sábado, 15 de maio de 2010

Presos Operação Parceria | OSCIP-CIAP | Polícia Federal

PF pode pedir prisões preventivas
As prisões temporárias terminam a zero hora de hoje

A Polícia Federal de Curitiba deve definir ainda hoje se pede ou não a conversão da prisão temporária para prisão preventiva das 11 pessoas investigadas na ''Operação Parceria''. A temporária se encerra hoje (15/05/2010), à meia-noite; a preventiva tem tempo indeterminado. As prisões aconteceram na última terça-feira (11/05/2010), resultado de uma investigação conduzida desde 2008 pela Controladoria Geral da União (CGU) em três municípios paranaenses e que apontou um desvio de R$ 24 milhões em recursos federais repassados para Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Centro Integrado e Apoio Profissional (Ciap). Ao todo, contudo, a entidade teria recebido cerca de R$ 1 bilhão do Governo Federal, em cinco anos, e desviado em torno de R$ 300 milhões.

Entre os presos estão o presidente do Conselho Administrativo do Ciap, Dinocarme Aparecido Lima; a esposa dele, Vergínia Aparecida Mariani; o ex-diretor da faculdade Inesul - propriedade de Lima -, Paulo Chanan, e Juan Carlos Monastério, que seria o lobista do grupo. Anteontem se apresentou à PF o advogado do Ciap, Fernando José Mesquita, até então um dos três foragidos. Ontem à tarde era aguardada a apresentação de mais um, o que não ocorreu.

Em Londrina são seis os presos temporariamente, além de cinco em Curitiba e uma em Apucarana - a prisão do advogado não expira hoje.

Segundo a assessoria de imprensa da PF, a decisão sobre as prisões, por parte do delegado que coordena a operação, Ricardo Cubas, depende de resultados da perícia na documentação contábil e bancária dos presos apreendida esta semana durante o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão no Paraná e em Goiás, Maranhão, Pará e São Paulo. A análise é feita por uma força-tarefa composta por técnicos da PF, da Receita Federal e da CGU e abrange ainda contratos e todo tipo de mídia de armazenamento de informações.

Legislativo - Na próxima segunda (17/05/2010), às 9h30, os contratos do Ciap com a Prefeitura de Londrina e o futuro dos mais de 1.100 funcionários da entidade que prestam serviços ao Município serão tema de uma reunião na Câmara de Vereadores. Vão participar os secretários municipais Edson Antonio de Souza (Saúde) e Marco Cito (Gestão Pública), o procurador jurídico da Prefeitura, Gabriel Bertin, e a da Câmara, Michelle Bazzo, além da procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Luciana Estevan. A reunião foi convocada pela Comissão de Seguridade da Casa, composta pelos vereadores Sandra Graça, Marcelo Belinati (PP) e Lenir de Assis (PT). Em nota, Sandra, que preside o grupo, informou que há preocupação ''no sentido de garantir a continuidade dos serviços prestados à população e da garantia do pagamento dos salários dos funcionários''.

Fonte: Folha de Londrina

CIAP-OSCIP | Origem da Fraude | Operação Parceria

Ciap recebeu R$ 4 mi em isenções tributárias
Investigação da Polícia Federal coloca em xeque validade de títulos de utilidade pública


Curitiba - Títulos públicos de reconhecimento do governo federal, do Estado e da Prefeitura de Londrina. E direito à isenção tributária. Essa é a imagem do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) junto ao Ministério da Justiça (MJ), órgão responsável pelo cadastramento de entidades filantrópicas com atuação no Brasil. A instituição é acusada pela Polícia Federal (PF) de desviar R$ 300 milhões em recursos públicos.

Segundo informações fornecidas pelo Ciap ao Ministério só em 2008 a entidade teve direito a isenções tributárias no valor total de R$ 4,43 milhões referente a Contribuição para o Financiamento de Seguridade Social (Cofins). As isenções são resultado da obtenção, pela entidade, de títulos e certificados públicos, caso do Título de Utilidade Pública Federal que a instituição recebeu em 2001.

