura e simples, de armas e munições guardadas nos depósitos para onde são destinados os carregamentos de armas recolhidas nas campanhas de desarmamento. A outra se dá de maneira um pouco mais sofisticada. Antes de registrar em computador as armas que chegam ao setor, e que deveriam ser igualmente destruídas, os militares envolvidos simulam doações a supostos colecionadores, autorizados pelo próprio Exército. É uma maneira de fazer com que a arma volte a circular, inclusive com ares de legalidade. O colecionador pode repassar a arma, em seguida, a terceiros. Há casos em que os colecionadores que recebem as armas são militares. “O destino final dessas armas a gente sabe bem. Não precisa ir muito longe para descobrir como chegam armas para os traficantes nos morros do Rio de Janeiro”, afirma um dos militares entrevistados por ÉPOCA.

Há quase três décadas no Exército, o Subtenente Amorim trabalhou durante dois anos no SFPC da 11ªRegião Militar, que tem sede em Brasília e jurisdição sobre Goiás, Tocantins e o Triângulo Mineiro, além do Distrito Federal. Seu envolvimento com o desvio de armas foi revelado durante uma inspeção interna feita pelo Exército em Goiânia, no ano passado. O Subtenente recebera a informação de que, no SFPC goiano, havia um lote de armas entregue pela família de um Capitão aposentado recém-falecido. Com a ajuda de um colega da seção, Amorim registrou em seu nome uma suposta doação das armas. Para isso, usou de uma das artimanhas do esquema: ele próprio tinha seu registro de colecionador. Constatada a fraude, o Subtenente foi, em seguida, afastado do SFPC. Estava exercendo funções burocráticas na seção de saúde do Comando Militar do Planalto, que funciona no mesmo prédio do comando do Exército.

A descoberta do desvio originou a abertura de um inquérito policial militar. De pronto, a investigação passou a mirar não apenas no Subtenente Amorim, mas também no colega de Goiás que lhe repassou as armas, o Subtenente Piccoli. “É a tentação do dinheiro fácil”, diz um General que acompanha o desenrolar da investigação. “O sujeito às vezes está endividado e vê uma oportunidade de ganhar um dinheiro extra cometendo esse tipo de crime.” Parecia ser exatamente esse o caso do Subtenente Amorim. Ele acumulava dívidas na praça. Estava com o nome inscrito nos registros de cheques devolvidos por falta de fundos. A investigação interna do Exército mostrou que o esquema de desvio de armas lhe rendeu um complemento na renda. “Temos elementos que mostram que, só nos últimos meses, ele vendeu R$ 14 mil em armas desviadas”, afirma o General. O soldo de um subtenente é de R$ 4.500 brutos.

Originário da Arma de Cavalaria e pernambucano de nascimento, o Subtenente Amorim, casado, pai de três filhos, carregava no uniforme o brevê de paraquedista, prova de que passou pelos piores testes de resistência física e psíquica da caserna. Mas a investigação se transformou num fardo pesado demais para ele, que passou a enfrentar um conflito pessoal, segundo o depoimento de amigos. Por um lado, Amorim já tinha percebido que o inquérito militar o havia emparedado. Seu emprego no Exército estava a prêmio. Por outro, movido por um dever de lealdade, Amorim não queria delatar outros militares e civis envolvidos nem se submeter ao risco de enredar oficiais na investigação. Segundo pessoas próximas a ele, esse era o caminho que lhe restava caso quisesse evitar punições maiores. Dias antes de se suicidar, o Subtenente conversou sobre o assunto com amigos civis e militares. Mostrou documentos e cópias de e-mails que, em sua visão, poderiam ser seu resguardo. A alguns desses amigos, o Subtenente entregou cópia dos papéis.

ÉPOCA teve acesso ao material (leia o quadro abaixo). Entre os e-mails, há alguns que, além de explicitar a participação do Subtenente no esquema, indicam nomes de outros envolvidos. Um dos interlocutores frequentes do sSbtenente é um colega de farda identificado como André Gama, que havia trabalhado no SFPC num passado recente. Nas mensagens, Gama demonstra conhecer bem o funcionamento do esquema. Em dezembro do ano passado, o Subtenente Amorim escreveu ao amigo. “Estou passando por maus momentos”, dizia, ao informar o amigo da existência da investigação. Na resposta, Gama sugeria que Amorim partisse para o contra-ataque. “Lembra do caso que [sic] a Polícia Federal apreendeu mais de 6 mil (seis mil) cartuchos com um estrangeiro e envolvia um Coronel da Reserva e um General?????”, escreveu ele. “O caso era para ser enviado para a auditoria militar etc., mas o General Davi não quis enviar”, emendou.

