quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Operação da PF no Centro de Curitiba termina com tiroteio e 13 presos

Policiais federais e policiais civis do Grupo Tigre trocaram tiros com suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos, por volta das 12 horas desta terça-feira (12), na região do Largo da Ordem, no Centro de Curitiba. A PF realiza a “Operação Limpeza” na capital e região metropolitana. De acordo com a assessoria de imprensa da PF, ninguém ficou ferido na troca de tiros e 13 pessoas já foram presas, incluindo o chefe da quadrilha. A primeira informação repassada pela polícia era que 20 pessoas estavam presas, mas, na verdade, 20 foi o número de mandados de prisão expedidos pela Justiça. Nem todos ainda foram cumpridos e sete pessoas continuam foragidas.
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Do total de detidos, 10 foram presos em um prédio na Rua Mateus Leme, entre a Rua Presidente Carlos Cavalcanti e Treze de Maio, na região do Largo da Ordem, onde houve o tiroteio. Um dos bandidos conseguiu fugir. Segundo a PF, quando os policiais chegaram ao prédio, os bandidos reagiram atirando. A operação começou às 11 horas desta terça-feira e só será encerrada quando todos os mandados de prisão forem cumpridos, o que pode acontecer somente na quarta-feira (13).
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Das 13 pessoas presas, 11 são homens e duas mulheres. Três integrantes da quadrilha foram presos no Jardim Paranaense, no bairro Boqueirão em Curitiba. Os nomes dos presos não foram divulgados pela PF. De acordo com a polícia, o grupo é especializado em roubos a banco, carros-fortes e em seqüestros a empresários. A Polícia Militar deu apoio à operação. A PF informou ainda que a quadrilha havia planejado um assalto nesta terça-feira (12) aos bancos da Justiça Federal em Curitiba.
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Cerca de 100 policiais federais participaram da ação. A PF investigava a quadrilha desde o ano passado. Os presos são acusados de praticar outros dois assaltos às agências da Caixa Econômica Federal. De acordo com o superintendente da PF no Paraná, Delci Carlos Teixeira, a polícia recebeu a informação que os assaltantes tentariam cometer um roubo na Justiça Federal na segunda-feira (11).
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Integrantes do PCC
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“Eles (quadrilha) têm informantes, que seriam seguranças na agência. Impedimos o assalto ontem (segunda-feira), colocando policiais federais protegendo o local e informamos que uma autoridade visitaria o local, por isso o reforço policial”, explicou Teixeira.
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A quadrilha tentaria o assalto novamente nesta terça-feira, quando o superintendente resolveu desencadear a “Operação Limpeza”. “Nós sempre trabalhamos com um efetivo grande nestas operações, para que terceiros não se machuquem”, afirmou. Policiais federais de Paranaguá, no Litoral, também ajudaram na operação, juntamente com integrantes do Grupo Tigre da Polícia Civil. Todos os policiais federais da superintendência de Curitiba foram acionados.
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Durante a ação, foram apreendidos revólveres, pistolas, munição e até uma banana de dinamite. Segundo a PF, integrantes do grupo PCC (Primeiro Comando da Capital, organização criminosa do estado de São Paulo) também estariam envolvidos com a quadrilha detida em Curitiba.
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Fonte: Gazeta do Povo

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Salto del Guairá vira paraíso de compras no Paraguai