Além dessa chancela, o Ciap também recebeu do governo federal a qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que é concedida pelo Ministério da Justiça, em 2001 e o Atestado de Registro de Entidade Beneficente de Assistência Social em 2003. É graças ao título de Oscip que entidades como o Ciap podem celebrar Termos de Parceria com as três esferas da administração pública.

''Esses cadastros deveriam funcionar como um controle prévio, mas na prática não é o que ocorre porque o Estado aplica a lei de forma cartorial. Faz uma análise só formal sem fazer uma avaliação de moralidade e legitimidade da instituição'', critica o advogado Gustavo Justino de Oliveira, professor de Direito Administrativo da Universidade de São Paulo (USP). O problema, aponta Oliveira, é que esses títulos habilitam as entidades a obter isenções tributárias e a celebrar convênios e termos de parceria com o governo.

O relatório do Centro apresentado ao MJ mostra que entre as principais receitas da entidade estão justamente os termos de parceria com entes públicos. Só em 2008 esse item representou R$ 24,5 milhões pagos à instituição. Outros R$ 45 milhões são declarados como outras receitas operacionais, sem discriminação. No total a entidade declarou tem recebido R$ 69,7 milhões em recursos públicos naquele ano.

A emissão de cada título segue um rito próprio. Mas o título de utilidade pública, em qualquer esfera, é concedido por projeto de lei de iniciativa de um parlamentar e que é analisado em plenário. Se aprovado, a lei recebe a sanção do líder do Executivo. O título de utilidade pública estadual emitido pelo governo do Paraná para o Ciap foi publicado em junho de 2002 no diário oficial assinado pelo governador em exercício, Vicente Troiano Netto e pela então secretária de Estado da Criança e Assuntos de Família, Fani Lerner.

Fonte: Folha de Londrina

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Prisão do advogado Fernando José Mesquita | Operação Parceria | CIAP | OSCIP | Londrina/PR

Advogado de Dinocarme se apresenta à Polícia Federal
Fernando José Mesquita, que representa o presidente do Ciap, Dinocarme Aparecido Lima, teve a prisão temporária decretada pela Justiça; ele é um dos investigados na Operação Parceria

O advogado Fernando José Mesquita se apresentou ontem pela manhã (13/05/2010) à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Mesquita e outras 13 pessoas tiveram a prisão temporária decretada pelo juiz da 2 Vara Federal Criminal, Sérgio Moro, no início da semana, por envolvimento no desvio de mais de R$ 300 milhões em recursos federais por meio da Organização da Sociedade Civil de Interese Público (Oscip) Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap).

Mesquita é o advogado de Dinocarme Aparecido Lima, presidente do Conselho Administrativo do Ciap. Dinocarme e outras dez pessoas foram presas na última terça-feira (11/05/2010), quando foi deflagrada a ''Operação Parceria''. Fernando José Mesquita está preso na carceragem da Polícia Federal, na capital.

No Paraná, duas pessoas ainda estão foragidas - um deles seria o filho de Dinocarme. Um advogado informou à PF que mais um suspeito se apresentaria ontem, mas até o fechamento da edição a notícia não foi confirmada. Com base no que foi apurado pela investigação deflagrada ontem, a ''Operação Parceria'' teve ações de cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão no Paraná e em outros quatro Estados (Goiás, Maranhão, Pará e São Paulo).

A 2a Vara Federal de Curitiba, responsável por crimes de lavagem de dinheiro no Paraná, centraliza as investigações. Agentes da Controladoria Geral da União (CGU), da Receita Federal e da Polícia Federal estão analisando o material apreendido durante a ''Operação Parceria''.

A investigação foi iniciada 2008 pela Controladoria Geral da União (CGU). Nos últimos cinco anos, o Ciap teria recebido cerca de R$ 1 bilhão do Governo Federal.




