quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Operação Colônia | Polícia Federal | Porto Paranaguá | Paraná

OPERAÇÃO COLÔNIA - Ação contra roubo de cargas no porto de Paranaguá prende 55 no Paraná

Ao todo, 121 mandados de prisão serão cumpridos no PR, SP e SC. As investigações começaram a ser feitas pela PF e pelo MP-PR há 11 meses, depois que empresas que atuam no porto denunciaram o roubo de cargas.

Trinta e cinco foram presas em Paranaguá, no Litoral do estado do Paraná, na manhã desta quarta-feira (06/10/2010), até as 9h30, durante uma operação da Polícia Federal, com o apoio da Polícia Militar para prender membros de seis quadrilhas que desviavam cargas do Porto de Paranaguá/PR. Até as 12h30, 55 pessoas tinham sido presas no Paraná, segundo a assessoria de imprensa da PF.

Na região de Maringá foram presas 12 pessoas acusadas de envolvimento no esquema. As prisões foram realizadas em Maringá, Mandaguari e Marialva.

Com exceção das prisões que ocorreram no Litoral e na região de Maringá, a PF não soube informar, até as 12h30, em quais cidades do estado tinham sido cumpridos os demais mandados de prisão preventiva.

Ao todo, 121 mandados de prisão serão cumpridos no Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

As investigações começaram a ser feitas pelo Departamento de Polícia Federal no Paraná e pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) há 11 meses, depois que empresas que atuam no porto denunciaram o roubo de cargas.

Um dos 35 presos no Litoral é um policial civil da referida cidade do litoral paranaense. De acordo com o Delegado da PF em Paranaguá, Jorge Luís Fayad Nazário, um fiscal da Receita Estadual e um advogado também foram presos no Litoral. Além desses, dois policiais civis devem ser presos em Curitiba.

Ao todo, 60 mandados de prisão preventiva serão cumpridos em Paranaguá - restavam ainda 25, por volta das 9h30. A PF cumprirá também 98 de busca e apreensão nos três estados.

Segundo a PF, duas mil toneladas de grãos foram desviadas do Porto de Paranaguá apenas neste ano. Os policiais são suspeitos de terem praticado os crimes de extorsão e prevaricação (não cumprimento da função pública por má-fé ou por improbidade).

Entre os membros das quadrilhas estão também caminhoneiros, funcionários de terminais portuários, donos de empresas de fachada – que fazem a emissão de notas frias - e receptadores. Além disso, outras pessoas eram intermediárias e passavam informações sobre as cargas desviadas.

Os intermediários também aliciavam os responsáveis pela pesagem das cargas em empresas e transportadoras. O advogado preso em Paranaguá seria o responsável por esses aliciamentos.

Alguns métodos utilizados pelos membros das quadrilhas para desviar as cargas eram o lançar descargas que não ocorreram nos sistemas dos terminais portuários, carregar os produtos retirados do Porto de Paranaguá em caminhão com placas clonadas e documentos falsos, e ainda a substituição de fertilizantes desviados por produtos de menor valor, de acordo com a PF.

Os produtos mais desviados do porto eram óleo de soja e cloreto de potássio.

Troca de tiros

Os 35 presos no Litoral foram localizados em casa. Um deles reagiu a prisão e houve troca de tiros com os policiais federais e militares. Ninguém se feriu e o suspeito acabou preso.

Em outra situação, um dos suspeitos também foi preso por porte ilegal de arma.

Fonte: Gazeta do Povo

A Polícia Federal e a Polícia Militar iniciaram nesta quarta-feira (06/10/2010) a Operação Colônia, que busca desmantelar seis quadrilhas envolvidas com desvios de carga no Porto de Paranaguá, no litoral do estado. Somente na região de Maringá, 12 pessoas foram presas acusadas de envolvimento no esquema. A PF estima que duas mil toneladas de grãos tenham sido desviadas do porto apenas neste ano. Até o início da tarde, 55 pessoas tinham sido presas em todo o Paraná.

