quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Operação Roleta Russa | Polícia Federal | Curitiba/PR

PF faz operação de repressão ao jogo do bicho em Curitiba

Policiais cumprem 32 mandados de busca e apreensão em pontos de jogo de bicho da capital. Em um dos locais, considerado uma fortaleza, PF encontrou muito dinheiro e documentos de contabilidade do esquema

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta terça-feira (11/10/2011), uma grande ação de repressão a jogos de azar em Curitiba. A Operação Roleta Russa foi deflagrada para cumprir 32 mandados de busca e apreensão, em 32 pontos de jogos ilegais da capital. Em um dos locais, considerado uma fortaleza, os policiais encontraram muitos documentos de contabilidade do esquema e dinheiro.

Cerca de 50 pessoas estavam no imóvel, que compreende uma casa e um galpão cercados por cercas elétricas, na Rua Doutor Reynaldo Machado, no bairro Prado Velho. Segundo o delegado Vagner Mesquita, o local funcionava como uma central do jogo do bicho, onde eram feitas a administração e a contabilidade do jogo ilegal.

No início da noite desta terça-feira, a PF informou que, devido à grande quantidade de material apreendido, um balanço final da operação será apresentado na quarta-feiar (12/10/2011). Os números parciais das ações apontavam a apreensão de 150 máquinas de caça-níqueis, três armas de fogo e um veículo. Duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Cerca de 140 policiais de todo o estado vieram para capital participar da operação. A PF ainda contabiliza o montante de dinheiro apreendido na operação.


Outro caso

Em agosto, policiais da Polícia Civil e da Ronda Ostensiva de Natureza Especial (Rone), da Militar, estouraram uma "fortaleza" do jogo do bicho, no bairro Jardim Botânico. Quatro pessoas foram detidas na operação. A Policia Militar chegou ao local após uma denúncia de que havia máquinas de caça-níqueis.

Uma abordagem foi feita e os policiais descobriram que ali funcionava uma central do jogo do bicho, onde trabalhavam mais de 100 pessoas. O esquema envolvia pelo menos 50 motoboys, que eram responsáveis por recolher os jogos em bancas pela cidade e fazer o pagamento de apostas. Foi encontrado um cofre, com a quantia de R$ 100 mil, entre notas e moedas. Foram apreendidos 10 computadores, 20 sacos de lixo com cartelas de apostas.

Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Morte de Steve Jobs | Fundador da Apple


Morre Steve Jobs, fundador da Apple

Criador da Apple impôs visão de simplicidade no mercado da tecnologia.
Da experiência com drogas às brigas, conheça a trajetória do empresário.

Morreu nesta quarta-feira (5/10/2011) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.

Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.

"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."

Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.

Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.

Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."

Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.

Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.

Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.

Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.

Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.

Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.

Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.

Do LSD ao Mac
O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.

"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.

Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.

Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.

Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".

"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.

Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".

Saída da própria empresa
Mas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.

Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.

O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 2006, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.

O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."

Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.

Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.

Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.

A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.

Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.

Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.

Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Fonte: G1

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Operação Noturnos | Polícia Federal | Mato Grosso/MT

Uma operação de combate ao tráfico de drogas da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (30/09/2011) cumpre 41 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão em cinco Estados. Ao todo, segundo a PF, já foram cumpridos 20 mandados de prisão nas cidades de Cuiabá, Campo Novo dos Parecis, Cáceres (MT), Pinheiros (MA) e Viana (ES).

Cerca de 160 homens estão atuando na “Operação Noturnos”, que tem o objetivo desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de cocaína. As ações ocorrem nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão.

Em Mato Grosso, serão cumpridos mandados de prisão em Cáceres, Pontes e Lacerda, Campo Novo dos Parecis e Cuiabá. Em Mato Grosso do Sul, as prisões serão cumpridas em Campo Grande. No Espírito Santo, na cidade de Viana. Já no Maranhão, em Pinheiro e Viana. Em São Paulo, a ação é realizada em Ribeirão Preto.

A investigação, realizada pela PF em Cáceres (MT), durou cerca de um ano. Segundo a PF, o núcleo do grupo criminoso, embora residente no município, também atuava no tráfico em outras cidades de Mato Grosso e em outros Estados, relacionando-se e prestando apoio a outros grupos criminosos.