Advogado se apresenta à PF em Curitiba
Fernando José Mesquita, considerado peça-chave no esquema, entregou-se ontem de manhã

O advogado Fernando José Mesquita, considerado peça-chave na investigação sobre o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), sobre desvio milionário de recursos públicos entregou-se no final da manhã de ontem (13/05/2010), em Curitiba, onde estava escondido. Ele era considerado foragido desde terça-feira (11/05/2010), quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Parceria, cumprindo 14 mandados de prisão – 11 pessoas foram presas, sob a acusação de envolvimento no esquema. Suspeita-se que cerca de R$ 300 milhões foram desviados nos últimos 5 anos – R$ 10 milhões somente em Londrina, onde 6 foram presos. No mesmo período, a entidade teria faturado R$ 1 bilhão. O Ciap mantém contratos com a Prefeitura de Londrina no valor de R$ 47 milhões.

“Ele está recolhido na carceragem da Polícia em Curitiba, e vai ficar à disposição da Justiça”, afirmou Marcos Koren, coordenador de comunicação da PF no Paraná. Segundo ele, a entrega foi incondicional e não há nenhum tipo de troca com a apresentação do advogado. “Foi [entrega] incondicional. Apenas porque ele sabia que a polícia estava perto de realizar a prisão. Então preferiu se adiantar para evitar maiores problemas e constrangimentos”, afirmou.

Sem dizer onde, Koren confirmou que o advogado estava “escondido” em Curitiba. “Estávamos a um passo de pegá-lo. Mas não posso dizer onde”, explicou. De acordo com o delegado da PF em Londrina, Evaristo Kuceki, Mesquita seria um dos cabeças do esquema. “Por ser advogado, ele conhece tudo sobre os convênios, sobre a organização”, explicou. Segundo Kuceki, o advogado não quis falar sobre o assunto. “Ele se reservou no direito de ficar em silêncio”, disse.

A polícia ainda procura dois foragidos. Até agora, estão presas 12 pessoas, entre elas proprietário do Ciap, Dinocarme Aparecido Lima.

Na Câmara

Os vereadores Gérson Araújo e Roberto Kanashiro, da bancada do PSDB, apresentaram ontem um projeto de decreto legislativo, no qual pedem que os contratos da prefeitura com o Ciap sejam sustados e tornados sem “nenhum efeito”. Os tucanos disseram que não pretendem pedir urgência para o projeto, embora admitam que se os outros vereadores tiverem outro entendimento, o projeto pode ser puxado para a pauta na sessão da próxima terça-feira (18/05/2010). “Pretendemos discutir bem (o projeto) para não criar problemas com os funcionários. Prefiro uma discussão tranquila”, justificou.

Além de sustar os contratos, o projeto de decreto legislativo prevê que o Poder Executivo ficaria autorizado a “firmar contrato emergencial ou contratar com dispensa de licitação empresa idônea para assumir os contratos”, até que a Prefeitura realize uma licitação.

Fonte: Jornal de Londrina

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Foragidos da Operação Parceria da Polícia Federal

Foragido

O advogado Fernando José Mesquita, considerado o braço direito do proprietário do Ciap, Dinocarme Aparecido Lima, é um dos foragidos depois da Operação Parceria, da Polícia Federal. À sua fuga é atribuída a desarticulação da defesa dos que foram presos.

O+

A prisão de Dinocarme e o escândalo envolvendo o Ciap deixou praticamente todos os grupos políticos de Londrina na berlinda. Vários deles estão à procura de explicações para a proximidade com o chefe da Oscip. Tudo bem I

O prefeito Barbosa Neto (PDT) disse a um interlocutor que está “tranquilo” com relação a Dinocarme. Segundo ele, pelo que a sua gestão tem feito, não haveria motivos para temores.

Tudo bem II

Fontes ligadas ao ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), antecessor do pedetista, dizem que o petista também não teria nada a temer com a queda do Ciap.

Proximidades

Juan Monastério Dias, preso pela Polícia Federal na Operação Parceria, foi ligado ao deputado federal Alex Canziani (PTB) no fim da década de 1990, quando ocupou cargo no Ippul (Instituto de Planejamento e Pesquisa Urbana de Londrina) – na época em que o pedetista era vice-prefeito e Antônio Belinati era prefeito. Na festa do casamento de Monastério com Yasmin Arruda, no ano passado (2009), ele posa para fotos junto com o deputado federal, Luiz Carlos Hauly (PSDB) e com o estadual, Luiz Eduardo Cheida (PMDB).