Segundo a PF, as prisões na região ocorreram em Maringá, Mandaguari e Marialva. Entre os detidos está um fiscal da Receita Estadual. No total, estão sendo cumpridos 121 mandados de prisão preventiva e 98 de busca e apreensão nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Todos os mandados foram expedidos pela 1.ª Vara Criminal de Paranaguá.

Entre os membros das quadrilhas, estão caminhoneiros, funcionários de terminais portuários, donos de empresas de fachada – que fazem a emissão de notas frias - e receptadores. Além disso, outras pessoas eram intermediárias e passavam informações sobre as cargas desviadas.

Os intermediários também aliciavam os responsáveis pela pesagem das cargas em empresas e transportadoras. Um advogado de Paranaguá seria o responsável por esses aliciamentos e também era procurado pela PF.

Empresas lesadas serão informadas

De acordo com comunicado repassado pela Polícia Federal, as empresas lesadas não terão os nomes divulgados, mas seus proprietários serão contatados nos próximos dias para auxiliarem nas investigações e fornecerem mais documentação comprobatória dos crimes.

Denúncias motivaram operação

A Operação Colônia, realizada pela Polícia Federal no Paraná em conjunto com o Ministério Público Estadual, foi concebida após diversas denúncias encaminhadas por empresas que haviam sido lesadas pelos criminosos. Segundo a Polícia Federal, os criminosos utilizam diversos métodos para executarem os crimes, como lançamento fictício de descargas nos sistemas de terminais portuários, substituição de fertilizantes desviados por produtos de menor valor e carregamentos de caminhões com placas clonadas e documentos falsos que nunca chegam ao destino.

Fonte: Gazeta Maringá

Assalto a Lotérica Muricy | Curitiba | Videos



Ladrões aproveitam vulnerabilidade de casas lotéricas para praticar assaltos.

Com a greve dos bancos, muita gente paga as contas em lotéricas, o que acumula muito dinheiro nos caixas. Mas o sistema de segurança não aumenta.

Em menos de cinco minutos e sem disfarce, os ladrões entraram na lotérica e renderam os clientes. Enquanto um esvaziava o cofre, outro cuidava para ninguém sair da loja. Até a sombrinha de uma cliente foi levada. Tudo registrado pelas câmeras do circuito interno.

O assalto ocorreu dia 04/10/2010 na lotérica que fica ao lado da sede da Polícia Federal no centro de Curitiba/PR. No momento do crime, um policial (APF Edson Martins Matsunaga) que estava de plantão tentou impedir que os bandidos fugissem. Houve troca de tiros. O Policial Federal - APF MATSUNAGA - foi atingido e morreu a caminho do hospital.

"As lotéricas são bem mais vulneráveis que os bancos, porque não têm porta de segurança, não têm biombo, não têm impedimento de uso de celulares”, diz o Delegado Silvan Pereira.




Fonte: G1

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Morte de Policial Federal | Assalto Lotérica | Curitiba/PR

Policial federal morre ao tentar impedir assalto em lotérica

Um suspeito foi preso. De acordo com a Polícia Federal, ele seria um estudante do Direito que fugiu recentemente do sistema prisional.

Um Agente da Polícia Federal (PF) foi morto, na noite desta segunda-feira (04/10/2010), ao tentar impedir um assalto a uma casa lotérica, localizada no Centro de Curitiba. Ele teria trocado tiros com os bandidos, mas acabou atingido e morreu a caminho do hospital. A identidade do Policial Federal não foi confirmada pelas autoridades.

De acordo com as primeiras informações da PF, por volta das 19h30, três homens armados invadiram a lotérica, na Rua Doutor Muricy e anunciaram o assalto. O Agente saía da sede da PF – que fica ao lado do estabelecimento – e teria tentado impedir a fuga dos bandidos. Após ser baleado, o policial teria sido socorrido por clientes do estabelecimento, mas morreu enquanto era levado ao Hospital Evangélico em um táxi.