A ideia era contra-atacar com o argumento de que, quando as irregularidades envolvem oficiais de alta patente, as investigações não prosseguem. O General Davi a que o militar se refere é Paulo Davi de Barros Lima, Comandante da 11a Região Militar, a quem o Subtenente estava subordinado. O episódio em questão se deu em 2007. Diz respeito à importação de munições, operação que também está submetida ao crivo do SFPC. Em nota, o Exército informou que o General Davi não levou o caso adiante porque a Polícia Federal teria concluído depois que não houve irregularidade na importação das munições.

As mensagens também revelam ligações do esquema com empresas que vendem e transportam armamentos. Uma delas é a Kammel, uma casa de produtos para caça e pesca de Taguatinga, cidade-satélite de Brasília, que também vende armas e munições. Em tom de camaradagem, o Subtenente trocava e-mails com o dono da empresa, Ismail Kamel Abdul Hak, que lhe repassava incumbências a serem resolvidas na seção de produtos controlados do Exército, como liberações para transporte de armamentos. “Não tive ligação espúria com quem quer que seja. Minha loja é autorizada pelo Exército. O Amorim era um amigo e era muito honesto”, diz Hak.

Os papéis revelam a existência de uma azeitada rede de troca de favores – entre os militares envolvidos no desvio de armas e entre eles e gente de fora do Exército. O problema é crônico. O Exército tenta implantar um rodízio permanente no SFPC para evitar os desvios. Mas não funciona – e, às vezes, o próprio comando deixa de punir para evitar maiores desgastes. Um caso exemplar é do Subtenente André Mitchell. Quando passou pelo SFPC, anos atrás, ele também esteve no centro de suspeitas. Mas não chegou a ser punido. As razões aparecem numa gravação em poder do Ministério Público Federal. A um subordinado, que gravou a conversa, o General Adhemar da Costa Machado, na ocasião comandante da região militar de Brasília, diz que preferiu mudar o Subtenente de unidade para preservá-lo. “O Mitchell tem uma caminhonete que nós não temos. Ele diz que o irmão dele deu. Mas o pessoal invejoso diz: ‘Olha lá a caminhonete do Mitchell’”, afirma o General. “Eu, General, não tenho condições de ter uma caminhonete, juro para você. Agora, ao longo dos dois anos que serviu aqui, o Mitchell cumpriu a missão, foi um curinga (...) Eu tirei o Mitchell para preservá-lo”, diz Adhemar. “Trabalhei no SFPC por 14 anos e minha ficha só tem elogios. A minha caminhonete é uma Blazer velha”, diz o Subtenente Mitchell.

O caso do Subtenente Amorim pode mostrar que as providências para evitar os desvios nem sempre seguem as mesmas regras. “Ele estava sendo perseguido indevidamente. Essa história envolve gente graúda. Queremos ver agora se também vão atrás desses”, disse a ÉPOCA um familiar do Subtenente. Na nota enviada à revista, o Comando Militar do Planalto diz que tem sido rigoroso. “O Exército não pactua com nenhum tipo de irregularidade e apura todas as denúncias com o máximo rigor”, diz o texto. Agora, com o problema exposto, os desvios deverão ser apurados também pelo Ministério Público Federal. Será uma boa oportunidade para saber se serão investigadas apenas denúncias contra um militar morto ou se o problema do desvio de armas no Exército será solucionado.