Em apenas um ano, número de veículos brasileiros que cruzam a fronteira subiu de 10 mil para 65 mil por mês
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Um inusitado movimento de carros congestiona a Avenida Paraguay, a única da pequena cidade paraguaia de Salto del Guairá, na fronteira com o Brasil. As placas denunciam: são carros brasileiros. E os motoristas fazem fila para estacionar diante de uma centena de lojas abarrotadas de gente. Com 9.500 habitantes, Guairá é o novo paraíso das compras no Paraguai e ameaça desbancar a hegemonia de Foz do Iguaçu, tradicional destino dos sacoleiros do Brasil.
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A frota que passa pelo posto da Receita Federal brasileira subiu, em um ano, de 10 mil para 65 mil veículos por mês. Sem contar caminhões e carros que atravessam de balsa o Rio Paraná, que separa a cidade paraguaia da paranaense Guaíra, a 649 quilômetros de Curitiba.
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Por terra, Salto del Guairá faz divisa com Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul, a 462 km da capital Campo Grande. No lado brasileiro, a Ponte Ayrton Senna, com 3,6 km, liga Guaíra a Mundo Novo. Em relação ao norte do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, o novo centro de compras fica pelo menos 160 quilômetros mais próximo que a paraguaia Ciudad del Este, separada de Foz do Iguaçu pela Ponte de Amizade.
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"Aqui os preços são iguais (ao de Ciudad), mas a tranqüilidade faz a diferença", diz a empresária Paula Graziela Wessler, de Curitiba, enquanto compra uma caixa de vinho chileno. "Minha filha Ana Paula, de 7 anos, fica solta e não me preocupo."
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Para a microempresária Luciana Crepaldi, de Paranavaí (PR), em Guairá os produtos têm mais qualidade. "Se tiver problema, eles fazem a troca." Ela viajou com amigos que não gostam de ser confundidos com sacoleiros. "Compramos tênis, roupas, perfumes e eletrônicos, mas não é para revenda, não", diz Luciana. "Todos sabem que a cota é de US$ 300."
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Ivete Cavaca, de Vila Velha, também chegou com três amigas. Ela visitava parentes no Paraná e aproveitou para ir às compras. "Faz dois anos que não vou a Foz. Além de ser mais longe, tem o problema da violência." Numa das viagens para lá, o grupo foi assaltado.
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O empresário Gilson Hereck e a mulher, Amabile, reclamaram que os preços já estão subindo. Mas a viagem ainda compensa, porque, segundo ele, os preços são 50% mais baixos que no Brasil.
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EMPREGOS
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A cidade tem dois shoppings e um terceiro, com mais de 100 lojas, está em construção. Neles, é possível pagar com dólares, reais e cartão de crédito.
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De acordo com a vendedora Susan Gonzáles, 90% dos clientes da Towners, uma das principais lojas da cidade, são brasileiros, que "sempre pedem desconto". Em menos de um ano, a loja dobrou o número de funcionários. "Agora, estamos com 80", disse a proprietária, a paraguaia Carolina Totonyi, que também construiu um hotel.
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Os brasileiros são os maiores compradores e ocupam grande parte dos empregos nas lojas. Leônidas Nascimento Filho, 56 anos, morador de Guaíra, é gerente da loja de eletrônicos Casa Simon. Em 2007, graças aos brasileiros, as vendas cresceram 200%, segundo ele. O filho, Leônidas Neto, também é vendedor na cidade.
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Para Leônidas pai, o maior rigor da Receita em Foz do Iguaçu, com a instalação da Aduana 100% no fim de 2006, contribuiu para a migração da clientela. "Em Foz, eles cadastram os brasileiros que cruzam a ponte e a cota de US$ 300 vale para o mês todo.
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"No acesso a Guairá, o rigor é menor. Embora a Receita tenha construído, há um ano, uma nova aduana, os carros passam em fila e são parados por amostragem. Nas balsas, que fazem a travessia de hora em hora, apenas a carga dos caminhões é verificada. E é possível seguir pela Linha Internacional, em terra, até Novo Mundo, sem ser incomodado pelos fiscais.
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O inspetor-chefe da Receita no local, Izidoro José de Oliveira, disse que a fiscalização aumenta conforme a demanda.Na região, segundo ele, ainda não se instalou a figura do "formiga", o pequeno contrabandista que dribla a aduana com cargas ilegais, como cigarro. "São mais famílias e amigos que compram para uso próprio.
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"Ônibus de sacoleiros também são raros. "É diferente de Foz porque aqui, por enquanto, não passa o grande contrabando." Há dois anos, no entanto, a Polícia Federal desbaratou uma quadrilha de Mundo Novo que trazia cargas do Paraguai e distribuía em vários Estados.
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Fonte: Estado de S. Paulo

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Retorno em grande estilo: Dodge Challenger

por Fabrício Samahá





Depois de 35 anos, o Dodge Challenger ressurge com formas nostálgicas e um motor Hemi V8 de 425 cv !!