Fonte: Jornal de Londrina
PF in­ves­ti­ga re­la­ção de po­lí­ti­cos com ­Ciap
In­ves­ti­ga­ção apu­ra a par­ti­ci­pa­ção de agen­tes pú­bli­cos no des­vio de cer­ca de R$ 300 mil­lhões de re­cur­sos fe­de­rais en­via­dos às pre­fei­tu­ras

Os trabalhos relativos à ''Operação Parceria'', que desbaratou um esquema criminoso que já teria desviado cerca de R$ 300 milhões em recursos federais por meio da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), sediada em Curitiba, serão direcionados agora para confirmar o envolvimento de agentes públicos no crime.

A ação criminosa foi desmontada por uma investigação iniciada em 2008 pela Controladoria Geral da União (CGU) e conta com a colaboração da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal. A fraude teria sido gestada em Londrina, mas convênios firmados com outros dois municípios - Rolândia e Campo Largo - também são alvo das investigações que abrangem o Paraná e outros quatro Estados (Goiás, Maranhão, Pará e São Paulo).

O delegado da Polícia Federal em Londrina, Evaristo Kuceki, precisou que todo o material apreendido no cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão foram remetidos para Curitiba. A expectativa, segundo Kuceki, é que a perícia reforce os fortes indícios já existentes de envolvimento de agentes públicos de prefeituras dos cinco Estados investigados no esquema de desvio de repasses feitos pelos ministérios da Saúde e do Trabalho à Oscip.

''Nossa estratégia será desmembrar a investigação em cadernos autônomos sobre o envolvimento de agentes públicos'', complementou o delegado. Conforme a CGU, nos últimos cinco anos o Ciap teria faturado R$ 1 bilhão. O depoimento de um ex-funcionário do setor financeiro do Ciap, ouvido como testemunha, teria dado detalhes do funcionamento do esquema criminoso.

A PF ainda caça três suspeitos de envolvimento no esquema que estão foragidos. Um deles seria Fernando José Mesquita, advogado de Dinocarme Aparecido Lima, presidente do Conselho Administrativo do Ciap e dono da Faculdade Integrada Inesul. Dinocarme está entre os 11 presos na PF em Londrina e na carceragem feminina do 3º Distrito Policial. Também foram detidos a esposa dele e diretora-geral da Inesul, Vergínia Mariani, o ex-diretor institucional Paulo Chanan e Juan Carlos Monasterio, lobista da Ciap junto aos ministérios e prefeituras. As contas bancárias, dois aviões, dezenas de carros e quase R$ 130 mil apreendidos foram indisponibilizados pela Justiça.

Em Londrina, o Ciap teria faturado R$ 34 milhões no período investigado e o rombo chegaria a R$ 10,2 milhões. Em Rolândia, a perícia da CGU descobriu um desfalque de R$ 2,4 milhões de um total repassado de R$ 12,9 milhões. Em Campo Largo, o desvio somaria R$ 2 milhões de um total de R$ 9 milhões recebidos.

Procurada, a assessoria do prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), afirmou que ele falará sobre o assunto na manhã de hoje em uma coletiva. A PF não revelou quem seriam os defensores dos acusados presos.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Prisão de Dinocarme Aparecido Lima - OSCIP - CIAP

PF desmantela quadrilha com ramificação em Londrina

Londrina é um dos alvos da Operação Parceria, que tem o objetivo de desmantelar uma quadrilha envolvida com desvios de recursos públicos. Na manhã desta terça-feira (11/05/2010), houve intensa movimentação policial na região oeste da cidade, na avenida Castelo Branco. Em seguida, policiais federais se dirigiram à Inesul, na avenida Duque de Caxias.