Os indícios que apontam para um esquema
Troca de mensagens sugere envolvimento de mais militares
1 O Subtenente Amorim diz a um colega de farda que estava sendo alvo de investigação. Pelo teor dos e-mails, o colega conhecia o funcionamento do esquema. Na resposta (abaixo), ele sugere ao Subtenente que use em sua defesa outro episódio de desvio de munições, que envolveu um General e um Coronel da Reserva. Nesse caso, a investigação não teria prosseguido
2 Neste e-mail, o Subtenente Amorim se mostra prestativo em atender o empresário
Ismail Kamel Abdul Hak, dono de uma loja de armas em Brasília. Como vendedor
de armas, o empresário tinha interesses no setor onde o subtenente trabalhava
3 O Subtenente Amorim e seus contatos trocam informações sobre o cadastro
de armas do Exército: era preciso dar ares de legalidade aos desvios
Fonte: Revista Época

domingo, 1 de março de 2009

Peritos Federais mortos em Manaus são enterrados

Corpo de perito morto na explosão do laboratório da PF de Manaus é enterrado

O corpo do perito Maurício Barreto da Silva Júnior --vítima da explosão no laboratório no prédio da sede da Polícia Federal em Manaus (AM)-- foi enterrado na manhã deste domingo, 01/03/2009, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na região metropolitana de Recife (PE).

Familiares e amigos da vítima se reuniram durante a madrugada no mesmo local para velar o corpo. O perito morreu por volta das 14h (horário de Brasília) de ontem (28/02/2009). Ele passou por cirurgia na sexta-feira (27), mas não resistiu aos ferimentos. O perito estava internado desde a noite da última sexta.

Além de Maurício, outros dois peritos --Max Neves Nunes e Antônio Carlos de Oliveira-- também estavam no laboratório no momento da explosão. Um quarto perito ficou ferido.

Nunes morreu na tarde de sábado. A equipe médica do Hospital 28 de Agosto realizou uma cirurgia no paciente na sexta e disse que fez tudo que era possível para tentar salvar a vida da vítima. Seu corpo foi para Santarém, no Pará, onde será enterrado.

O corpo de Oliveira --morto na sexta-feira-- foi velado na Câmara Municipal de Manaus e enterrado na cidade na tarde de sábado. Ele também foi levado ao hospital e morreu na sexta-feira.

Ferido

O Perito Criminal Federal Marcos Antônio Mota Ferreira, que estava em uma sala ao lado no momento da explosão no laboratório da Polícia Federal em Manaus (AM) na sexta (27), também ficou ferido, e recebeu alta após ser medicado.

Ele disse que não lembra de muitos detalhes do acidente que matou três pessoas e o deixou ferido.

"Foi tudo muito rápido na hora da explosão. Tudo ficou escuro, tudo estava caindo, os objetos caindo, a divisória da parede explodindo, é só o que eu me lembro", disse Ferreira.

Durante a entrevista, Ferreira demonstrou dificuldade na fala. Ele disse que sofreu lesões nas costas, na perna e no peito e se recupera dos ferimentos em casa.

Acidente

A explosão, que foi seguida de um incêndio, aconteceu por volta das 18h30. Segundo a Polícia Federal, os peritos trabalhavam em uma carga apreendida no momento da explosão.

O laboratório fica no setor técnico. A carceragem e as salas dos delegados não chegaram a ser atingidas.

A perícia no local da explosão está a cargo da Polícia Civil e da Polícia Federal no Estado. Inicialmente, a hipótese é de acidente de trabalho.

Fonte: Folha Online

Explosão em sede da PF em Manaus (AM) pode ter sido armadilha, diz associação

O artefato que explodiu ao ser manuseado por Peritos da Polícia Federal (PF) em Manaus (AM), no início da noite desta sexta-feira, pode ter sido uma armadilha, disse Octavio Brandão Caldas Netto, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF). A explosão deixou três mortos e um ferido.

Segundo Netto, esta possibilidade somente poderá ser comprovada após a conclusão dos trabalhos periciais. A perícia no local da explosão está a cargo da Polícia Civil e da PF no Estado. Inicialmente, a hipótese é de acidente de trabalho.

"Pelo que fui informado, o cilindro que explodiu havia despertado suspeitas de funcionários dos Correios de Manaus. Eles o furaram e encontraram um pó. Realizaram então, como é de praxe, um teste preliminar para identificar cocaína, e o resultado foi positivo. Em seguida encaminharam o cilindro à Superintendência da PF no estado", explicou o presidente da APCF.

A explosão ocorreu quando os peritos do setor técnico-científico da PF de Manaus manuseavam o cilindro.

"Foi uma explosão fortíssima, que matou o colega Antônio Carlos Oliveira, um perito com 14 anos de experiência na atividade. Pode ter sido uma armadilha, mas ainda é necessário apurarmos para esclarecer se o motivo da explosão foi uma bomba ou um gás inflamável", disse Brandão.