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Pouco mais de dois anos desde sua apresentação como carro-conceito, no Salão de Detroit de 2005, um nome-ícone da história da Chrysler retorna ao mercado: Dodge Challenger. O "carro-pônei" que enfrentou o Ford Mustang e o Chevrolet Camaro, de 1970 a 1974 (leia história), ressurge após 35 anos de ausência bem a tempo para competir com a nova geração do Camaro e o sempre renovado Mustang, o único deles que permaneceu vivo por todo esse tempo.

Não foi preciso alterar muito nas formas do conceito de 2006 para chegar ao Challenger de produção, agora revelado no Salão de Chicago. As mudanças mais perceptíveis são as lanternas traseiras em quatro segmentos, a grade que abandonou a divisão em quatro partes e os acréscimos de bocal do tanque, na lateral esquerda, e de defletores na frente e sobre o porta-malas. O carro não perdeu a imponência e o charme nostálgico da versão conceitual, que deixa clara a inspiração no clássico de 1970 (compare-os em uma das fotos). Já o interior do modelo final é bem mais simples e menos futurista que o do estudo.

O novo Challenger baseia-se na plataforma LX de tração traseira, que serve também ao Dodge Charger e ao Chrysler 300, mas tem distância entre eixos 10 cm menor e apenas duas portas. De início só está disponível a versão SRT-8, em três cores (laranja, prata e preto) e com o conhecido motor Hemi V8 de 6,1 litros. Dotado de câmaras hemisféricas, fornece potência de 425 cv e torque de 58 m.kgf, que resultam em aceleração de 0 a 96 km/h em cerca de 5 segundos e de 0 a 160 km/h, voltando a zero, em 17 s. Mais tarde serão lançadas opções inferiores com o V8 de 5,7 litros e mesmo o V6.

A Chrysler considera o primeiro lote de produção uma edição especial, em que as 6.400 unidades recebem uma plaqueta com sua numeração na série. O carro de número 1 foi vendido em um leilão por cerca de 400 mil dólares, mais de 10 vezes o valor sugerido do modelo. Nem chegou às ruas e o novo Challenger já tem cotação de clássico.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Relatório da Human Rights Watch critica impunidade e violência policial no Brasil


A organização de direitos humanos Human Rights Watch apontou a impunidade como o principal problema referente ao abuso de direitos humanos no Brasil.

Em seu relatório anual sobre a violação de direitos humanos no mundo, divulgado nesta quinta-feira, a ONG diz que "apesar de o governo brasileiro ter feito esforços para tratar dos abusos de direitos humanos, raramente aponta os responsáveis".
"As violações aos direitos humanos raramente são investigadas", diz o documento. "Em um esforço para remediar o problema, o governo brasileiro aprovou uma emenda constitucional em 2004 que torna delitos de direitos humanos em crimes federais".

"Isso permite que determinados casos de violações de direitos humanos sejam transferidos da esfera judicial estadual para a federal. Esta transferência, entretanto, só pode ocorrer se for solicitada pela procuradoria geral federal e acatada pelo Supremo Tribunal Federal. Até agora, não houve transferências desse tipo", diz o relatório.

Violência policial

No tema da violência policial, a Human Rights Watch destacou a resposta das forças de segurança pública a ataques de gangues criminosas, tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo. Nessas operações, relata o documento, são comuns as "execuções extrajudiciais" de suspeitos e, possivelmente, inocentes.