"São 14 mandados de prisão expedidos pela 2.a Vara Criminal de Curitiba", informou Marcos Koren, chefe de comunicação da Polícia Federal (PF) do Paraná, em entrevista à rádio Paiquerê AM. Outros 40 mandados de busca e apreensão de documentos estão sendo cumpridos. Os mandados se destinariam aos estados do Paraná, São Paulo, Goiás, Maranhão e Pará. Mais de R$ 300 milhões teriam sido desviados nos últimos três anos.

Entre os detidos, segundo informação do repórter José Maschio, da Folha Online, está o proprietário da faculdade Inesul e coordenador do CIAP, o empresário Dinocarme Aparecido Lima. Além dele, teria sido preso ainda o diretor do Ciap, Juan Carlos Monastério.

Em cinco anos, organização criminosa teria desviado R$ 300 milhões

Entre os envolvidos no esquema há advogados e empresários. "A quadrilha se beneficiava da apresentação de projetos aparentemente de interesse social ao governo, como o Saúde da Família. Mas não estariam conseguindo demonstrar a capacidade de gastos, o que despertou a atenção dos órgãos controladores", informou a PF.

A Oscip Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) está sendo investigada. Um dos líderes do esquema teria sido preso em Londrina. Além da PF, participam da operação a Receita Federal, a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal.

Em Londrina, o CIAP mantém quatro contratos com a prefeitura de Londrina - firmados na gestão anterior, de Nedson Micheleti (PT)- para a prestação de serviços no programa Saúde da Família, Policlinica, SAMU e Controle de Endemias.

Fonte: Londrix

Operação Parceria da Polícia Federal em Londrina/PR



PF prende dono de faculdade e diretor de Oscip por desvios de recursos

A Polícia Federal, em um trabalho conjunto com a CGU (Controladoria Geral da União), Ministério Público Federal e Receita Federal, desmontou hoje, em Londrina (PR) um esquema que desviou mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos nos últimos cinco anos.

O esquema envolvia verbas do governo federal repassadas para o CIAP (Centro Integrado de Apoio Profissional), uma Oscip (Organização de Sociedade Civil de Interesse Público) que faz qualificação profissional de adolescentes e jovens carentes.

PF prende 11 por desvios de recursos públicos em Londrina; grupo faturou R$ 1 bi
PF realiza operação contra desvio de recursos públicos em Londrina


O esquema fraudulento se desenvolvia a partir de Londrina (381 km de Curitiba) e tinha ramificações por outros Estados brasileiros.

Nos últimos cinco anos, foram repassados mais de R$ 1 bilhão do governo federal para o CIAP, que desenvolvia trabalhos nos Estados do Paraná, São Paulo, Goiás, Maranhão e Pará. Destes recursos, mais de R$ 300 milhões foram desviados pelos coordenadores do CIAP.

O dono da faculdade Inesul e coordenador do CIAP, o empresário Dinocarme Aparecido Lima, e o diretor do centro Juan Carlos Monastério estão entre os presos na operação.

A PF cumpria, na manhã de hoje (11/05/2010), outros 12 mandados de prisão e 40 mandados de busca e apreensão no Paraná, SP, GO, MA e PA. Ao menos 11 já foram cumpridos.

Até as 11h de hoje, a Folha não conseguiu localizar os advogados de Dinocarme Aparecido Lima e do CIAP. Dinocarme Aparecido Lima tem faculdades no Paraná, Goiás, São Paulo, Maranhão e Pará.



ONG com sede no Paraná desviou pelo menos R$ 300 milhões de verbas federais em cinco estados

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) prendeu 11 pessoas em cinco estados, acusadas de desviar recursos de programas sociais implementados com verbas federais. Segundo a Polícia Federal, o grupo desviou r$ 300 milhões de reais dos cofres públicos nos últimos 5 anos. Os recursos eram obtidos por meio de uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), sediada em Curitiba, no Paraná, denominada Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap). O Ciap fazia parceria com Prefeituras para implementar programas sociais, principalmente na área de educação e saúde, e faturou mais de R$ 1 bilhão nos últimos cinco anos. Pelo menos 30% deste dinheiro teria sido desviado para pessoas ou empresas do grupo que orbitam em torno de projetos feitos em parceria com o setor público.