A PF confirmou que um homem foi preso, acusado de participar do assalto. A identidade dele não foi divulgada, mas, de acordo com a PF, ele seria um estudante de Direito, que estaria foragido do sistema prisional. Os outros dois bandidos conseguiram fugir em um carro e, até as 21h15, não haviam sido localizados.

Policial federal morre durante assalto a casa lotérica no centro de Curitiba

Um assalto a uma casa lotérica no centro de Curitiba hoje (04/10/2010), por volta das 18h50, terminou com a morte de um Policial Federal que iria se aposentar no mês que vem. Segundo testemunhas, o policial saía da sede da PF, que fica ao lado da Lotérica Muricy, no mesmo momento em que seis bandidos deixavam o local que tinham acabado de assaltar. Ele teria sacado a arma, mas foi baleado antes de reagir. O policial chegou a ser levado para o Hospital Evangélico por um taxista que passava pela rua Dr. Muricy, mas morreu antes de ser socorrido. Um dos assaltantes foi preso e os outros cinco conseguiram fugir.

Tudo indica que o assalto foi bastante planejado. Em razão da greve dos bancos, a lotérica teve um movimento cinco vezes acima do normal. Os ladrões sabiam disso e foram para o local no final do expediente, certos de que iriam roubar muito dinheiro. A ação foi rápida. Eles renderam os atendentes e o dono da lotérica e levaram tudo que estava nos caixas. Na saída, cruzaram com o policial federal que foi baleado no peito.

Testemunhas disseram à polícia, que uma mulher loira aguardava os bandidos em um carro branco. Assim que saíram da lotérica, se comunicaram pelo rádio dizendo que tudo tinha dado certo. Em seguida, entraram no veículo. Um sexto assaltante, que usava um colete a prova de balas, ficou para trás e pegou a direção contrária. Ele foi surpreendido por policias militares e preso em flagrante.

O dono da Lotérica Muricy, Auxílio Suguimoto, disse em entrevista à Banda B, que os assaltantes levaram pouco dinheiro. “Eles imaginavam que iriam encontrar uma alta quantia aqui por causa do grande movimento, mas se enganaram. Levaram pouca coisa”, afirmou.

Neste momento, o assaltante preso está sendo interrogado por policiais federais e ainda não teve o nome revelado.

Fonte: Banda B AM 550

Policial federal morre ao tentar impedir assalto em lotérica

Um suspeito foi preso. De acordo com a PF, ele seria um estudante do Direito que fugiu recentemente da Colônia Penal Agrícola

O Agente da Polícia Federal (APF) Edson Martins Matsunaga, 45 anos, foi morto, na noite desta segunda-feira (04/10/2010), ao tentar impedir um assalto a uma casa lotérica, localizada no Centro de Curitiba. Ele teria trocado tiros com os bandidos, mas acabou atingido e morreu a caminho do hospital.

De acordo com as primeiras informações da PF, por volta das 19h30, três homens armados invadiram a lotérica, na Rua Doutor Muricy e anunciaram o assalto. O agente saía da sede da PF – que fica ao lado do estabelecimento – e teria tentado impedir a fuga dos bandidos. Após ser baleado, o policial teria sido socorrido por clientes do estabelecimento, mas morreu enquanto era levado ao Hospital Evangélico em um táxi.

A PF confirmou que um homem foi preso, acusado de participar do assalto. A identidade dele não foi divulgada, mas, de acordo com a Polícia Federal, ele seria um estudante de Direito, que estaria foragido da Colônia Penal Agrícola. Os outros dois bandidos conseguiram fugir em um carro, levando o dinheiro do caixa - a quantia não foi revelada - e, até as 21h15, não haviam sido localizados.

Fonte: Gazeta do Povo

Policial Federal reage a assalto | Bandido Morto | Cascável/PR

Bandido é morto por Policial Federal durante assalto em Cascável/PR

Muitas pessoas se aglomeraram ao redor da panificadora, a rua precisou ser isolada. O corpo do assaltante ficou no interior do estabelecimento até a chegada da Perícia de Foz do Iguaçu...