No decorrer da investigação, seis pessoas foram presas em flagrante e 390 kg de cocaína foram apreendidos, além de material destinado à produção, preparação e transformação de drogas.

Os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico.

Depois de interrogados, os presos serão levados à cadeia pública de Cáceres. A “Operação Noturnos” recebeu esse nome porque os suspeitos entravam com a droga no Brasil através de caminhada noturna e também a enviavam para outros Estados através de “mulas” que viajam somente à noite.

Fonte: UOL Notícias

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Desvio de medicamentos | Polícia Federal | Bandeirantes/PR | Pratiprazol

Polícia Federal apreendeu na manhã desta terça-feira (27/09/2011) na cidade de Bandeirantes uma grande quantidade de Pratiprazol. O medicamento, comprado para ser distribuído gratuitamente pela rede pública do Paraná, estava sendo vendido por R$ 13,99 a cartela em uma farmácia do município.

Segundo a PF, o medicamento foi adquirido pelo Consórcio Paraná Saúde para ser distribuído as regionais de saúde que teriam que fazer a distribuição para os municípios e estes à população em geral, de forma gratuita.

Uma pessoa que comprou esta cartela em Bandeirantes fez a denúncia à Polícia Federal. Segundo investigação da PF o início do esquema foi descoberto hoje mas há fortes indicíos de um grande esquema de corrupção. De acordo com a PF, falta ainda identificar o servidor público envolvido no esquema de desvio de medicamentos. Ainda não se sabe se o envolvido trabalha na regional de saúde ou na Prefeitura de Bandeirantes.

Fonte: Bonde News

sábado, 24 de setembro de 2011

Discurso do Deputado Federal Jair Bolsonaro sobre a Comissão da Verdade


Video do Youtube com o discurso do Deputado Federal Jair Bolsonaro sobre a Comissão da Verdade!

Fonte: Regime Militar 64 - Canal Youtube

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Polícia Federal em Londrina/PR apreende 6,3 milhões de cigarros em Rolândia

Policiais federais de Londrina apreenderam caminhão carregado com contrabando na BR-369, em Rolândia, durante a manhã desta terça-feira (13/09/2011). O veículo transportava 630 caixas de cigarros contrabandeados de Guaíra para São Paulo.

A viatura policial suspeitou do motorista depois que ele tentou usar uma rota alternativa. O condutor foi preso em flagrante. Ele, que tem 40 anos, é reincidente e foi indiciado por contrabando e descaminho. Se condenado por pegar até quatro anos de prisão.

O condutor é mantido na carceragem da Polícia Federal de Londrina. O caminhão carregado de cigarros foi encaminhado à Receita Federal de Londrina. O veículo transportava 6,3 milhões de cigarros. A carga é avaliada em R$ 472 mil.

Fonte: Bonde

PF apreende caminhão na BR-369 com mais de 600 caixas de cigarros do Paraguai

A Polícia Federal (PF) em Londrina apreendeu na manhã desta terça-feira (13/09/2011) um caminhão lotado de cigarros contrabandeados na BR-369, entre os municípios de Cambé (16 km de Londrina) e Rolândia (27 km). A carroceiria do caminhão estava com cerca de 630 caixas do material do Paraguai.

Segundo o delegado da PF em Londrina, Cleo Matusiak Mazzotti, o veículo foi abordado por volta das 11 h durante uma operação de rotina. O motorista - que não teve o nome divulgado – confirmou que estava com a carga de origem estrangeira e foi detido. Ele ficará a disposição da Justiça Federal.

"O motorista já tem outros antecedentes pelo crime por descaminho. Fica claro que fazia isso como um modo de vida", declarou. O condutor do caminhão, segundo o delegado, teria sido contratado em Guaíra para levar a carga até São Paulo.

Mazzotti contou que ação durou pouco menos que uma hora. O caminhão foi encaminhado para a delegacia da PF e seguirá, por volta das 15h, para o pátio da Receita Federal.