Entre os presos, cinco foram detidos em Londrina. Em Curitiba foi detido Dinocarme de Oliveira, presidente do Ciap. mais de 200 agentes públicos foram mobilizados na operação.

Somente na cidade de Londrina, no Paraná, o Ciap teria recebido R$ 34 milhões. Segundo a Controladoria Geral da União, que investigou o esquema junto com o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a PF, mais de R$ 10 milhões em despesas não foram comprovados. Além do Paraná, o esquema tinha ramificações nos estados de São Paulo, Goiás, Maranhão e Pará.

De acordo com as investigações, o Ciap movimentava por ano cerca de R$ 130 milhões e simulava a aplicação integral em projetos promovendo contratações de empregados e compras de bens e serviços. Porém, 30% da verba era transferida para uma conta da entidade, a título de despesa administrativa. Os saques eram de alto valor, feitos em dinheiro, sem destinação especificada. As autoridades descobriram ainda que muitos dos que era pagos como fornecedores eram, na verdade, empresas que pertenciam a parentes dos responsáveis pela entidade ou pessoas de sua confiança.

Além do desvio de recursos, foi descoberto um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, além de crimes tributários e compras suspeitas de títulos da dívida pública "podres" e de imóveis rurais supostamente inexistentes no estado do Pará. Estes imóveis eram usados como garantia em dívidas públicas.

Para a PF, há indícios de que o esquema era estruturado com hierarquia. O primeiro passo era identificar os recursos públicos disponíveis. Logo depois, o Ciap firmava acordo com prefeituras e lobistas passavam a atuar para garantir o repasse do dinheiro. Em geral, os contratos e convênios eram superfaturados. Os saques eram feitos em dinheiro e em grandes quantias, além de movimentações feitas por pessoas e empresas ligadas ao grupo. A contabilidade do Ciap era manipulada para a prestação de contas, dificultando o rastreamento do dinheiro.

No total, a PF tinha 14 mandados de prisão a serem cumpridos na operação desta terça (11/05/2010). Outros 40 mandados de busca e apreensão foram incluídos na operação desta terça-feira. A operação foi batizada de "parceria" em referência ao instrumento jurídico firmado com órgãos públicos.

A figura da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) foi instituída pela Lei 9790, de 1999, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC). O OSCIP é um certificado emitido pelo poder público federal em favor de entidades do terceiro setor,constituídas por iniciativa privada, sem fins lucrativos, que comprovem o cumprimento de certos requisitos estabelecidos na referida lei federal. Em contrapartida, podem celebrar com o poder público os chamados termos de parceria.

A ideia é que a atuação destas entidades de terceiro setor garantam eficiência e universalização de serviços públicos nas áreas de saúde, educação, cultura, profissionalização, assistência social, alem da difusão da consciência de proteção ao meio ambiente e do patrimônio histórico e artístico etc.

Para a PF, os envolvidos em desvios de dinheiro por meio do Ciap viram na lei uma forma de se apropriar facilmente de verbas públicas e desviá-las.

Fonte: O Globo

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Policial Federal é preso em Foz do Iguaçu pela Polícia Militar


Por volta das 2 hs da madrugada de sexta-feira (02/04/2010), em frente ao Shopping Cataratas, o Agente da Polícia Federal Leonardo Rosemberg Amaral colidiu o seu veículo contra um poste danificando o mesmo. A PM esteve no local tendo sido desacatada pelo agente que não conseguia manter-se em pé, provavelmente embriagado. Foi preciso chamar um oficial da Polícia Militar, o Tenente Diogo Sampaio para dar voz de prisão ao APF.

O detido foi levado algemado ao fórum para lavrar o termo circunstanciado por desacato e ameaça aos policiais militares.

As pessoas que assistiam ao arranca-rabo bateram palmas quando o agente entrou no camburão.

Tudo isso que você acabou de ler foi mostrado ao vivo e a cores pelo jornal do SBT neste sábado (03/04/2010) às 19h48m em rede nacional.

Detalhe: a âncora do SBT estranhou o fato de o agente não ter sido levado à delegacia, até porque, embriaguez ao volante é crime com necessidade de abertura de inquérito policial.