Mais uma panificadora foi assaltada na noite deste sábado (02/10/2010), desta vez, um bandido morreu. Dois indivíduos armados, deram voz de assalto ao estabelecimento comercial que fica no cruzamento da rua Mato Grosso com a Vicente Machado, centro de Cascavel/PR.

Enquanto um dos bandidos abordava a atendente do caixa, Lourival Bezerra que fazia a segurança da panificadora reagiu e foi atingido por um tiro no peito, na altura da clavícula.

Um policial federal que lanchava no local reagiu e acabou desferindo um tiro nas costas do outro assaltante.

Marcos Almeida conhecido como ‘Dentinho’ morreu no local. Com ele a polícia encontrou um revólver calibre 38. O rapaz que era morador do bairro Interlagos, tinha passagem pela polícia por assalto. O outro bandido fugiu levando em torno de R$ 200,00 em dinheiro.

O homem que fazia a segurança do local foi atendido pelos socorristas e o médico do Siate, e em seguida levado ao Hospital Universitário em estado grave.

Policiais civis, militares, federais e o perito da Criminalística estiveram na situação.

Muitas pessoas se aglomeraram ao redor da panificadora, a rua precisou ser isolada e o trânsito bloqueado.

O IML (Instituto Médico Legal) esteve no local, no entanto o corpo da vítima só foi liberado mediante perícia da Polícia Federal de Foz do Iguaçu.

Fonte: CGN Notícias (clique no link ao lado para ver o vídeo)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tentativa assalto | Café Cacique | Londrina

Cerca de dez homens fortemente armados invadiram na madrugada desta quinta-feira (30/09/2010) a empresa de Café Cacique, na zona oeste da cidade de Londrina/PR. De acordo com o relações públicas da Polícia Militar do Paraná, Tenente Eguedis, vigilantes e funcionários da empresa foram rendidos um pouco antes da 1h pelos assaltantes, que intencionavam roubar o caixa eletrônico localizado nas dependências do estabelecimento.

Durante o arrombamento do caixa, policiais militares que faziam o patrulhamento na região perceberam a movimentação estranha na empresa e ao se aproximarem foram recebidos a tiros. No tiroteito, o Policial Militar Luiz Carlos Gomes, de 44 anos foi ferido na região do abdômen. Segundo o Tenente, ele passou por cirurgia e passa bem.

Os assaltantes conseguiram fugir em três veículos, um Fiat Fiorino, um Volkswagem Gol e um veículo Kia modelo não informado. Segundo a PM, os três veículos haviam sido furtados na semana passada em Londrina e estavam com placas 'frias'.

A Polícia Militar já conseguiu prender um dos integrantes da quadrilha. Com ele, os policiais encontraram uma escopeta calibre 12. "Agora é questão de tempo para conseguirmos capturar os demais", finalizou o tenente Eguedis.

O nome do bandido não foi divulgado mas a polícia informou que ele já tem antecedentes por tráfico de drogas na cidade de Maringá.

Fonte: BondeNews

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Extinção da Punibilidade | Mensalão STF | Morte Janene

Um dos 40 réus da ação penal número 470 no Supremo Tribunal Federal (STF), referente ao caso do mensalão, o ex-deputado federal José Janene (PP) teve ontem (16/09/2010) extinta a punibilidade no processo, em função de seu falecimento, ocorrido na última terça-feira (14/09/2010) em São Paulo. A extinção de punição ao agente público processado criminalmente é prevista pelo Código Penal, em seu artigo 170, inciso primeiro, mas não se estende a co-autores e partícipes. A extinção foi proposta pelo presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, e acolhida pelo Plenário por unanimidade.

No processo do mensalão, Janene e outros 39 réus foram acusados dos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, após o escândalo que veio à tona, em 2005, na denúncia feita pelo então deputado federal e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson. Segundo o petebista, Janene teria sido o operador do esquema e se beneficiado de uma soma de R$ 4,1 milhões (Operação Lavaduto).