"(Em São Paulo) a polícia matou 201 pessoas na primeira metade de 2007, de acordo com dados oficiais. Quinze policiais foram mortos no mesmo período", compara a ONG.

A Human Rights Watch destacou "as condições subumanas, violência e superlotação que historicamente caracterizaram as prisões brasileiras", ilustradas pelos acontecimentos na penitenciária de Urso Branco, em Rondônia, onde quase cem presos morreram desde novembro de 2000.

"Em quatro ocasiões, a Corte Interamericana de Direitos Humanos ordenou ao Brasil adotar medidas para garantir a segurança dos detidos em Urso Branco, mas até agora o Brasil não o fez", critica o relatório.

Trabalho escravo

A Human Rights Watch destacou que o trabalho escravo no Brasil resiste a "esforços do governo de expor as violações". "De janeiro a agosto, o Ministério do Trabalho libertou mais de 3,4 mil trabalhadores, incluindo 1.064 pessoas libertadas em apenas uma operação em uma fazenda no Pará, em julho", destacou o informe.

Entretanto, "até agosto de 2007, ninguém foi punido por manter trabalhadores em condições escravas, de acordo com a procuradoria responsável por combater o trabalho escravo".

A ONG destacou a legislação que permite que certos casos de abusos de direitos humanos sejam julgados na esfera federal, e não realizados no âmbito estadual, onde arranjos que levam à impunidade são mais facilmente costurados.

"A transferência, entretanto, só pode ocorrer se requisitada pelo procurador-geral federal e aceita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até a data, nunca ocorreram tais transferências", diz o documento.
Fonte: BBC Brasil

Technorati Profile

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Em sigilo, Brasil negocia um satélite com a França


A implantação de um satélite de monitoramento do espaço aéreo e territorial brasileiro é um dos principais temas tratados em sigilo pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, durante sua estada de uma semana na França. Trata-se de mais uma disputa entre fornecedores de França, EUA e Rússia, mas o Brasil tende para os franceses.

Jobim falou sobre o satélite na parte privada da audiência com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, na terça-feira (29 Jan 2008), e também no jantar com o presidente mundial da empresa Thales, Dennis Ranque, na noite do mesmo dia. Não falaram de detalhes nem de valores, mas, conforme a Folha apurou, o custo previsto do programa é de cerca de US$ 1 bilhão, mais US$ 500 milhões para infra-estrutura de terra.

O projeto tem a sigla SGB (Satélite Geoestacionário Brasileiro) e foi idealizado para atuar em três frentes: a banda X, de comunicação militar e de defesa estratégica, informações meteorológicas e modernização do controle do tráfego aéreo.

Desde a venda da Embratel, o governo não tem controle da banda X, alugando satélites para esse uso.

O objetivo principal é de defesa do espaço aéreo e territorial, com desdobramento para outras funções, conforme especificações detalhadas pela empresa Atech Tecnologias Críticas, sob a coordenação da Agência Espacial Brasileira.

Trata-se de um projeto de Estado, mas o formato em estudo prevê prestação de serviços a empresas privadas de telecomunicações e de aviação, por exemplo. Com isso, o programa se pagaria em 15 anos.

A francesa Thales é sucessora da antiga Thomson, que instalou três dos quatro Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) no Brasil no início dos anos 70. Em 2001, também apresentou um plano de modernização de todo o sistema.Hoje, a Thales tem participação na Omnisys brasileira e também adquiriu 25% da DCNS, empresa francesa que produz os submarinos convencionais (diesel-elétricos) Scorpène que o Brasil pretende adquirir como molde para o futuro submarino de propulsão nuclear brasileiro.

A empresa Raytheon, norte-americana que forneceu o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) na década de 1990, ofereceu um projeto de satélite ao Brasil, mas Jobim pediu uma avaliação ao ministro Roberto Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), responsável pela elaboração do futuro Plano Estratégico de Defesa, que desaconselhou a opção.