Parabéns ao repórter Galhardo da Rede Massa que fez a brilhante reportagem.

Rebordosa

Certamente o Ministério Público Federal deverá requisitar o vídeo da emissora e pedir a exclusão do agente dos quadros da PF. Péssimo exemplo de quem ganha do Estado para proteger a sociedade.

Fonte: Língua Di Trapo

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Acidente com avião da Esquadrilha da Fumaça

Avião da Esquadrilha da Fumaça cai durante apresentação e piloto morre

Um avião da Esquadrilha da Fumaça caiu na tarde desta sexta-feira (02/04/2010) durante uma apresentação no aeroporto federal de Lages, em Santa Catarina, informou o Corpo de Bombeiros da cidade. O piloto, único a bordo na aeronave, morreu na hora.

O acidente ocorreu por volta das 17h15, quando o piloto tentou fazer uma manobra, mas acabou caindo a 100 metros da pista do aeroporto.

O piloto, que comandava uma aeronave modelo Tucano T-27, fazia uma apresentação em comemoração dos 68 anos do aeroclube de Lages. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 20 mil pessoas assistiam ao evento.

O local do acidente foi isolado pelo Exército e pela Esquadrilha da Fumaça. As causas do acidente serão investigadas pela Força Aérea.



O piloto Anderson Amaro Fernandes, morto durante uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça no Aeroporto de Lages, em Santa Catarina, estava no último ano de exibições com a aeronave, segundo o Comando da Aeronáutica. O avião que ele pilotava chocou-se com o solo no fim desta tarde de sexta-feira santa (02/04/2010). Houve uma explosão e Fernandes morreu na hora. A Aeronáutica abriu uma investigação para apurar as causas do acidente.

A Aeronáutica divulgou uma nota no início da noite lamentando o acidente. Leia abaixo a íntegra:

"O Comando da Aeronáutica lamenta informar que, no dia de hoje (2), por volta das 17h, uma aeronave T-27, do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) da Força Aérea Brasileira - mais conhecido como Esquadrilha da Fumaça - sofreu um acidente durante apresentação na cidade de Lajes (SC). O piloto da aeronave, Capitão Anderson Amaro Fernandes, faleceu no acidente. O Comando da Aeronáutica já iniciou as investigações para identificar os fatores que contribuíram para o acidente.

Brasília, 02 de abril de 2010."

Fonte: O Globo

quarta-feira, 17 de março de 2010

Pé de maconha em Londrina - PR

No dia 16 de março de 2010, policiais do serviço reservado do 5o BPM acharam um pé de maconha de um metro e noventa de altura, uma árvore. O entorpecente foi apreendido por policiais militares da P-2: Tenente Íncare, Cabo Érico e equipe no Jardim Paulista, na Rua Brigadeiro Franco, zona leste de Londrina - Norte do Paraná. A dona da casa, Rosilei Camargo Gomes de 39 anos, foi detida e encaminhada á delegacia central. Em depoimento ela disse que sabia que era um pé de maconha, uma canábis sativa, mas tinha medo de arrancar e jogar fora, já que havia se mudado para a casa a pouco tempo e se sentia ameaçada, com medo de represálias por quem teria plantado o pé de maconha.

Fonte: Programa Tempo Quente - TV TAROBÁ


Dona de casa é detida por cultivar pé de maconha no PR
Planta cultivada em jardim tinha quase dois metros.
Mulher afirmou que não sabia que era muda de droga.

Uma dona de casa de 39 anos foi detida, na terça-feira (16/03/2010), por cultivar um pé de maconha dentro de casa, em Londrina (PR). A planta tinha quase dois metros.

A muda era cultivada em um quintal da casa em que ela vivia. Segundo a polícia, a mulher afirmou que havia se mudado para o imóvel há três meses. Ela teria dito que não sabia que era um pé de maconha e teria deixado a planta crescer.

Ela foi liberada após depoimento e vai responder em liberdade por tráfico de drogas.

Fonte: G1 - Globo News