Ontem (16/09/2010), o site do STF informava que a extinção da punibilidade foi decidida em julgamento que se deu ''no exame do nono agravo regimental interposto no processo do mensalão contra decisão do relator, ministro Joaquim Barbosa, que negou pedido de anulação de audiência em que um juiz federal de Porto Alegre ouviu uma das testemunhas do processo''. O recurso teve o julgamento suspenso na sessão do dia 9 de setembro de 2010, quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo - cinco dias antes da morte do parlamentar, em São Paulo, decorrente de complicações de uma infecção bacteriana a um quadro grave de cardiopatia. Ele ficou 42 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto do Coração (Incor) e aguardava, há três meses, por um transplante de coração.

O advogado do ex-deputado, Adolfo Góis, avaliou que a extinção da punibilidade ''é a consequência natural em caso de morte, um fato público e notório; independe da condição da defesa''. Indagado sobre o andamento do processo, Góis afirmou que Janene sequer havia ainda sido interrogado - uma vez que corre a fase de oitiva das testemunhas. Sobre eventual citação do nome do ex-parlamentar por outros réus, quando interrogados, com fins ou não de responsabilizá-lo, o advogado resumiu: ''Não sei a estratégia dos co-réus, mas fixação de eventual pena vai de acordo com a participação de cada um''.

A respeito das ações do caso Ama-Comurb, de supostas fraudes em licitações da Prefeitura de Londrina no terceiro mandato de Antonio Belinati (PP), Góis afirmou que ''as três ou quatro ações criminais'' a que Janene respondia também terão extinção da punibilidade. ''Mesmo nas acusações mais violentas que ele sofreu, do Ama-Comurb até hoje a Justiça só se posicionou em três oportunidades - e ou ele foi absolvido, ou o caso em relação a ele foi arquivado. Na única ação civil pública em que houve julgamento, todos os réus foram condenados, menos ele.

Fonte: Folha de Londrina

terça-feira, 14 de setembro de 2010

José Mohamed Janene | Morte | Mensalão

Morreu na madrugada desta terça-feira (14/09/2010) o ex-deputado federal José Mohamed Janene, de 54 anos, que estava internado desde 4 de agosto de 2010 no Instituto do Coração (Incor) em São Paulo. Segundo o hospital, Janene estava inscrito em fila de espera para transplante de coração havia três meses.

O ex-deputado foi internado em São Paulo para ser submetido a cirurgia de troca de cardiodesfibrilador implantável. Desde a realização da cirurgia, ele estava internado sob tratamento intensivo na Unidade de Recuperação Pós-Operatória do Incor.

Em fevereiro, ele havia sido internado em Londrina após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

Mensalão

Ex-líder do PP, José Janene (JJ) era um dos réus do esquema de compra de votos de parlamentares, episódio conhecido como mensalão. Em 2006, o então parlamentar foi absolvido na Câmara do processo de cassação, por falta de votos favoráveis à saída do deputado.

Janene era suspeito de ter recebido, quando presidia o PP, R$ 4,1 milhões do esquema. A suspeita é que o recurso tivesse origem nas empresas do publicitário Marcos Valério de Sousa. Ele sempre negou a acusação. Na ação, ele é acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Fonte: G1

Ex-deputado federal José Janene morre


O ex-deputado federal José Mohamed Janene, de 55 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (14/09/2010) em São Paulo.

Janene estava internado no Instituto do Coração (Incor) desde 4 de agosto, recuperando-se de cirurgia de troca de cardiodesfibrilador implantável, realizada em 5 de agosto. O ex-deputado tinha uma insuficiência cardíaca congestiva grave e aguardava transplante de coração havia 3 meses, segundo o Incor.