Do ponto de vista estritamente brasileiro, o projeto de satélite também está interligado com a auditoria/consultoria que Jobim pretende fazer no sistema de controle de tráfego aéreo, sob bombardeio desde o choque entre o jato Legacy e o Boeing da Gol que matou 154 pessoas em 2006.

O SGB é resultado de um acordo internacional, do qual o Brasil é signatário, no âmbito da ICAO (Organização Internacional de Aviação Civil). Por esse acordo, o país terá de adotar o sistema para as operações de controle de tráfego aéreo via satélite até 2010 ou 2011.Ou tem o seu próprio satélite adequado à mudança, ou terá que alugar um satélite internacional. O mais provável é que tenha de passar pelo aluguel numa fase de transição até concluir o programa do Satélite Geoestacionário Brasileiro.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Como seria uma guerra entre Brasil e Venezuela ?

por Marina Motomura
O conflito seria equilibrado: o Brasil levaria a melhor com o Exército, mais numeroso, mas a Venezuela teria vantagem nos ares com seus caças russos de última geração. O que pega para o Brasil é que o investimento nas Forças Armadas está congelado desde 1995, enquanto a Venezuela firmou acordos com potências militares. O presidente de lá, Hugo Chávez, trocou armas americanas e européias por modelos russos e comprou 100 mil fuzis russos AK-103, o AK-47 atualizado. Isso seria um páreo duro para nossa infantaria. “O Exército brasileiro tem competência técnica, o que não tem é material e recursos financeiros”, diz o cientista político Christian Lohbauer. Se a guerra rolasse mesmo, a Amazônia seria o ponto de partida. Os combates ali na fronteira, se não contidos a tempo, poderiam iniciar uma escalada, com maior envio de tropas e emprego de aviação. Depois, combates navais e até bloqueio da costa. Mas o perrengue está longe de virar realidade. “A Venezuela é ameaça apenas à Colômbia e à Guiana. À Colômbia, por causa de problemas de fronteira; da Guiana, a Venezuela reivindica a margem esquerda do rio Essequibo”, diz o coronel Geraldo Cavagnari, membro do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp.
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Exército Brasileiro
O Exército brasileiro é o maior da América Latina, mas falta grana para equipá-lo. A honrosa exceção são os “núcleos de excelência”, como as forças de emprego rápido: pára-quedistas, infantaria ligeira transportável por helicópteros, brigada de forças especiais e os batalhões de guerra na selva seriam os primeiros a intervir rapidamente em um conflito na Amazônia, já que armas pesadas como tanques e obuseiros nem conseguem entrar na floresta fechada
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Marinha Brasileira
A nossa Marinha é a única da América Latina com um porta-aviões, o São Paulo, capaz de atacar com aviões ou fazer desembarques anfíbios em terra. Os caças-bombardeiros Skyhawk são antigos, mas dentro do padrão da região. Os submarinos estão entre os mais eficazes em sua categoria. Os fuzileiros navais têm tropas profissionais e forças especiais que seriam de grande auxílio ao Exército na Amazônia
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Aeronautica Brasileira
A FAB não conta com caças de última geração, mas é uma força equilibrada e razoavelmente numerosa. O elemento mais importante é a presença dos R-99A, aviões-radar de alerta antecipado, que permite um controle eficaz das operações e o bloqueio do espaço aéreo ao inimigo. Os 132 aviões de transporte dão uma força em uma região como a Amazônia, na qual as distâncias são grandes e cobertas lentamente por barcos
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Exército venezuelano
O contingente é pequeno mesmo em termos latino-americanos, e a maior parte é formada por conscritos, os recrutas alistados. Seu equipamento não tem nada de notável – há mesmo alguns blindados de transporte de tropas Urutus, fabricados no Brasil. Chávez tem incentivado a formação de milícias
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Marinha venezuelana
As forças navais venezuelanas só alcançam a costa – nas águas oceânicas, sua capacidade de operação é reduzida. Seus dois submarinos de origem alemã e fragatas italianas são relativamente modernos. Chávez está querendo comprar potentes submarinos russos da classe Amur para servir como dissuasão de um eventual ataque americano
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Aeronáutica venezuelana
Os caças russos Sukhoi-30MK2 são o grande trunfo do governo Chávez. A vantagem desses caças é uma combinação de maior velocidade, alcance e, principalmente, capacidade de manobra, armamento e eletrônica de bordo. Além dos caças, estão previstas compras de helicópteros russos de transporte e de ataque, o que na versão de alguns analistas modificaria o equilíbrio de forças na região
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Aliados
COLÔMBIA
Com o rompimento de laços com a Venezuela, a Colômbia poderia ser uma eventual aliada brasileira na guerra. O Exército colombiano é numeroso: 178 mil homens, quase tanto quanto o brasileiro. A “vantagem” dessa aliança seria que, se Chávez atacasse a Colômbia, os poderosos Estados Unidos entrariam no conflito ao nosso lado
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BOLÍVIA
Um aliado de Chávez no continente é a Bolívia, cujas Forças Armadas são pequenas e mal equipadas. O Exército da Bolívia tem apenas 25 mil homens e péssimo histórico: mesmo aliados com o Peru, perderam a Guerra do Pacífico contra o Chile (1879-1883); perderam o Acre para o Brasil (1903) e a Guerra do Chaco contra o Paraguai (1932-1935).

