O Comando de Operações Táticas (COT) é o grupo de elite da Polícia Federal brasileira.
É especializado no combate ao terrorismo, tráfico de drogas, bem como em diversas operações especiais que requerem um alto grau de desempenho tático.
Em sua origem, a técnica de treinamento utilizada baseou-se no GSG 9 alemão, porém, com o passar dos anos, foi aperfeiçoando-a até desenvolver técnicas próprias, mesmo porque o COT atua em todo o Brasil, em regiões tão vastas e distintas que exigem um constante aprimoramento dos diversos tipos de treinamentos.
O COT dispõe do maior centro de treinamento de operações táticas da América Latina, que funciona tanto de dia como de noite, onde são ministrados os cursos de Combate em Área Restrita, de Operações Táticas e de Atirador de Precisão, atualmente reconhecidos, referências na América do Sul.
Todos os membros do COT são exímios atiradores (armas curtas e longas) e especialistas em técnicas de combate corpo-a-corpo (baseadas no Jiujitsu e no judô brasileiros). Dominam, com proficiência, técnicas verticais, primeiros socorros, sobrevivência em diversos ambientes, combate em recintos fechados, operações aéreas, etc., pois contam com especialistas treinados em vários cursos, tanto no Brasil como no exterior, além de ministrarem cursos para diversas unidades policiais, brasileiras e/ou estrangeiras.
O seu objetivo se traduz no lema: "À Patria, à Vida, ao DPF; o COT.", inserido em uma placa, à entrada de sua sede.
É formado por policiais federais, que voluntariamente se submetem a um intenso curso de formação, após prévia aprovação em testes e entrevistas, tendo duração total de 16 semanas, em regime integral, e onde são observadas tanto a postura tática e policial como as resistências física e mental aos mais diversos ambientes – terra, água e ar - em regiões como Selva, Caatinga e Montanha.
Já atuou de inúmeras operações, desde sua criação, em 1988, da apreensão de grandes quantidades de drogas por todo o país, a segurança de grandes autoridades, tais como o presidente americano George Bush e o Papa Bento XVI, de operações de combate ao crime organizado, como a Anaconda, ao combate ao tráfico ilícito de entorpecentes nas favelas do Rio de Janeiro, em apoio ao BOPE e outras unidades policiais.
O COT possui uma média de 110 operações/ano, abrangendo todo o Brasil.
Atua em conjunto, em algumas operações, com a Coordenação de Aviação Operacional - CAOP, também pertencente ao quadro do Departamento de Polícia Federal - DPF, sendo uma das razões da utilização da águia em seu síbolo: O apoio aéreo.
Do Dicionário Aurélio: 1. Que diz ou pratica tolices; sem inteligência ou sem juízo. 2. Tonto, simplório, ingênuo. 3. Boquiaberto, pasmado.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Treinamento do COT
segunda-feira, 21 de abril de 2008
O Alerta da Raposa
Este vínculo não é somente ideológico, mas também financeiro e de uma subserviência e cumprimento de ordens vindas do exterior.
As recentes palestras do General Augusto Heleno, no Programa Canal Livre da Rede Bandeirantes, na FIESP na abertura do Curso de Segurança Internacional e Defesa e no Clube Militar sempre alertando ao Brasil o que está acontecendo na Reserva Raposa Serra do Sol.
Tornou-se um assunto chave pois a questão é o nó que leva a muitos pontos. O General Santa Rosa, afastado do Ministério da Defesa, exatamente por levantar as ações das ONGs e sua perigrinação pelo Brasil levou à criação da CPI das ONGs. Ou a CPI do Google pois foi convenientemente abafada pelas ações do Ministro da Justiça Tarso Genro e a base governista.
Ora o ministro da Justiça Tarso Genro que é tão comedido com facções de irregulares mostra o punho pesado do Estado em jogar a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública em ações midiáticas na Reserva Raposa Serra do Sol. Ação que foi suspensa, por decisão do Supremo Tribunal Federal.
O mesmo governo que através de seu representante emite a seguinte declaração: “A maioria dessas técnicas que estão sendo utilizadas, principalmente com bombas caseiras e algumas ataques como o de ontem (segunda), inclusive ao posto da Polícia Federal de Pacaraima, mostra que eles estão realmente tentando alguns tipos de técnica de guerrilha, que podem ser comparadas a de alguns países sul-americanos”, declarou Fernando Segóvia, delegado da Polícia Federal. (Declaração ao Jornal Nacional em 08 Abril 2008).