Colega de turma de Oliveira durante o curso de formação para peritos, o Diretor Técnico-Científico da Polícia Federal, Paulo Roberto Fagundes, está a caminho de Manaus juntamente com peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) e com o Diretor Geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

"Montamos uma equipe de sete peritos que analisarão o local, e só teremos informações embasadas a partir da próxima semana. Portanto é cedo para qualquer tipo de conclusão", disse Fagundes momentos antes de embarcar para Manaus.

O Perito Marcos Antônio Mota Ferreira estava em uma sala ao lado no momento da explosão e teria sofrido apenas ferimentos leves. Ele ainda está sob observação.

"É um fato lamentável, decorrente do risco que sempre corremos ao exercer nossas atividades", declarou Brandão.

Fonte: Folha Online

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Explosão na SR/DPF/AM

MANAUS - Uma explosão nesta sexta-feira, 27/02/2009, no laboratório de Criminalística da sede da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, na zona centro-oeste de Manaus, matou um Policial Federal e deixou quatro gravemente feridos. A informação foi confirmada pelo Instituto Médico-Legal (IML) e pela assessoria de comunicação da Polícia Federal no Amazonas.

Segundo relato de testemunhas, a explosão aconteceu por volta das 17h20m, quando seis policiais tentavam abrir um cilindro apreendido esta semana pela PF. A suspeita era a de que ele conteria drogas. Ao utilizarem um maçarico, o artefato explodiu.

Uma das testemunhas afirmou que uma das vítimas saiu com o couro cabeludo queimado. Outro funcionário, disse a testemunha, perdeu a mão direita na explosão.

- Foi um desespero. Todos correram. O barulho foi ensurdecedor - disse.

O Policial Federal Antônio Carlos de Oliveira (Perito) foi levado em estado grave para o Pronto-Socorro 28 de Agosto, mas não resistiu às queimaduras de segundo grau e morreu. Os outros quatro policiais ainda não foram identificados pela assessoria de comunicação da PF. Segundo informações do pronto-socorro, eles estão com queimaduras de segundo grau por todo o corpo.

Presos foram transferidos para presídios

O departamento onde ocorreu a explosão fica sob a carceragem, onde estão sete presos. Nenhum deles ficou ferido. Segundo um Agente Federal, o local foi afetado, o que forçou a transferência dos presos para dois presídios; os nomes deles não foram revelados.

No momento da explosão, havia pelo menos três jornalistas na sede da PF. Entre eles, Caio Mota, do jornal "Diário do Amazonas", que foi atingido.

- Depois do barulho, voaram estilhaços de vidro e de cimento para todos os lados. Cheguei a receber uma pancada na cabeça. Mas nada grave - disse Caio.

As causas do incidente serão investigadas por uma equipe da própria Polícia Federal. A explosão foi seguida de um princípio de incêndio no local. Toda estrutura do laboratório, utilizado para análises de drogas e outros materiais apreendidos, ficou comprometida pelo fogo. Parte do telhado do prédio foi arrancada com a explosão. O prédio está isolado e neste momento é analisado por equipes da Defesa Civil e dos bombeiros. Peritos também analisam a causa do acidente.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Operação da Polícia Federal na BR-369

Luzia Rodrigues Mendes foi presa na noite de quinta-feira (19/02/2009) por porte de medicamentos de uso proibido no Brasil como o estimulante sexual Pramil e o abortivo Citotec

Luzia Rodrigues Mendes foi presa na noite de quinta-feira (19) por porte de medicamentos de uso proibido no Brasil como o estimulante sexual Pramil, o abortivo Citotec, além de anabolizantes. A prisão foi feita no posto da Polícia Rodoviária Estadual de Rolândia/PR, na BR-369. Luzia estava em um ônibus da empresa Pluma que seguia de Foz do Iguaçu com destino a São Paulo, e os medicamentos estavam escondidos na bagagem do ônibus.

A prisão faz parte de uma operação conjunta entre Polícia Rodoviária Estadual, Receita Federal e Polícia Federal. Vários ônibus foram abordados, sendo apreendida grande quantidade de mercadoria ilegal proveniente do Paraguai.