Quem disse que é nossa?


por MARCELO COELHO


A Amazônia não é uma prioridade real para os brasileiros, mas é uma prioridade mundial


VEM DA AMAZÔNIA a má notícia de que o desmatamento cresceu além das previsões. Mas o que se chamava de boa notícia, em anos anteriores, afinal não era nada de tão bom assim: registrou-se, apenas, que o ritmo da devastação estava caindo e não que a tivessem interrompido, por um dia só que fosse. Vou perdendo a paciência com essas estatísticas e gostaria de fazer uma observação simples e radical.
Não tenho nem um centésimo das informações que meu xará da Folha, Marcelo Leite, pode dar sobre o assunto, e espero que desta vez não o confundam comigo, coisa que acontece com freqüência.
Sempre que alguém fala em "internacionalizar a Amazônia", surge um grito de guerra: "A Amazônia é nossa!".
Mas como assim, "é nossa?". A Amazônia, no momento, é dos que a invadem e devastam. Sejam madeireiros, plantadores de soja, pecuaristas, mineradoras ou fabricantes de ferro-gusa que, segundo documento divulgado pela Confederação Nacional da Agricultura, precisam de mais florestas para fazer carvão do que os bois precisam de pastagens.
A Amazônia seria "nossa" se o poder público tivesse condições de impor a lei naquela região, se conseguisse fiscalizar e punir quem promove o desmatamento.
Mas o poder público brasileiro não consegue sequer fiscalizar e impor a lei dentro dos presídios de segurança máxima... Lugares onde, se existe algum, a fiscalização deveria ser total e o império da lei assegurado à risca.
Quando ocorre algum genocídio não sei em que lugar do mundo, é natural que se peça a intervenção da ONU. O que não significa dar carta-branca para uma potência tomar conta das riquezas de um país.
O que ocorre na Amazônia tem tudo para ser tão preocupante quanto um genocídio. A humanidade inteira é vitimada enquanto nós, brasileiros, agimos como aqueles manifestantes sérvios que orgulhosamente desafiavam as tropas internacionais, em completo desprezo pelas minorias étnicas que eram dizimadas por ali.
Achamos correto quando crimes contra a humanidade são submetidos a tribunais internacionais.
Pouca gente se dispôs a defender Pinochet quando um juiz espanhol considerou que as fronteiras chilenas não o protegiam do que fez contra o gênero humano.
Talvez não seja adequado levar os responsáveis pela devastação a um tribunal suíço. O caso em prol da Amazônia pode ser enunciado de forma diferente.
Trata-se de devolver às populações locais uma terra que pode ser explorada racionalmente se contar com ajuda, fiscalização e verbas do mundo inteiro.
Se governos estrangeiros e entidades internacionais, em concordância com o Brasil, puderem intervir no sentido de fazer da floresta uma região de preservação ecológica mundial, creio que a Amazônia seria mais "nossa" (isto é, de quem vive lá e não a derruba) do que é atualmente.
Outras "soluções", para dizer francamente, não me parecem soluções. Quem imagina que o Ibama, o Exército, a Polícia Federal dispõem de recursos suficientes para tomar conta de tudo aquilo? E que direito temos nós de mascarar nossa ineficiência, nosso desleixo, com um nacionalismo que não engana ninguém?
O fato é que a Amazônia não é uma prioridade real para os brasileiros, que têm problemas terríveis a resolver bem mais perto -debaixo de cada ponte e viaduto urbano, para dizer o óbvio. Mas é uma prioridade mundial.
Parece-me infantil dizer que os americanos vão chegar aqui e tirar "nossas" riquezas. Quem está acabando com elas, e enriquecendo à custa de todo o planeta, é a madeireira (nacional ou não, isso pouco importa), o pecuarista, o plantador de soja.
O governo brasileiro bem que gostaria, imagino, de limitar esse enriquecimento. Mas não é objetivamente capaz disso. Concordo que "internacionalização" é uma palavra forte demais. Sugere a entrega de nossa soberania, sem nada em troca. Outras fórmulas, mais suaves, podem ser concebidas pelos especialistas no assunto. Não sou especialista no assunto. Pessoalmente, não temo usar a palavra. Nossa soberania, afinal, não existe. Existiria se pudéssemos impor nossa vontade sobre a região. Ano após ano, é precisamente isso o que verificamos não acontecer.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Trailer de "Eu sou a lenda" (I am legend)