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Ação midiática da PF e FNS na Raposa Serra do Sol, Sábado 12 Abril 2008
(foto Radiobras)
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Pois muitas das respostas vêm do próprio grupo articulador dos desmandos ora em curso. Em entrevista para a recém inaugurada Rede RecordNews o Presidente Hugo Chávez de próprio punho mostrou ao jornalista Paulo H. Amorim a “Colômbia Redonda”.
Ora hoje a reserva Raposa Serra do Sol enquadra-se como uma engrenagem perfeita na extensão do domínio Bolivariano sobre a Amazônia Ocidental e projeta uma sombra sobre a Amazônia Oriental.
Alertamos que para ser considerado pela ONU como um território independente deverá ter:
1 - Mesma identidade étnica, cultural;
2 - Ser fronteira com outros países (Não ser um território Mediterrâneo), e,
3 - Continuidade Territorial.
Perguntamos aos leitores quantos destes requisitos estão presentes na Reserva Raposa Serra do Sol.
Aos leitores o julgamento na própria voz do Presidente Chávez.
Bravo General-de-Exército Augusto Heleno que está levando a bandeira inglória de ser brasileiro e defender a pátria . Será que esta é uma pecha que não poderemos mais ser?
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Jobim e Enzo não comparecem à cerimônia de troca da bandeira em Brasília
A cerimônia da troca da bandeira, na Praça dos Três Poderes em Brasília, não contou nesta segunda-feira (21/04/2008) com as presenças do ministro Nelson Jobim (Defesa) e do Comandante do Exército, General Enzo Martins Peri. Os dois se tornaram alvos da atenção depois do mal-estar causado pelas declarações do Comandante Militar da Amazônia, General Augusto Heleno, que criticou a política indigenista do governo e o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que exigiu de Jobim e Enzo que cobrassem explicações do militar.
Lula faz elogios ao Exército
O presidente Lula procurou jogar uma pá de cal no princípio de crise com as autoridades militares sobre a demarcação das terras indígenas.
Lula elogiou o “sentimento de nacionalidade” que, segundo ele, uniu, em torno do Exército Brasileiro, “índios, brancos, negros e mestiços” na Batalha dos Guararapes, em Pernambuco, no século XVII, para expulsar os holandeses. A declaração consta da mensagem do presidente a propósito do Dia do Exército, divulgada pela Presidência da República, na qual ele afirma que Guararapes favoreceu “o congraçamento racial e cultural do povo brasileiro” e “uniu os segmentos da sociedade”. A mensagem presidencial foi divulgada 48 horas após as declarações do Comandante Militar da Amazônia, General Augusto Heleno, que definiu a política indígena brasileira como “caótica” e “lamentável.”
Em sua mensagem, Lula afirma ainda que o Exército “esteve presente ao longo de toda a história da formação do Brasil como Estado independente”.
Bolsonaro discursa sobre o conflito na reserva indígena Raposa Serra do Sol
Discurso do Deputado Federal Jair Bolsonaro, ex-capitão da arma de Artilharia do Exército Brasileiro, sobre a política do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o conflito na reserva indígena Raposa Serra do Sol.
domingo, 20 de abril de 2008
Após cobrar general, Lula promete defender reserva indígena no STF
Militar teve de se explicar a seu superior, Enzo Peri, e a Nelson Jobim; recomendação é para não insistir em críticas.
Dois dias depois de irritar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a crítica de que a política indigenista do governo é "caótica e lamentável", o comandante militar da Amazônia, General Augusto Heleno, foi obrigado a dar explicações ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, e ao comandante do Exército, Enzo Peri. Depois de reunião de pouco mais de uma hora no ministério, na noite de ontem, Jobim considerou a crise encerrada. Heleno ouviu a recomendação de silenciar e não insistir nas críticas ao formato da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, mas não precisou fazer nenhum tipo de retratação.