O corpo do ex-deputado está sendo velado na Mesquita Rei Faiçal, que fica na Vila Siam, zona leste de Londrina.
O corpo foi trazido de avião para Londrina, onde chegou por volta de 10 horas. O velório será realizado a partir das 15h30 na Mesquita Rei Faiçal (na rua São Marcos, Vila Siam, zona leste de Londrina/PR) e o sepultamento, previsto para o final da tarde desta terça, foi adiado para as 10 horas de quarta-feira (15/09/2010) no Cemitério Islâmico.

O horário do óbito, segundo o Incor, foi às 0h25; segundo nota do hospital, a morte foi "em consequência de evolução de quadro de choque séptico".

Janene, deputado por três mandatos, era um dos deputados envolvidos no conhecido escândalo do "mensalão", investigado durante o primeiro mandato de Lula, e suspeito de ter recebido R$ 4,1 milhões do esquema, quando presidia o PP.

Ele sempre negou a acusação. Na ação penal, Janene era acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Fonte: Bonde News

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Operação Mãos Limpas | Polícia Federal | Amapá

A Polícia Federal prendeu no dia 10/09/2010, durante a Operação Mãos Limpas, o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias, o ex-governador Waldez Góes e 16 empresários, servidores públicos e políticos, acusados de desviar R$300 milhões em recursos das áreas de educação, saúde, assistência social, entre outras. Na Operação Mãos Limpas, a PF também obteve autorização judicial para conduzir à força para depor o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Amanajás, o prefeito de Macapá, Roberto Góes, e 85 suspeitos de envolvimentos com corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, entre outros crimes.

Entre os presos estão o presidente do Tribunal de Contas do Amapá (TCE-AP), José Júlio de Miranda Coelho; o secretário de Segurança, Aldo Alves Ferreira, Delegado de Polícia Federal; a ex-primeira-dama Marília Brito Xavier (mulher de Waldez); e Ruy Santos Carvalho, chefe da Superintendência de Agricultura, vinculada ao Ministério da Agricultura.

Durante as buscas, a PF apreendeu 1 milhão de reais em espécie, duas armas e cinco carros de luxo das marcas Ferrari, Masserati, Mercedes-Benz e Mini Cooper.

Fraudes em licitações em troca de propina

Os veículos foram apreendidos na casa de praia do presidente do TCE em João Pessoa. A maior parte do dinheiro (R$540 mil) foi recolhida na casa do secretário de Segurança. Outros R$250 mil estavam na casa do Deputado Estadual Edinho Duarte.

Depois das prisões, o presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Dôglas Evangelista Ramos, de 67 anos, assumiu o governo do estado. A operação deverá ter forte impacto na corrida eleitoral. Os principais candidatos majoritários foram atingidos pelas investigações. O governador Pedro Paulo Dias concorre à reeleição, assim como o presidente da Assembleia. O ex-governador Waldez Góes, que deixou o cargo em abril de 2010 para disputar o Senado, lidera as pesquisas.

Na noite de 10/09/2010, os acusados foram levados a Brasília, onde devem ficar presos ao menos até quarta-feira (15/09/2010), quando expira o prazo da prisão temporária, decretada pelo Ministro do STJ João Otávio de Noronha, que preside o inquérito sigiloso no Superior Tribunal de Justiça. O governador e o presidente do TCE, que têm foro privilegiado, vão ficar em sala de especial na Superintendência da PF. São as mesmas instalações que abrigaram o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

Os demais presos seriam transferidos de madrugada para a Penitenciária da Papuda, em Brasília. As investigações, que envolveram o Departamento de Polícia Federal (DPF), Receita Federal (RFB) e Controladoria Geral da União (CGU), começaram em agosto de 2010. Revelaram um esquema de desvio dos fundos de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Ensino Fundamental (Fundef), do governo federal, repassados à Secretaria da Educação. Conforme a PF, empresas eram contratadas mediante fraudes em licitações, sem formalidades legais. Em troca, integrantes do governo recebiam propina.