Fonte: Apucarana Notícias

Tiroteio entre Polícia Federal e traficantes no RJ

Policiais federais ficam encurralados em favela na Penha

Cerca de 30 policiais federais foram recebidos a tiros e ficaram encurralados por traficantes de drogas entre as favelas de Vila Cruzeiro e Chatuba, na Penha, onde foram cumprir mandados de prisão na manhã desta quinta-feira (19/02/2009). Vinte PM´s seguiram para o local para auxiliarem os Policiais Federais, em uma operação que durou pelo menos 40 minutos de intenso tiroteio com os traficantes. Não houve feridos no confronto.

A Polícia Federal estava realizando a Operação Nocaute, no morro do Turano e locais próximos no Rio Comprido, com ordens de prisão contra traficantes e criminosos procurados pela Justiça Federal. Nos locais indicados pelas investigações, nada foi encontrado.

Seguiram então para Vila Cruzeiro, na Penha, para dar continuidade a operação e cumprir um mandado de prisão. Quando chegaram na Rua Aymoré, um dos principais acessos ao Morro da Chatuba, os traficantes iniciaram um intenso tiroteio. Os tiros de fuzis atingiram as latarias das viaturas policiais e chegaram a quebrar alguns vidros dos carros do Agentes Federais.

Os traficantes encurralaram os agentes num local de difícil acesso. A situação ficou fora de controle e os policiais pediram reforço a PM, para tentar sair da situação de risco. Um grupo de PM's chegou a região para ajudar os agentes e com auxílio de um carro blindado (Caveirão) conseguiram resgatar os Policiais Federais.

A Operação Nocaute teve início no dia 11 de fevereiro deste ano de 2009, e tem como objetivo principal cumprir mandados de prisão contra criminosos condenados pela justiça federal.

Fonte: O Dia - Fotos Ilustrativas

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Aviação do Exército Brasileiro inicia resgate de reféns das FARC

Helicópteros do Brasil iniciam operação de resgate de reféns das Farc

No primeiro movimento da missão de entrega de seis reféns pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), dois helicópteros Cougar da aviação do Exército Brasileiro partem nesta sexta-feira, 30/01/2009, de Manaus e seguem para São Gabriel da Cachoeira (AM), na região de fronteira, fazem uma parada técnica na região de São Joaquim ou Perari e depois entram em território colombiano.

A previsão é cumprir todas as etapas nesta sexta-feira, mas não há prazo. Também parte nesta sexta-feira para o Brasil, para encontrar as aeronaves, a comitiva da senadora colombiana Piedad Córdoba, que atuará na operação comandada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR). Segundo ela, as entregas propriamente ditas dos sequestrados começa domingo.

A prometida libertação dos seis colombianos mantidos reféns pelas Farc começará efetivamente no próximo domingo (1º/02/2009), quando alguns deles serão entregues a uma comissão que sairá do Brasil, informou nesta quarta-feira (28/01/2009) a senadora colombiana Piedad Córdoba, que é uma das interlocutoras dos guerrilheiros e está organizando o resgate.

"No domingo acontecerá a primeira entrega", disse Córdoba, pertencente à oposição socialista ao presidente Álvaro Uribe, ao sair de uma reunião com o CICR, em Bogotá. Também participou do encontro o técnico enviado pelo governo brasileiro que coordenará a operação com helicópteros militares fornecidos pelo Brasil.

Vários países foram consultados pela Cruz Vermelha, e o Brasil foi escolhido por sua proximidade geográfica e pelas facilidades logísticas. A participação também foi aprovada pelo governo da Colômbia.

A senadora revelou que as Farc já forneceram as coordenadas do local onde os reféns serão soltos, em algum ponto da selva colombiana. No dia 21 de dezembro de 2008, a guerrilha anunciou que libertaria seis reféns: os políticos Alán Jara e Sigifgredo López, além de três policiais e um militar. Se concretizada libertação dos seis, as Farc terão ainda em seu poder 22 militares e mais centenas de civis.

Fonte: Folha de São Paulo

A aviação do Exército Brasileiro utiliza os seguintes helicópteros militares: Helibrás HM-1 Pantera; Helibrás HA-1 Esquilo; Aerospatiale/Eurocopter HM-3 Cougar e o Sikorsky UH-60 Blackhawk.