Fonte: O Diario

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Operação Voo Livre | Polícia Federal | Rio de Janeiro/RJ

A Superintendência da Polícia Federal deflagrou, no fim da manhã desta quinta-feira (01/09/2011) no Rio de Janeiro, uma operação para combater um esquema de fraude à Receita que vinha ocorrendo, pelo menos, desde 2009 e que desviava cerca de R$ 150 milhões em tributos não recolhidos por ano.

Segundo a PF, que investigou o caso junto com a Receita, produtos eletrônicos entravam no Brasil por meio do aeroporto internacional Tom Jobim sem serem tributados. O volume das mercadorias, que vinham principalmente dos EUA, alcançava um valor médio de R$ 20 milhões por mês e representava quase R$ 12 milhões em impostos não pagos.

Empresários e pessoas físicas compravam produtos no exterior e enviavam, pelo correio, para o Brasil. Por meio de declarações falsas de conteúdo, era possível evitar o pagamento dos impostos. A fiscalização não era feita pelos servidores da Receita.

Outra forma de sonegar impostos era enviar produtos por meio de passageiros, chamados de “astronautas”. O dono das mercadorias ligava para os fiscais da Receita e avisava quem era o “astronauta” que chegaria ao aeroporto. Os agentes, então, deixavam de fiscalizar as mercadorias. Já os policiais federais faziam o chamado “atendimento VIP”, em que escoltavam o passageiro para agilizar os processos de imigração e de aduana.

Em outro esquema, servidores públicos e empregados de empresas prestadoras de serviço no aeroporto desviavam mercadorias em benefício próprio ou de conhecidos. “Eram esquemas diferentes, mas a investigação conseguiu identificar uma organização criminosa, que, de maneira estruturada, atuava no Aeroporto Tom Jobim, justamente com esse propósito, de trazer ao Brasil mercadorias dos Estados Unidos, em especial de Miami”, disse o delegado.

O delegado da PF e coordenador da operação, batizada de Voo Livre, Macelo Freitas, disse que hoje foram indiciados 12 servidores da Receita, três policiais federais e sete prestadores de serviços. Há mais cem pessoas envolvidas que devem ser ouvidas e podem também ser indiciadas.

Todos os funcionários indiciados já estavam afastados de suas funções, mas tiveram prisão preventiva negada pela Justiça. Eles também respondem a processos administrativos em seus locais de trabalho e podem ser expulsos. O delegado informou ainda que dois passageiros presos em flagrante, em março deste ano, com R$ 1 milhão em mercadorias, respondem em liberdade.

As autoridades americanas contribuíram com a operação fornecendo declarações de passageiros que chegavam no país com mais de R$ 10 mil. Com o cruzamento de dados, a PF pôde avaliar quem levava dinheiro e voltava com mercadorias.

Os integrantes do esquema devem responder pelos crimes de descaminho (entrada de produtos legais sem recolhimento de impostos), formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Fonte: UOL Noticias

sábado, 20 de agosto de 2011

Pai e filho são presos tentando transportar 25,3 kg de crack para Natal/RN

PF prende dupla transportando drogas no tanque de combustível para o RN

Dois paraenses foram presos nesta sexta-feira (19/08/2011), na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Os dois homens, que são pai e filho, foram identificados pela Polícia Federal como sendo um comerciante de 42 anos e um agropecuarista de 67 anos. Os nomes dos acusados não foram divulgados.

A dupla viajava em um veículo Honda City, e no tanque de combustível do carro estavam escondidos 25,3 kg de crack. Os paranaenses foram presos durante uma fiscalização em veículos que transitavam pela BR 101.

A polícia desconfiou que poderia haver um irregularidade porque os dois suspeitos se mostraram nervosos durante a abordagem, apesar dos documentos do carro estarem legais. Quando perguntados porque estavam no Rio Grande do Norte pai e filho alegaram serem turistas. A polícia consultado os antecedentes criminais da dupla e constataram duas passagens por tráfico de drogas na ficha do comerciante.

Por causa da desconfiança dos agentes, o veículo passou por uma rigorosa inspeção e apresentou vestígios de que alguns componentes haviam sido desmontados recentemente. Um deles era o tanque de combustível, que ao ser aberto continha 23 tabletes de crack envoltos em bexigas coloridas.