Apenas uma empresa de segurança, com contrato emergencial de três anos, recebia R$2,5 milhões mensais do estado. Levantamento da CGU mostra que, em 2009 e 2010, os órgãos atingidos pelas fraudes receberam R$800 milhões da União.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Aviões sem co-piloto | Embraer | Brasil


Embraer estuda eliminar a função do co-piloto

Caros demais, pesados demais e desnecessários: a fabricante de aviões brasileira Embraer tem os co-pilotos em baixa estima. Agora a empresa planeja substituí-los por computadores.

Os sistemas de controle de jatos de passageiros quase sempre são duplicados. Por exemplo, há três indicadores de velocidade e até cinco computadores de voo. Tudo é redundância: se um aparelho falha, outro entra em ação.

O mesmo é verdade para os pilotos. Para que uma comida estragada não deixe tanto o piloto quanto o co-piloto fora de ação ao mesmo tempo, há uma regra de ouro na cabine de comando: nunca escolham a mesma refeição.

Mas se as ideias dissidentes de meia dúzia de engenheiros se tornarem realidade, a redundância na cabine de controle pode se tornar algo do passado –e os co-pilotos podem desaparecer em 10 a 15 anos.

O último tabu a 38.000 pés

Luiz Sergio Chiessi, vice-presidente de inteligência de mercado de aeronaves da brasileira Embraer, a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, diz: “Acreditamos ser tecnicamente possível.”

A respeitada revista britânica Flight International concluiu que a Embraer “é a primeira a abrir a questão de tripulações de piloto único”.

Ao fazê-lo, a Embraer está questionando o último tabu que resta na cabine de comando. Depois dos operadores de rádio, navegadores e engenheiros de voo terem sido vítimas das medidas de corte de custos, o braço direito do piloto também pode ser deixado de lado. Até agora, as companhias aéreas tem feito inquirições muito discretas sobre a possibilidade de ter cabines de comando de um piloto só. Até a Airbus, fabricante de aviões europeia, já recebeu muitas perguntas sobre o assunto.

Com tanta pressão para cortar custos, as companhias aéreas acham atraente a possibilidade de cortar o número de funcionários tão bem pagos. Além disso, a rápida expansão de indústria está ameaçando provocar uma falta de pilotos. Por exemplo, nos próximos 20 anos, a fabricante de aviões norte-americana prevê que 448.000 novos pilotos serão necessários.

Excesso de confiança?

Pouco depois de a Embraer fazer seu anúncio bombástico, o Thales Group, um dos principais fabricantes de instrumentos de aeronaves, anunciou que também estava estudando a idéia de uma cabine de um piloto. “É claro que é conveniente dizer: ‘Esqueça; nunca vai acontecer’. Mas olhando para frente no horizonte, temos propostas inteligentes nessa direção”, disse o diretor de inovação de aeronaves comerciais da empresa, Joseph Huysseune, à Flight International. A empresa francesa está conduzindo um projeto chamado “Cockpit 3.0”, que pretende automatizar os instrumentos do avião para permitir que um único piloto possa voar.

Para muitos críticos, isso parece excesso de confiança. Para eles, em um futuro previsível, o estado da tecnologia não garante o grau de confiabilidade necessário. “O avião teria que poder pousar sozinho, se o único piloto estivesse incapacitado”, diz Dieter Reisinger, diretor da Associação de Testes de Voo da Áustria, em Viena. O avião teria que encontrar seu caminho até o aeroporto sozinho ou os instrumentos teriam que ser operados remotamente do solo, “como um avião de brinquedo”, acrescenta Reisinger.

Coisas demais para dominar

Com tais demandas, a Embraer e o Thales Group estão se focando em uma arquitetura de controle de tráfego aéreo completamente nova, que está sendo desenvolvida nos EUA e na Europa. Ela inclui conexões de satélite de alta performance entre o avião e os controladores em terra, além de determinação da posição extremamente precisa.

Hoje, os aviões já podem pousar nas pistas automaticamente com a ajuda de luzes guias. Mas os pilotos ainda monitoram todo o processo. Em caso de emergência –como quando há ventos fortes ou outro avião bloqueando a pista- eles podem entrar e assumir o controle do avião a qualquer momento.