Will Smith e Alice Braga estrelam "Eu Sou a Lenda"



Aos 24 anos, Alice Braga tornou-se a atriz brasileira com mais expressiva carreira no cinema internacional. Um ano depois do lançamento da co-produção brasileiro-mexicana "Só Deus Sabe", ao lado de Diego Luna, ela conseguiu o único papel feminino da ficção científica "Eu Sou a Lenda". O filme, que estréia em circuito nacional nesta sexta (18), é estrelado por Will Smith ("À Procura da Felicidade").Na seqüência de "Eu Sou a Lenda", um dos maiores sucessos de bilheteria do ano passado nos EUA, Alice Braga já engatou quatro outros trabalhos internacionais: "Blindness", adaptação do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago, dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles; "Crossing Over", de Wayne Kramer, estrelado por Harrison Ford e Sean Penn; "Redbelt", de David Mamet, em que contracenará com o brasileiro Rodrigo Santoro, e ainda está filmando no Canadá "Repossessing Mambo", de Miguel Sapochnik, ao lado do ator inglês Jude Law.Por conta dessa filmagem, a atriz, que é sobrinha de Sonia Braga, nem pôde vir ao Brasil participar das entrevistas de lançamento de "Eu Sou a Lenda", no Rio de Janeiro, no último final de semana. Vieram apenas o diretor do filme, Francis Lawrence (de "Constantine"), o roteirista Akiva Goldman e o astro Will Smith.Nesta ficção futurista, Smith, que se prepara para completar 40 anos em setembro, assume mais uma vez o papel de herói. O ano é 2012. Nova York tornou-se uma cidade deserta, onde as suas largas avenidas transformaram-se em matagais, seus imensos edifícios, em estruturas abandonadas.Nas ruas atulhadas de detritos, um único carro, um possante Shelby Mustang GT-500, passa a toda velocidade. Dentro dele, Robert Neville (Smith), e sua cadela, a pastora alemã Sam.Médico virologista, Neville é o único habitante humano sadio de Manhattan. Todos os demais ou morreram ou foram transformados em pavorosos zumbis canibais, que saem à noite à caça de carne.Apesar de não serem exatamente vampiros, eles também têm pouca resistência à luz. Neville, portanto, só circula durante o dia à procura de algum outro ser humano que possa ter sobrado da maciça contaminação que varreu o país, quem sabe o mundo. O culpado: um vírus que surgiu de um tratamento pioneiro que, anos atrás, erradicou o câncer, mas gerou este terrível efeito colateral.Quando a tarde cai, Neville e Sam recolhem-se à sua casa na Washington Square, fechando portas e janelas previamente fortalecidas com barras metálicas. Tudo para resistir aos ataques das hordas canibais.No subsolo, o virologista realiza experiências com animais - e, quando consegue, com algum zumbi -, procurando chegar a uma vacina, a uma fórmula que reverta os efeitos da epidemia. Por uma