O silêncio imposto ao general ganhou, porém, caráter de censura pública porque contrastou com as declarações de Lula em favor da reserva. O presidente, que havia determinado a reprimenda a Heleno, reiterou a defesa da demarcação contínua da reserva, alvo de longa disputa judicial no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em solenidade no fim da manhã de ontem, quando recebeu o Conselho Nacional de Política Indigenista, Lula deu um recado aos militares e reforçou, de público, o apoio à política da demarcação das terras dos índios. O presidente prometeu ao líderes indígenas que o governo vai defender no Supremo a manutenção da Serra do Sol tal como está.
Lula lembrou que, agora, a decisão está com a Justiça. Mas pediu ao presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, que acompanhe um grupo de líderes indígenas em conversas com os ministros do STF, para explicar sua posição. "Senti firmeza do presidente. Estamos confiantes de que vai manter a homologação", afirmou o cacique macuxi Jaci José de Souza. Os indígenas foram recebidos no Palácio do Planalto por Lula como parte das ações pelo Dia do Índio, comemorado hoje.
"Nós não somos uma ameaça à soberania nacional. Temos índios que servem ao Exército. Nós lamentamos essa situação porque joga a sociedade brasileira contra os indígenas", reclamou o cacique Marcos Xucuru, membro do Conselho Nacional de Política Indigenista.
ESTADO BRASILEIRO
O presidente Lula ficou particularmente incomodado com o fato do general ter dito que não serve ao governo, mas ao Estado brasileiro.
Terminada a reunião na Defesa, pouco antes das 21 horas, Jobim ligou para Lula, que estava em Porto Alegre, e fez um relato da reunião, reiterando que o problema estava resolvido.
"As explicações foram prestadas e a questão está superada", afirmou o ministro depois da reunião, segundo a Assessoria de Imprensa do Ministério da Defesa.
Na conversa, o general Heleno reafirmou que tornou pública uma opinião pessoal que não interfere em sua atuação no Comando Militar da Amazônia.
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Fonte: Estado de S. Paulo
Cada país tem o seu Custer, diz Possuelo
Sertanista Sydney Possuelo compara general Augusto Heleno a militar americano que massacrou os índios no século 19.
O sertanista Sydney Possuelo, que completa 68 anos hoje, já viu antes o discurso de soberania nacional ser usado para tentar impedir a demarcação contínua de terras indígenas na Amazônia. Foi em 1992, quando era presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio) e agiu, no governo Collor, para homologar a terra indígena ianomâmi, de 9,7 milhões de hectares, entre os Estados de Roraima e Amazonas.
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"Eu me recordo de uma reportagem que saiu no jornal dizendo que meu objetivo era demarcar a terra ianomâmi juntamente com potências européias e os Estados Unidos e, ao final da demarcação, eu seria aclamado o rei da área indígena", recorda-se, completando: "Mais de 16 anos depois, a Amazônia continua com a mesma configuração".
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Possuelo diz que as declarações do general Augusto Heleno sobre a política indigenista "caótica" brasileira, feitas nesta semana no contexto da disputa em torno da terra Raposa/Serra do Sol (RR), refletem uma postura que ressurge toda vez que o Estado quer cumprir a lei a favor dos povos indígenas.

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"Os militares com essa questão de segurança nacional, as pessoas do agronegócio, que se unem também aos garimpeiros. Essas forças se somam para negar aos povos indígenas o direito que eles têm." O sertanista comparou Heleno ao general americano George Custer (1839-1876), que massacrou os índios cheyennes e sioux ("Cada país tem o Heleno ou o Custer que merece") e disse que "ainda bem" que a política indigenista brasileira está dissociada da história do país:
"O que seria interessante? O retorno ao que era antes? O retorno aos massacres? É isso o que ele propõe?" Leia a entrevista:
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FOLHA - O general Augusto Heleno, comandante da Amazônia, disse na quarta-feira que a política indigenista brasileira é "caótica" e está "dissociada da história do país". Como o sr. avalia a declaração?
SYDNEY POSSUELO - Ainda bem que está dissociada da história do Brasil, porque a história do Brasil é uma sucessão de massacres, violência e desrespeito aos povos que já habitavam aqui antes. O que seria interessante? O retorno ao que era antes? O retorno aos massacres? É isso o que ele propõe?