“O ser humano pode dominar criativamente milhares de situações”, diz Holger Duda do Instituto de Sistemas de Voo em Braunschweig, parte do Centro de Aeroespaço Alemão (LDR). Para ter a aprovação de autoridades de aviação, a fabricante teria que provar que os computadores tomariam as decisões corretas em todas essas situações. E isso é “virtualmente impossível”, acredita Duda.

Ainda assim a tentação de cortar pela metade o tamanho da tripulação na cabine de comando é grande. Funcionários do Thales especulam que o processo poderá ser iniciado com aviões de carga, em vez de grandes aviões de passageiros. E a Embraer, de sua parte, tem em vista os jatinhos. O menor deles –inclusive seus próprios modelos Phenom 100 e 300- já têm aprovação para um único piloto. A empresa conseguiu reduzir a quantidade de trabalho do piloto nesses aviões, por exemplo, na lista de checagem. “Se você comparar com a lista de checagem de um avião convencional, para cada 10 itens, há um ou dois no Phenom”, diz Chiessi da Embraer.

Diretrizes técnicas para essas mudanças também poderiam ser encontradas no próspero setor de sondas aéreas não tripuladas, tais como as que estão sendo usadas pelos militares norte-americanos no Afeganistão e em outras partes.

A visão da cabine

Os sindicatos de pilotos estão se preparando para enfrentar essa mudança potencialmente importante. Ainda assim, de acordo com Jörg Handwerg, porta-voz do sindicato de pilotos alemães Cockpit, os pilotos são apenas 4 ou 5% dos custos da aviação. “Duvido que realmente valha a pena as empresas implementarem esse sistema novo tão complexo”, diz ele.

Em fóruns online, alguns pilotos colegas de Handwerg expressam uma opinião mais impertinente dos planos ambiciosos da Embraer. Por exemplo, um capitão escreveu que o piloto extra poderia se deitar de barriga na cabine e pilotar o avião dali para “criar espaço suficiente para outro assento na primeira classe”.

Fonte: DER SPIEGEL - Gerald Traufetter

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Foto do Caveirinha | BOPE | Polícia Militar Rio de Janeiro

O novo "caveirinha" do BOPE veio de Arzamas, na Rússia, e viajou durante um mês num navio que partiu de São Petersburgo. O possível "caveirinha": um veículo blindado usado pelo Exército Russo (Red Army), com dimensões menores que as do caveirão do BOPE da Polícia Militar do Rio de Janeiro, e que poderá ser adotado pela corporação. O veículo foi cedido pelo fabricante, Rosboron Export, para ser testado por um ano pela PM/RJ e poderá reforçar a segurança durante a Copa do Mundo do Brasil em 2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. Trata-se da quarta geração de um blindado projetado e construído para o transporte de tropas em qualquer tipo de terreno.

Com 2,10 metros de largura, 5,70 de comprimento, 6.200 quilos, motor a diesel e capacidade para 11 pessoas (no caveirão são 17), o veículo de patrulhamento em áreas conflagradas, vulgo "caveirinha" chegou no dia 31/08/2010 ao Centro de Manutenção de Veículos Blindados da PM/RJ, na sede do Batalhão de Choque. Assim que chegou, foi cercado por mecânicos e outros militares curiosos. O modelo custa cerca de R$ 1 milhão de reais.

- Teremos dois dias para conhecer o veículo a fundo, antes de entregá-lo para o BOPE. Por isso, perguntem tudo. Vamos avaliar esse veículo para ter um diagnóstico completo - disse à tropa de mecânicos o Coronel Cid Souza, chefe do centro de manutenção.

O comandante do BOPE, Coronel Paulo Henrique Moraes, que esteve na Rússia para conhecer o modelo, disse que pediu à empresa algumas adaptações para a realidade fluminense, como ar-condicionado e blindagem da caixa do motor.

Fonte: O Globo