segunda-feira, 11 de outubro de 2010

'Fim de festa' para assassinos do Policial Federal | Curitiba


A Polícia Federal desmantelou a quadrilha suspeita de assaltar uma lotérica, no centro de Curitiba, e matar o Policial Federal Edson Martins Matsunaga, 50 anos, no início da semana passada (04/10/2010).

Na noite de sábado (09/10/2010), o bando promoveu uma festa em uma chácara de Passo Amarelo, na zona rural de Fazenda Rio Grande. Os policiais surpreenderam os marginais, houve troca de tiros e dois suspeitos morreram.

O rapaz apontado como autor do disparo que matou o policial também foi baleado e se escondeu no mato. Na manhã de ontem (10/10/2010), ele foi visto por moradores, bastante ensanguentado, e foi internado sob escolta policial. Outras cinco pessoas foram detidas.

A polícia chegou até a quadrilha a partir das imagens do circuito de segurança da lotérica e informações levantadas por investigadores, inclusive com interceptação de ligações telefônicas.

Descobriu-se que, na noite de sábado, os suspeitos fariam uma festa na chácara, que funcionaria como uma espécie de quartel general da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), no Paraná.

Crianças

Ao chegarem à propriedade, os policiais se depararam com mulheres e crianças, o que atrapalhou a abordagem. Três suspeitos reagiram e foram baleados no revide.

Um deles morreu no local e outro a caminho do pronto-socorro 24 horas do município. Eles não foram identificados oficialmente e aparentavam cerca de 25 anos.

O terceiro indivíduo, identificado apenas pelo apelido de “Carioca” (PEDRO HENRIQUE PROCOPIO), foi atingido nas costas, na perna e no tornozelo, mas fugiu pelo mato. Os policiais fizeram buscas durante a madrugada, com apoio de cães farejadores, mas não o encontraram.

Somente por volta das 10h, moradores viram o vagabundo caminhando pela Estrada do Agaraú, a pouco mais de dois quilômetros da chácara. Os populares estranharam ele estar bastante ensaguentado e chamaram a Polícia Militar.

Sem condições de reagir, “Carioca” (PEDRO HENRIQUE PROCOPIO) foi detido, colocado numa ambulância do Siate e internado no Hospital do Trabalhador, sob escolta de policiais federais, que o reconheceram como um dos envolvidos no assalto à lotéricas. As informações são que ele teria sido o autor do disparo que matou o policial Matsunaga.

Na chácara, foram apreendidas duas pistolas calibre 9 milímetros e cinco pessoas foram detidas, algumas com documentos falsos e outras com pendências judiciais. Os presos foram colocados numa van e conduzidos à sede da Polícia Federal, no Santa Cândida. Eles não teriam participado do assalto à lotérica.

Roubo

O assalto à lotérica aconteceu na noite de segunda-feira (04/10/2010), próximo à subdivisão da Polícia Federal, no centro. Na fuga, os bandidos cruzaram com o Agente de Polícia Federal Matsunaga, que foi assassinado.

O assaltante Douglas Cândido Rodrigues, 23 anos, foi baleado, mas usava colete balístico e não se feriu. Ele foi preso em seguida e o restante da quadrilha conseguiu fugir.

Fonte: Paraná Online e BLOG DO GARISTO

Um comentário:

Giancarlo disse...

A Polícia deve responder a altura, como foi no presente caso. Deve tratar a todos respeitando os direitos humanos e preservando a vida. Agora quando os policiais são recebidos com tiros, devem também, exercer o poder de polícia invocando as excludentes de antijuridicidade, no caso a legítima defesa, reagindo firme e com propósito, com direcionamento e objetividade, ceifando a vida do "vagabundo" e preservando a vida do policial e dos cidadãos de bem. Nada trará nosso companheiro Matsunaga. Parabens aos policiais que vestem a camisa.