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FOLHA - De tempos em tempos, esse discurso de soberania nacional ressurge no Exército. Por quê?
POSSUELO - Esse problema sempre retorna. Os militares têm com esse boneco empalhado internacional que eles vêem querendo engolir a Amazônia a todo momento sempre pela mão dos povos indígenas. E essa postura retorna toda vez que o Estado quer reconhecer as terras indígenas. Todas as vezes que o Estado quer efetuar aquilo que é de lei essas forças ressurgem. E elas se somam, elas se unem: os militares com essa questão de segurança nacional, as pessoas do agronegócio, que se unem também aos garimpeiros. Essas forças se somam para negar aos povos indígenas o direito que eles têm de viver naquele espaço, que é território nacional. Nos EUA, dezenas de reservas já foram demarcadas, e etnias têm lá o seu controle de pessoas que entram e saem, porque é a casa deles.
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FOLHA - Sem que nos EUA isso seja considerado perda de soberania...
POSSUELO - Exatamente! Isso não existe! Diz para ele [general] entrar com a tropa dele numa área de preservação ambiental, que é território brasileiro, e derrubar tudo. Não pode! Não é porque é Exército que tem o direito de invadir a casa dos outros. Isso [as declarações de Heleno] acontece cinco ou seis dias depois que o presidente da República fez uma declaração prenhe de bom senso e justiça defendendo a demarcação contínua de Raposa/Serra do Sol. A fala dele é no mínimo hostil ao governo, se não for um ato de indisciplina.
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FOLHA - Por que demarcar uma terra contínua e não em ilhas?
POSSUELO - A terra onde habitam etnias e povos que aqui estavam tem de ser contínua. Você não pode dividir a cidade de São Paulo: "Eu entro até os Jardins. Dos Jardins para o outro lugar eu não posso mais entrar, embora tenha ali o meu cemitério, o lugar onde eu planto".
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FOLHA - O STF agiu certo ao suspender a operação de retirada dos arrozeiros pela Polícia Federal?
POSSUELO - A operação da PF já deveria ter acontecido anos atrás, quando o governo FHC delimitou a terra. [O STF] interrompe um processo que seguiu todo o ritual legal. Se o Supremo pára a ação legal em razão de uma disputa entre o Estado e a União, dá para entender a questão legalmente. Mas se ele pára porque "o Estado de Roraima já cedeu terras demais"... o Estado de Roraima não "cede", a União não "cede" terras! A União reconhece o direito de os índios estarem ali.
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FOLHA - Quando foi feita a demarcação da terra indígena ianomâmi, o ministro da Justiça era o Jarbas Passarinho, um militar, que apoiou a demarcação contínua. Mudou a postura das Forças Armadas?
POSSUELO - Ainda bem que você não tem só um general no Exército. Você tem homens que não aprenderam só a marchar. Ainda bem que não temos só o Heleno. Cada país tem o Heleno ou o [George] Custer que merece. Nós não podemos voltar à barbárie. Não é a violência que vai garantir a integridade territorial do Brasil. É você demarcar a terra, dar [ao índio] escola, respeitar os direitos dele, que gera o sentimento de brasilidade. Se o sujeito recebe do Brasil maus-tratos e do Peru recebe educação e saúde, ele vai dizer: "Eu sou é peruano".
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FOLHA - Existe um sentimento antiíndio em Roraima, de que 50% do território é terra indígena e sobra muito pouco para os não-índios.
POSSUELO - Sempre que se disputa terra, você prega estereótipos nos povos indígenas: preguiçosos, com muita terra para nada, e nós, que queremos produzir, não temos a terra. O [Daniel] Ludwig, quando criou o projeto Jari, tinha uma área imensa, 4 milhões a 6 milhões de hectares, só dele. Mas ninguém brigava. Porque, por trás daquilo tudo, havia uma intenção: vamos cortar essas árvores para a Amazônia ser moderna, dar lucro. Essa grande extensão territorial do Brasil, principalmente Estados como Roraima, nós conseguimos manter contra outras potências estrangeiras na época porque os povos indígenas que ali habitavam foram considerados súditos da Coroa portuguesa. Então, quando tem interesse nacional, eles são súditos, mas quando não tem interesse, são empecilho ao desenvolvimento.
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Fonte: Folha de S. Paulo