Os acusados foram presos e informaram que o veículo com as drogasseria deixado no estacionamento do aeroporto internacional Augusto Severo, em Parnamirim. Os suspeitos foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória de Pirangi onde permanecerão à disposição da Justiça. Esta foi a 5ª apreensão de crack feita pela Polícia Federal este ano no Rio Grande do Norte.

Fonte: NE 10

Pai e filho são presos tentando transportar 25,3 kg de crack para Natal

A Polícia Federal prendeu no final da manhã desta sexta-feira,19 de agosto de 2011, em Natal, um comerciante e um agropecuarista, ambos paranaenses, de 42 e 67 anos, respectivamente, que viajavam em um Honda City. Com eles foram encontrados 25,3 kg de crack que estavam escondidos no interior do tanque de combustível.

Uma equipe da PF, desde as primeiras horas da manhã, realizava uma fiscalização em veículos que transitavam pela BR 101, quando, na altura de São José de Mipibu, contando com o apoio de Policiais Rodoviários Federais, foi dada ordem de parada a um veículo com placa de Londrina/PR que conduzia dois homens, os quais após identificados constatou-se serem pai e filho.

Durante a abordagem, mesmo com os documentos sem nenhuma irregularidade, os suspeitos se mostravam bastante nervosos. Indagados sobre a razão da presença em território potiguar, alegaram ser turistas, porém ao ser consultado seus antecedentes criminais constava contra o comerciante duas passagens por tráfico de drogas.

Desconfiados, os policiais resolveram conduzi-los até a Superintendência da PF onde o veículo passou por uma rigorosa inspeção e apresentou vestígios de que alguns componentes haviam sido desmontados recentemente. Um deles era o tanque de combustível que ao ser aberto continha 23 tabletes de crack envoltos em bexigas coloridas.

Os acusados então receberam voz de prisão e ao serem autuados declararam que o carro havia sido entregue já "pronto" em Londrina e que tinham a intenção de deixá-lo no estacionamento do aeroporto internacional Augusto Severo, em Parnamirim, com as chaves sobre um dos pneus à espera do destinatário da droga, a quem taxativamente alegaram desconhecer. Indagados sobre outros detalhes, pai e filho optaram por ficar em silêncio.

Após serem submetidos a exame de corpo de delito no ITEP, os suspeitos foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória de Pirangi onde permanecerão à disposição da Justiça.

Esta foi a 5ª apreensão de crack feita pela Polícia Federal este ano no RN. O total da droga apreendido já ultrapassa os 223 kg.