incrível coincidência, ele é, misteriosamente, o único ser humano imune, ainda que seja mordido pelos canibais.Fora os sucessivos fracassos com seus experimentos científicos, a solidão está enlouquecendo Neville, que perdeu a mulher e a filha em circunstâncias que o filme revela aos poucos. Em "flashbacks", traça-se o histórico do surgimento da doença, a quarentena da cidade e o mergulho no caos.Numa noite em que ele, numa atitude suicida, expôs-se a um ataque massivo dos zumbis, é salvo por uma misteriosa mulher, Anna (Alice Braga). Ela veio de Maryland, trazendo um menino (Charlie Tahan), depois de ter sintonizado o emissor de sinais de rádio deixado por Neville numa ponte.Anna teve notícias de que há outros sobreviventes em Vermont, mas agora o médico está cético demais para acreditar. Enquanto isso, a vacina aplicada numa zumbi começa a fazer efeito. Ela está, aos poucos, recuperando o aspecto humano normal."Eu Sou a Lenda" é a terceira adaptação cinematográfica do livro homônimo de Richard Matheson, lançado em 1954. A primeira foi em 1964, em "Mortos que Matam", de Sidney Salkov, tendo como protagonista Vincent Price. A segunda, em 1971, "A Última Esperança da Terra", de Boris Sagal, estrelada por Charlton Heston.

Grupo diz ter feito primeiro genoma artificial

por EDUARDO GERAQUE

Nesta toada, a criação de um organismo artificial poderá chegar antes de que se tenha um marco legal definido para tratar do assunto.Hoje, na revista "Science", a equipe do empresário-pesquisador Craig Venter, seis meses depois do primeiro passo, mostra que é possível sintetizar um genoma em laboratório. Mas ainda falta fazê-lo funcionar dentro de um organismo, o que não será nada fácil.A busca por esse terceiro passo corre em paralelo com a preocupação de muitos cientistas. Para esse outro grupo, misturar nanotecnologia e biologia pode trazer vários riscos, que estão sendo negligenciados."Trata-se de um grande avanço tecnológico, uma vez que os DNAs sintéticos obtidos até então eram de no máximo 32 mil pares de bases", disse à Folha o biólogo Arnaldo Zaha, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).O genoma artificial da bactéria Mycoplasma genitalium, microrganismo sexualmente transmissível que infecta homens e mulheres, tem 582.970 pares de bases (número de duplas dos "tijolos" essenciais do DNA, a adenina, a timina, a citosina e a guanina, conhecidas pelas siglas A, T, C e G).No ano passado, em junho, o Instituto J. Craig Venter, em Maryland (EUA), havia conseguido transplantar um genoma. Eles usaram duas espécies diferentes do mesmo gênero Mycoplasma no experimento."Possivelmente eles vão usar esse transplante para testar o genoma sintético", afirma Zaha, que coordenou um projeto genoma de bactéria no Brasil.