Fonte: Tribuna do Norte

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

João Victor e Kauê - Me Enlouquece | Sertanejo Universitário 2011





Fonte: João Victor e Kauê

CARTA AO SENHOR JOBIM | General-de-Exército Luiz Gonzaga Schroeder Lessa

CARTA AO SENHOR JOBIM
Luiz Gonzaga Schroeder Lessa
12 de agosto de 2011

Como era natural, o senhor se foi, sem traumas, sem solavancos, subs-tituído quase que por telefone, não durando mais do que cinco minutos o seu despacho de despedida com a presidente, que, de forma providencial, já tinha até o seu substituto definido. Surpreso? Nem tanto.
Substituição aceita com a maior naturalidade, pois ela é parte da rotina militar.
O senhor talvez esperasse adesões e simpatias que não ocorreram, pri-meiro, pela disciplina castrense e, depois, pelo desgaste acumulado ao longo dos seus trágicos 4 anos de investidura no cargo de ministro da defesa. E como um dia é da caça e outro do caçador, o senhor foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração a sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com exemplares militares que tiveram, por dever de ofí-cio, a desventura de servir no seu ministério (veja que omiti a palavra comando, porque o senhor nunca os comandou).
O desabafo à revista Piauí, gota d’água para a sua saída, retrata com fidelidade e até mesmo estupefação o seu ego avassalador, que julgava estar acima de tudo e de todos, a prepotência, a arrogância e a afetada intimidade com os seus colaboradores no trato dos assuntos funcionais, o desconhecimento dos preceitos da ética e do comportamento militar, a psicótica necessidade de se fantasiar de militar, envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas, como se um oficial-general se fizesse unicamente pelos uniformes, galões e insígnias que usa, esquecendo que a sua verdadeira autoridade emana dos longos anos de serviços prestados à Nação e da consideração e do respeito que nutre pelos seus camaradas. O senhor, de fato, nunca a entendeu e nunca foi compreendido e aceito pela tropa, por faltar-lhe um agregador essencial – a alma de Soldado.
Sua trajetória no Ministério da Defesa foi a mais retumbante desmisti-ficação daquilo que prometeu realizar.
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Infelizmente, as Forças Armadas ficaram piores, ainda mais enfraque-cidas. Suas promessas de reaparelhamento e modernização não se realizaram. Continuam despreparadas para cumprir as suas missões e, na realidade, são forças desarmadas, só empregadas no cumprimento de missões policiais, muito aquém das suas responsabilidades constitucionais.
A Marinha poderá até apresentar um saldo positivo no seu programa de submarinos, mas a força de superfície está acabada, necessitando de urgente renovação, que não veio. A Aeronáutica prossegue sonhando com os moder-nos caças com que lhe acenaram, programa que desafia a paciência e aguarda por mais de 10 anos. O Exército parece ser o que se encontra em pior situação no tocante ao seu equipamento e armamento, na quase totalidade com mais de 50 anos de uso. Nem mesmo o seu armamento básico, o fuzil, teve substituto à altura. Evolução tecnológica, praticamente, nenhuma. O crônico problema sala-rial que, por anos, atormenta e inferioriza os militares que são tratados quase como párias, não teve uma programação que pretendesse amenizá-lo. A Comis-são da Verdade, em face da sua dúbia atitude, é obra inconclusa, que tende a se agravar como perigoso fator desagregador da unidade nacional
O que fez o senhor ao longo desses quatro últimos anos para reverter essa situação, Sr Jobim. Nada! Só palavrório, discursos vazios, promessas que não se cumpriram, enganações e mais enganações. Mas sempre teve a paciên-cia, a lealdade e a fidelidade dos Comandantes de Força.
A Estratégia Nacional de Defesa é o maior embuste que tenta vender. Megalômana, sem prazos e recursos financeiros delimitados por específicos programas governamentais, é um documento político para ser usado ou des-cartado ao sabor das circunstâncias, como atualmente ocorre, quando é vítima dos severos cortes orçamentários impostos às Forças Armadas, que inviabili-zam os seus sonhos de modernização. Mal sobram recursos necessários para a sua vida vegetativa.
O caos aéreo que prometeu reverter com a modernização da infraestru-tura aeroportuária só fez crescer e ameaça ficar fora de controle.
Você (como gosta de chamar os seus oficiais-generais) foi um embuste, Jobim.
Por tudo de mal que fez à Nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias, das suas pretensões de efetivamente
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comandar as Forças Armadas, mesmo que para isso tivesse que usurpar os limites constitucionais.
Você parte amargando a compreensão de que nada mais foi do que um funcionário ad nutum, como todos os demais, demitido por extrapolar os limi-tes das suas atribuições. A contragosto, é forçado a admitir que o verdadeiro comandante das Forças Armadas é a Presidente Dilma que, sem cerimônia, não tem delegado essa honrosa missão exercendo-a, por direito e de fato, na plenitude da sua competência.
Você acusou o golpe. Não teve, nem sequer, a disposição de transmitir o cargo que exerceu. Faceta da sua personalidade que a história saberá julgar.
Como no Brasil tudo o que está ruim pode ficar ainda pior, vamos ter que aturar o embaixador Amorim, que por longos 8 anos deslustrou o Itama-raty e comprometeu a nossa tradicional e competente diplomacia. Sem afini-dade com as Forças, alheio aos seus problemas e necessidades mais premen-tes, com notória orientação esquerdista, só o tempo dirá se a sua indicação valeu a pena.
No fundo, creio mesmo que só ao Senhor dos Exércitos caberá cuidar das nossas Forças Armadas.

1) O autor é General-de-Exército, Ex-Presidente do Clube Militar e Membro Fun-dador da Academia Brasileira de Defesa.
2) As matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores e não represen-tam, necessariamente, o pensamento da ABD